Batalha Espiritual: Derrubando fortalezas e anulando sofismas

Batalha Espiritual: Derrubando fortalezas e anulando sofismas

por Mariel M. Marra


Resumo: O presente artigo é um compêndio contendo os principais exemplos de falácias e pensamentos sofismáticos, que infelizmente também estão presentes na Igreja, e criam uma falsa credibilidade para alguns ministérios evangélicos.

Palavras-chave: batalha espiritual, engano, falácia, sofisma

Introdução

2 Coríntios 10:4 “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas

A verdadeira batalha espiritual consiste em destruir fortalezas e anular os sofismas com o poder de Deus, levando cativo todo pensamento humano à obediência de Cristo Jesus. O Sofisma é uma falácia formal que consiste em apresentar um raciocínio aparentemente válido quando não é. Difere-se da Mentira, pois essa é uma informação falsa. Por sua vez a falácia é um argumento falso ou falha num argumento durante a defesa de uma idéia, ou ainda, um argumento mal direcionado, tendencioso, conduzido ou manipulado.

A Falácia e seus efeitos

A origem da palavra “falaz” remete à idéia do deceptivo, do fraudulento, do ardiloso e do enganador, logo não há duvidas de que a falácia tem por pai o Diabo, todavia convém não confundir Falácias com Mentiras, pois as mentiras são desvios ou erros sobre fatos reais; Enquanto que as falácias, por outro lado, são discursos, ou tentativas de persuadir o ouvinte ou leitor, promovendo um engano ou desvio, afinal as estruturas de apresentação de informação falaciosa, não respeitam uma lógica correta ou honesta, pois foram manipuladas certas evidências ou ainda porque há insuficiência de prova concreta e convincente para determinada afirmação.

Uma afirmação falaciosa pode ser composta de fatos verdadeiros, mas sua forma de apresentação leva a conclusões erradas. Ela é um argumento logicamente inconsistente, inválido, ou falho na capacidade de provar eficazmente o que afirma. São argumentos que se destinam à persuasão e podem parecer convincentes para grande parte de um público alvo, mas não deixam de ser falsos por causa disso.

Reconhecer as falácias é por vezes difícil, e elas estão espalhadas por toda parte, pois tais argumentos podem até ter validade emocional, íntima, psicológica ou emotiva, mas nunca possuem uma validade lógica, genuína e verdadeira.

É muito importante identificar os tipos de falácias, pois dessa maneira evita-se as armadilhas lógicas na própria argumentação e também na argumentação alheia, afim de não ser enganado por nada, nem ninguém.

Desse modo, o site Ponto Crítico ( critico.guerreirosdaluz.com.br ) preparou para o dia 31/10/2008, em comemoração aos 491 anos da Reforma Protestante, um texto especial com muitos exemplos de argumentos falaciosos, para que este sirva ao povo de Deus como um “Guia do Discernimento”, pois pode-se notar na Igreja, tanto pessoas bem intencionadas quanto má intencionadas, que estão edificando ministérios evangélicos sobre sofismas e falácias, e por isso, conseqüentemente dada a natureza fraudulenta e diabólica desses argumentos, tais ministérios, ainda que bem intencionados, estão levando o povo Reformado a se corromper e a novamente se afastar da Verdade do evangelho da Graça.

Segue abaixo uma lista com os tipos de falácias, sendo que os nomes utilizados como exemplo são fictícios, logo as interpretações e relações com a vida real, ficam sob a responsabilidade do leitor:

1- “Apelo ao Povo” (Argumentum ad populum), este tipo de falácia é muito comum, e consiste em apelar a uma grande quantidade de pessoas, para persuadir o ouvinte ou leitor, através da geração de uma falsa legitimidade das ações de uma pessoa ou Ministério.

Ex: “Muitas pessoas acreditam e apoiam o ministério do sr. Mistral, logo ele é uma pessoa de Deus que somente fala a verdade.” / “A Igreja XYZ tem muitos membros, pois Deus está se agradando dela e da sua liderança” / “A maioria das pessoas acreditam em alienígenas, portanto eles existem.” / “Inúmeras pessoas usam essa marca de roupa; portanto, ela possui um tecido de melhor qualidade.”

2- “Apelo à autoridade” (Argumentum ad Verecundiam), este argumento consiste no apelo a alguma autoridade já reconhecida para legitimar uma premissa qualquer.

Ex: “O sr. Mistral é uma pessoa muito conceituada no meio de Batalha Espiritual, logo aquilo que ele diz é verdade” / “A apóstola Creuza é uma mulher de Deus e apoia o ministério do sr. Mistral, logo ele também é de Deus e certamente fala a verdade” / “O Papa disse, então é verdade” / “A Igreja XYZ é muito respeitada no meio evangélico, logo ela confiável e sempre tem pregado o evangelho genuíno”

3- Argumento da Ignorância (Argumentum ad ignorantiam), este ocorre quando algo é considerado verdadeiro simplesmente porque nunca não foi provado que ele é falso.

Ex: “O sr. Mistral fala a verdade, afinal ninguém nunca provou que ele está mentindo” / “Existe vida em outro planeta, pois nunca provaram o contrário”

4- Inversão do Ônus da Prova, ocorre quando o argumentador transfere ao seu opositor a responsabilidade de provar o argumento contrário, eximindo-se de provar a base do seu argumento. Isto é, alguém faz uma afirmação, mas ao contrário de apresentar as provas concretas de suas afirmações, a pessoa tenta entregar aos seus críticos e questionadores, a tarefa de provar que ele está mentindo, ao contrário dela mesma provar suas próprias afirmações.

Ex: “O testemunho do sr. Mistral é verdadeiro, pois aqueles que duvidam dele, nunca provaram o contrário” / “Papai Noel  existe, pois ninguém nunca conseguiu provar que ele não existe.”

Agora que o leitor está aprendendo a identificar falácias, suponho que seus olhos foram abertos e certamente você começará a ver tais enganos por todo lado, tais como na pregação de alguns pastores, nos discursos de alguns candidatos a cargos políticos, nas notícias de jornal (tanto impresso quanto televisivo), nas reuniões de condomínio, nas frases de vendedores (de imóveis, de carros e planos de saúde, de cartões de crédito) etc…

Este conhecimento não tem preço! Por meio dele você pode ser livre das armadilhas mais ardilosas, sendo que muitas vezes um erro pode custar caro demais, especialmente quando se cai nas mãos de charlatões, que somente querem explorar a boa fé das pessoas.

É evidente que há quem cometa falácias sem malícia, meramente como resultado de raciocínio apressado ou ingênuo. Mas sem dúvida que também há aqueles que usam da falácias em argumentos porque querem enganar o ouvinte, em que se manipula a vontade do interlocutor, para convencê-lo a concordar com uma idéia, seja para votar num candidato, comprar um livro, participar de um seminário, apoiar financeiramente um ministério etc..

Por isso, uma falácia não é apenas um simples erro passível das limitações humanas, mas sim um erro que resulta do raciocínio impróprio ou fraudulento, gerando assim prejuízos enormes e muitas vezes irreversíveis. Sendo que aos cristãos compete pregar o evangelho a toda criatura, mas também zelar pelo evangelho pregado, afim de que espíritos enganadores não encontrem lugar no seio da Igreja, e não arrastem inúmeras pessoas com seus ventos de ensinos pseudo-bíblicos.

A falácia tem todo o aspecto de um argumento correto, bíblico e válido, embora não o seja. Sendo assim, esse é seu grande perigo, pois parece correto, mas não é, a qual conduz as pessoas a erros de pensamento, conclusões equivocadas, e conseqüentesmente a errar o alvo, ou seja, leva ao pecado.

Existem três grandes categorias de falácias: (A) aquelas baseadas em “truques de palavras”; (B) aquelas que representam a perversão de métodos de argumentos legítimos, especialmente o indutivo; e (C) aquelas que representam argumentos extraviados ou desencaminhados.

Segundo Othon M. Garcia[1] “ainda que cometamos um número infinito de erros, só há, na verdade, do ponto de vista lógico, duas maneiras de errar”:

  • raciocinando mal com dados corretos;
  • raciocinando bem com dados falsos, ou raciocinando mal com dados falsos.

Foram apresentadas acima, algumas falácias bastante comuns. Abaixo segue a lista com outros exemplos não menos perigosos, as quais também merecem nossa especial atenção.

5- Argumentum ad antiquitatem (Argumento de antiguidade ou tradição): Afirmar que algo é verdadeiro ou bom porque é antigo ou “sempre foi assim”.

Ex: “Se o meu avô diz que Garrincha foi melhor que Pelé, deve ser verdade.”

6- Argumentum ad hominem (Ataque ao argumentador): Em vez de o argumentador provar a falsidade do enunciado, ele ataca a pessoa que fez o enunciado.

Ex: “Se foi o Mariel Marra quem disse isso, certamente é engano”.

7- Non sequitur (Não segue): Tipo de falácia na qual a conclusão não se sustenta nas premissas. Há uma violação da coerência textual.

Ex: “Que nome complicado tem este futebolista. Deve jogar muita bola!”

8- Argumentum ad Baculum (Apelo à Força): Utilização de algum tipo de privilégio, força, poder ou ameaça para impor a conclusão.

Ex: “Ai daquele que se levantar contra O Ungido de Deus” / “Acredite em Deus, senão queimará eternamente no Inferno.” / “Acredite no que eu digo e não se esqueça de quem é que paga o seu salário”

9- Dicto Simpliciter (Regra geral): Ocorre quando uma regra geral é aplicada a um caso particular onde a regra não deveria ser aplicada.

Ex: “Se você matou alguém, deve ir para a cadeia.” ( isso não se aplica a certos casos de profissionais de segurança)

10- Generalização Apressada (Falsa indução): É o oposto do Dicto Simpliciter. Ocorre quando uma regra específica é atribuída ao caso genérico.

Ex: “Meu pastor é ladrão, logo todos pastores são ladrões” / “Muitos pastores já enganaram o povo, logo os pastores tendem a ser enganadores” / “Minha namorada me traiu. Logo, as mulheres tendem à traição.”

11- Falácia de Composição (Tomar o todo pela parte): É o fato de concluir que uma propriedade das partes deve ser aplicada ao todo.

Ex: “Este caminhão é composto apenas por componentes leves, logo ele é leve também.”

12- Falácia da Divisão (Tomar a parte pelo todo): Oposto da falácia de composição. Assume que uma propriedade do todo é aplicada a cada parte.

Ex: “Você deve ser rico, pois estuda em um colégio de ricos.”

13- Falácia do homem de palha: Consiste em criar idéias reprováveis ou fracas, atribuindo-as à posição oposta.

Ex: “Meu adversário, por ser de um partido de esquerda, é a favor do comunismo
radical, e quer retirar todas as suas posses, além de ocupar as suas casas com
pessoas que você não conhece.” / “Deus tem abençoado este ministério, logo os críticos deste ministério são falsos profetas, fariseus e influenciados pelo diabo.”

14- Cum hoc ergo propter hoc (falsa causa): Afirma que apenas porque dois eventos ocorreram juntos eles estão diretamente relacionados, e não se leva em consideração a complexidade de outros fatores que também influenciam nos resultados.

Ex: “O Cruzeiro Esporte Clube vai ganhar o jogo de hoje porque hoje é quinta-feira e até agora ele ganhou em todas as quintas-feiras em que jogou.” / “O missionário orou por mim no domingo, e na segunda-feira arrumei emprego, logo Deus ouviu a oração do missionário”

15- Post hoc ergo propter hoc : Consiste em dizer que, pelo simples fato de um evento ter ocorrido logo após o outro, eles têm uma relação de causa e efeito.

Ex: “Este mês não dei o dízimo, por isso bati o carro” / “O Japão rendeu-se logo após a utilização das bombas atômicas por parte dos EUA. Portanto, a paz foi alcançada devido à utilização das armas nucleares.”

16- Petitio Principii: Ocorre quando as premissas são tão questionáveis quanto a conclusão alcançada.

Ex: “Sócrates tentou corromper a juventude da Grécia ( isso é questionável), logo foi justo condená-lo à morte (também é questionável).” / Estão tentando denegrir a imagem do sr. Mistral (premissa questionável), logo é justo que se processe tais pessoas (conclusão questionável).

17- Circulus in Demonstrando: Ocorre quando alguém assume como premissa a conclusão a que se quer chegar.

Ex: “Sabemos que o sr. Mistral diz a verdade, pois muitas pessoas dizem isso. E sabemos que o sr. Mistral diz a verdade pois nós o conhecemos.”

18- Falácia da Pressuposição : Consiste na inclusão de uma pressuposição que não foi previamente esclarecida como verdadeira, ou seja, na falta de uma premissa.

Ex: “Você já parou de bater na sua esposa?” (será que algum dia ele começou?)

19- Ignoratio Elenchi (Conclusão sofismática) ou “Falácia da Conclusão Irrelevante“: Consiste em utilizar argumentos válidos para chegar a uma conclusão que não tem relação alguma com os argumentos utilizados.

Ex: “Os livros do sr. Mistral são muito bem escritos, elaborados, cheios de detalhes impressionantes e falam também sobre fatos reais de grandes eventos históricos que marcaram a humanidade. Logo é natural que ele esteja falando a verdade.” / “Os astronautas do Projeto Apollo eram bem preparados, todos eram excelentes aviadores e tinham boa formação acadêmica e intelectual, além de apresentar boas condições físicas. Logo, foi um processo natural os EUA ganharem a corrida espacial contra a União Soviética pois o povo americano é superior ao povo russo.”

20- Anfibologia ou Ambigüidade: Ocorre quando as premissas usadas no argumento são ambíguas devido à má elaboração gramatical.

Ex: “Venceu o Brasil a Argentina.” / “Ele levou o pai ao médico em seu carro.”

21- Acentuação: É uma forma de falácia devido à mudança de significado pela entonação. O significado é mudado dependendo da ênfase das palavras.

Ex: compare: “Não devemos falar MAL dos nossos amigos.” com: “Não devemos falar mal dos nossos AMIGOS”.

22- Falácias tipo “A” baseado em “B” (Outro tipo de Conclusão Sofismática): Ocorrem dois fatos. São colocados como similares por serem derivados ou similares a um terceiro fato.

Ex: “O Islamismo é baseado na fé.” “O Cristianismo é baseado na fé.” “Logo o islamismo é similar ao cristianismo.” / “Mariel Marra faz críticas a fé cristã” “Satanistas fazem críticas a fé cristã” “Logo Mariel Marra é satanista”.

23- Falácia da afirmação do consequente: Esta falácia ocorre quando se tenta construir um argumento condicional que não está nem do Modus ponens (afirmação do antecedente) nem no Modus Tollens (negação do conseqüente). A sua forma categórica é: Se A então B. B Então A.

Ex: “Se há carros então há poluição. Há poluição. Logo, há carros.”

24- Falácia da negação do antecedente: Esta falácia ocorre quando se tenta construir um argumento condicional que não está nem do Modus ponens (afirmação do antecedente) nem no Modus Tollens (negação do consequente). A sua forma categórica é: Se A então B. Não A Então não B.

Ex: “Se há carros então há poluição. Não há carros. Logo, não há poluição.”

25- Falsa dicotomia (bifurcação): Também conhecida como “falácia do branco e preto”. Ocorre quando alguém apresenta uma situação com apenas duas alternativas, quando de fato outras alternativas existem ou podem existir.

Ex: “Se você não está a meu favor, então está contra mim.”

26- Argumentum ad Crumenam: Esta falácia é a de acreditar que dinheiro é fator de estar correto. Aqueles mais ricos são os que provavelmente estão certos.

Ex: “O Barão é um homem vivido e conhece como as coisas funcionam. Se ele diz
que é bom, há de ser.”

27- Argumentum ad Lazarum: Oposto ao “ad Crumenam”. Esta é a falácia de assumir que apenas porque alguém é mais pobre, então é mais virtuoso e verdadeiro.

Ex: “O sr. Mistral é necessitado e já sofreu muito na vida. Se ele diz que isso é uma cilada, eu acredito.”

28- Argumentum ad Nauseam: É a aplicação da repetição constante e a crença incorreta de que quanto mais se diz algo, mais correto está.

Ex: “Já que o sr. Mistral diz tanto que existe uma conspiração mundial oculta ocorrendo, então é verdade.”

29- Plurium Interrogationum: Ocorre quando se exige uma resposta simples a uma questão complexa.

Ex: “O que faremos com esse criminoso? Matar ou prender?”

30- Red Herring: Falácia cometida quando material irrelevante é introduzido no assunto discutido para desviar a atenção e chegar a uma conclusão diferente.

Ex: “Será que o sr. Mistral fala a verdade em seus livros? Já fui aos seus seminários e ele é muito carismático.” / “Será que o palhaço é o assassino? No ano passado um palhaço matou uma criança.”

31- Retificação: Ocorre quando um conceito abstrato é tratado como coisa concreta.

Ex: “O carisma do sr. Mistral é a presença de Deus” / “A tristeza de Joãozinho é a culpada por tudo.”

32- Argumentum ad Populum (Apelo aos números). Consiste em apelar para os números para impressionar, como premissa de algo verdadeiro.

Ex: “Este ministério existe há mais de 10 anos e tem mais de 1 milhão de produtos vendidos, logo esse ministério é verdadeiro e confiável” / “Milhares de pessoas durante milhares de anos acreditam nos poderes das pirâmides, logo ela deve ter algo de especial.”

33- Tu Quoque (Você Também): Falácia do “mas você também”. Ocorre quando uma ação tenta se tornar aceitável porque outra pessoa também a cometeu.

Ex: Você está sendo abusivo.”  ”E daí? Você também está.”

Conclusão

Para Othon M. Garcia[2] “na argumentação, além de dissertar, procuramos formar a opinião do leitor ou a do ouvinte, tentando convencê-lo de que a razão está conosco“, isto é, a verdade.

Argumentar no entanto é convencer ou tentar convencer mediante a apresentação de razões argumentativas em face da evidência das provas e à luz de um raciocínio lógico e consistente. Em muitas situações a argumentação passa a ser um “bate-papo”, porém as vezes ocorrem insultos, em que se ataca o argumentador. Todavia tal comportamento não contribui para uma verdadeira argumentação. Pelo contrário, isso apenas demonstra despreparo, insegurança e imaturidade para se defender um ponto de vista.

É relevante também dizer que preconceitos e superstições também não colaboram com o discurso argumentativo. Uma argumentação legítima precisa ser construtiva e crítica.

Para Descartes[3], considera-se a evidência como o critério da verdade. Porém, a argumentação informal só será considerada uma evidência se houver comprovação.

Às vezes, um “bate-papo” é apenas exposição narrativa e descritiva sem nenhuma preocupação com o real e comprovação dos argumentos, todavia o testemunho de alguém publicado num livro por exemplo, mesmo embora seja escrito na forma de exposição narrativa/descritiva, naturalmente que tais obras literárias precisam apresentar evidências para que suas sejam consideradas como verdade, pois neste caso, já não se enquadra mais na qualificação de um “bate-papo” informal.

Na contemporaneidade o ser humano tem sido objeto de estudo em muitas áreas da Ciência, tal como as ciências humanas e sociais, onde se tem desenvolvido importantes ferramentas que são capazes de analisar, compreender e identificar padrões de comportamento e pensamentos humanos.

Vale ressaltar que tais conhecimentos por si mesmos são uma benção, todavia quando caem em mãos erradas, tornam-se tão perigosos quanto a tecnologia atômica nas mãos de Adolf Hitler.

Quando tais conhecimentos caem nas mãos de alguns líderes eclesiásticos, os quais querem obter controle de massa para ampliar seus negócios-impérios-em-nome-da-fé, tais conhecimentos tornam-se ainda piores do que armas de destruição em massa nas mãos de certos ditadores, pois essas quando detonadas, logo matam o corpo físico arrasando com tudo, todavia quando tais líderes eclesiásticos detonam suas “bombas” sofismáticas e pseudo-bíblicas, com uma só palavra eles matam a alma e o espírito de milhões de pessoas, mesmo embora todo o físico permaneça intacto.

Por isso, não duvide nunca da capacidade de manipulação das pessoas. Lembrando que até mesmo pessoas cheias do Espírito Santo são vulneráveis aos equívocos das falácias, afinal ser cheia do Espírito, não é sinal infalibilidade. Todavia é evidente que o Espírito Santo, não deixará ninguém permanecer enganado, e crendo dessa forma, eu oro a Deus para que por meio desse texto simples, objetivo e direto, você tenha seus olhos abertos, e seja livre de uma vez por todas, das cadeias dos pensamentos sofismáticos. Que seja destruída agora as fortalezas e anulado todos os sofismas, em nome de Jesus!

Lembre-se de nunca lamentar pela ilusão perdida, mas antes alegre-se com Verdade revelada. É melhor 1 minuto na companhia da Verdade,  do que uma vida inteira nos braços da doce Ilusão.

Como diz Demóstenes[4]: “Nada é mais fácil do que se iludir, pois todo o homem acredita que aquilo que deseja seja também verdadeiro.” E “as vezes choramos as ilusões com a mesma dor com que choramos os mortos.”[5], todavia “quem não fica com o ensinamento de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus. Porém quem fica com o ensinamento de Cristo, esse tem tanto o Pai como o Filho.” - 2 João 1:9 (BLH). Permaneça na verdade, sempre!

Um forte abraço
Mariel Marra[6]

Bibliografia:

GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. 13ª ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas.1986.

KOCK, Ingedore G. Villaça. A coerência textual. São Paulo: Contexto, 1990.

——. Argumentação e linguagem. São Paulo: Cortez, 1989.

LITTO, Fredric. Argumentos falaciosos: um pequeno compêndio para evitar a compra de gatos por lebres. Disponível em < http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_colunas/f_litto/ >. Acesso em 27/10/2008.

MARY, Luci. Qualidades e Defeitos de um texto argumentativo. Disponível em: < http://www.filologia.org.br/viiicnlf/anais/caderno07-14.html>. Acesso em: 26/10/2008.

WIKIPÉDIA. Falácia. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia >. Acesso em 26/10/2008.

Informações bibliográficas:

Conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), este texto científico publicado em meio eletrônico deve ser citado da seguinte forma:

MARRA, Mariel. Batalha Espiritual: Destruindo fortalezas e anulando sofismas. Disponível em < http://www.guerreirosdaluz.com.br >. Acesso em: dia mês. ano.

ORKUT:

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=866901

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[1] GARCIA, 1986, p.47.

[2] GARCIA,1986. p.36.

[3] Famoso pela sua frase: “Cogito, ergo sum (Penso, logo existo)”. René Descartes (31 de Março de 1596, La Haye en Touraine, França – 11 de Fevereiro de 1650, Estocolmo, Suécia), também conhecido como Renatus Cartesius (forma latinizada), foi filósofo, físico e matemático francês. Notabilizou-se sobretudo por seu trabalho revolucionário na filosofia e na ciência, mas também obteve reconhecimento matemático por sugerir a fusão da álgebra com a geometria – fato que gerou a geometria analítica e o sistema de coordenadas que hoje leva o seu nome. Por fim, ele foi uma das figuras-chave na Revolução Científica. Descartes, por vezes chamado de “o fundador da filosofia moderna” e o “pai da matemática moderna”, é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da História do Pensamento Ocidental. Inspirou contemporâneos e várias gerações de filósofos posteriores; boa parte da filosofia escrita a partir de então foi uma reação às suas obras ou a autores supostamente influenciados por ele. Muitos especialistas afirmam que a partir de Descartes inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna – enquanto que décadas mais tarde se assentaria nas Ilhas Britânicas, através de John Locke e David Hume, principalmente, um movimento filósofico que de alguma forma é oposto no qual se convencionou chamar de empirismo. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Descartes

[4] Demóstenes (em grego, ??????????, D?mosthén?s) (384 a.C. – 322 a.C.), foi um proeminente orador e político grego, de Atenas. Sua oratória constitui uma importante expressão da capacidade intelectual da Atenas antiga e providenciam um olhar sobre a política e a culture da Grécia antiga durante o quarto século AC. Demóstenes aprendeu retórica estudando os discursos dos grandes oradores antigos. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%B3stenes

[5] Frase de Henry René Albert Guy de Maupassant (5 de Agosto de 1850, Fécamp – 6 de Julho de 1893, Paris) foi um escritor e poeta francês com predileção para situações psicológicas e de crítica social com técnica naturalista. Foi amigo de Gustave Flaubert. Além de romances e peças de teatro, Maupassant deixou 300 contos, todos obras de grande valor. Merecem destaque, entre os mais famosos Bel Ami, Mademoiselle Fifi e Bola de sebo. “A Pensão Tellier” e “O Horla” podem ser considerados seus contos mais significativos. Faleceu no manicômio pouco antes de completar 43 anos, após tentativa de suicídio originada de perturbações causadas pela sífilis que o atormentou por mais de uma década. Foi enterrado no cemitério de Montparnasse. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Guy_de_Maupassant

[6] Mariel Marra é atualmente bacharel em Teologia pelo Centro Universitário Izabela Hendrix de Belo Horizonte, membro da Igreja Batista da Lagoinha. Também trabalha na internet  e outros meios de comunicação, contribuindo para uma reflexão salutar da Fé Cristã, chamando a todos ao equilíbrio e moderação em Cristo. Para convites e outras informações: marielmarra@gmail.com

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