O século 14 é lembrado pela peste negra de 1348. França, Inglaterra e o que viria a ser a Itália acusaram o golpe, mas outras áreas não escaparam. As enfermidades varreram o continente de 1350 a 1371.
Um caso típico foi o da futura Alemanha, que, entre 1326 e 1400, conheceu 32 anos de epidemias -a peste era cíclica.
Caro, o pão faltava nas mesas dos pobres. Na Inglaterra, após mais de cem anos de estabilidade, seu valor quintuplicou em 1315. Na França, aumentou 25 vezes em 1313 e multiplicou-se por 21 em 1316. A carestia disseminou-se por toda a Europa e perdurou por décadas.
Famintos e enfermos, os menos aquinhoados se revoltavam: no nordeste da França (1358), em Florença (1378), na Inglaterra e de novo na França (1381), em Portugal (1383) e assim por diante.
Guerras eram também comuns, sendo a dos Cem Anos (1337-1453) apenas a mais comentada. Os conflitos que opunham povos e classes se tornaram tão reiterativos quanto as doenças e a fome.
Não surpreende que, depois de chegarem a 73 milhões em 1300, os europeus ocidentais somassem apenas 45 milhões de pessoas em 1400 (-38%).
Isto significa que mais de 1/3 da população do mundo conhecido na época pereceu pela ação dos cavaleiros (Fome, Guerra, Doença), conforme a profecia Bíblica.
Veja ainda que estimativas regionais reafirmam a tendência continental: após alcançar 5 milhões de habitantes em 1340, a Inglaterra tinha 3 milhões de indivíduos em 1470; entre esses dois anos, o número de franceses caiu de 21 milhões para 14 milhões e, o de alemães, de 14 milhões para 10 milhões.
Os níveis demográficos do século 14 somente foram retomados 200 anos depois.
O século 14 se viu preso a um ciclo perverso que teve na alta dos preços dos alimentos a sua expressão mais tangível. Óbvio, o aumento geral do valor da cesta básica da época debilitava sobretudo os mais pobres.
Mortandades, revoltas, guerras e êxodo rural eram os resultados previsíveis. Pior: exacerbavam a carestia, realimentando toda a cadeia perversa.
Quando a história econômica era levada a sério pela academia, alguns dos melhores estudiosos franceses (George Duby entre eles) não conseguiam unir todos os signos exteriores da crise -diziam apenas que o século 14 se caracterizou por uma “enorme defasagem entre produção e consumo”.
Tinham razão. Mas os italianos (Ruggiero Romano, o mais famoso) insistiam em que a defasagem encarnava a própria crise, nunca a sua explicação.
Faltava comida não por ausência de braços ou de terras. Afinal, se os camponeses -esteio do crescimento demográfico verificado desde o ano 1000- não conseguiam produzir mais, era porque já haviam cultivado toda a terra a que tinham acesso legal.
Então porque será que alguns ainda dizem que estamos vivendo o final dos tempos?
Será que existe algum interesse por trás desse discurso de medo e insegurança na Igreja atual ou será que falam isso por pura falta de senso crítico e conhecimento histórico?
Ademais. quando se trata de cumprimento de profecias apocalipticas e anúncios da volta de Cristo, claramente nota-se que o passado já esteve muito mais perto do fim do que hoje.
Comparado ao passado, o mundo moderno é o paraíso, mesmo com todos seus problemas, crises financeiras e grandes epidemias.
A quem serve esse clima de medo criado pelas teorias da conspiração?
A bíblia nunca teve esse propósito terrorista, então receio que alguém esteja lucrando com o discurso dos falsos profetas que anunciam o fim próximo baseado em supostos sinais atuais.
Onde está aquele que até pouco tempo dizia em seus livros ter se encontrado pessoalmente com o AntiCristo e agora diz em seu site que não sabe mais quem o AntiCristo é?
A quem você acha que serviu esta “denúncia” de que o AntiCristo já está vivo no mundo e que o mesmo supostamente apareceria 2006 e governaria o mundo em 2013?
Obviamente que isso serviu aos próprios interesses dele e daqueles que na época lhe davam “cobertura espiritual”.
Agora imagine comigo, quantos no passado não fizeram tal como muitos fazem hoje, afirmando que o fim de tudo seria naquele tempo?
Os sinais de fato indicavam isso, mas TODOS foram pegos e enganados pela própria “sabedoria” escatológica!
Portanto se este é o seu caso no presente, pense bastante nisso!
Olhe para o passado e aprenda com ele, para que você não seja mais um imbecil que serviu como intrumento do diabo no passado para propagar o medo e fazer o marketing pessoal de satanás.
Jesus deixou claro que o dia e a hora NINGUÉM sabe!
Portanto não tente advinhar quando será o fim, pois o passado já ofereceu muito mais sinais do que o presente e o fim que era tão previsível, ele não chegou!
Viva sua vida cristã perante o Senhor em santidade, indepedente se o fim será hoje ou se irá demorar mais 2000 anos.
Não se deixe influenciar por aqueles que lucram com as profecias do fim que geram medo e insegurança, pois estes querem apenas te vender um conhecimento fajuto e estão preocupados apenas com o próprio bol$o.
Ate mais! Mariel M. Marra
