
IDENTIFIQUE SUA CONSPIRAÇÃO
O que
(ou quem) está envolvido em cada uma das tramas desse livro.
·
Alienígenas – Os Imperialistas Galácticos que
controlam nosso planeta.
·
Estranhas Coincidências – Coincidências não
existem. Então que caso é isso?
·
Mutação Biológica – Organismos vivos modificados
secretamente em laboratório.
·
Farsa Histórica – A história não é exatamente o que
nos ensinaram na escola.
·
Nazistas – O Terceiro Reich não morreu. Só mudou de
endereço e telefone.
·
Dominação Mundial – Tudo o que eles querem é poder,
não importa o preço.
·
Satanismo – Anticristo superstar e seus capetas
preparam o Apocalipse.
·
Sugestão Mental – A sua percepção da realidade é
manipulada.
·
Sociedades Secretas – As forças ocultas que
manipulam o nosso (?) mundo.
·
Humor Doentio – Qual é a graça de inventar falsas
conspirações?
·
Mundos Subterrâneos – O que vem de baixo nos
atinge. Mesmo que não saibamos.
INTRODUÇÃO
Vozes na Cabeça
Por que Alguém Escreve um Livro sobre Conspirações?
Pare de ler este livro agora.
Você tem coisa melhor a fazer. Você tem mulher, casa, filho, cachorro, gato e
emprego. Você pode não admitir, mas gosta da rotina. Pega o carro toda manhã na
garagem. Chega no escritório e bebe café no copo de plástico. Paquera a gostosa
do marketing. Vai para a praia no sábado de manhã. Faz planos. Sua vida é
segura. Tranqüila. Calma. Previsível. Talvez previsível demais, você pensa.
Seria melhor viver num universo paralelo, cheio de aventura e perigo. Segredos
e Mistérios. Tramas macabras e excitantes. Foi por isso que você pegou este
livro (“Conspirações? Deve ser interessante...”) e começou a ler a introdução.
Livro errado, meu amigo. Se
você gosta da sua rotina, da sua vida previsível, do seu mundo pacato e das
suas certezas, deixe esse livro agora. Você não vai dormir em paz se for em
frente.
Talvez não durma nunca mais.
Você continua aí?
Muito bem. Então prossiga por
sua conta e risco.
Este é um livro de
conspirações. Todas as conspirações já arquitetadas, denunciadas, reveladas,
pesquisadas, forjadas ou imaginadas. Todas as conspirações já relatadas em
livros, documentos, websites e lendas urbanas. Todas as conspirações que o
autor conseguiu descobrir.
Comece a ler este livro por
onde quiser. Procure o verbete que você acha mais interessante e deixe que as
referências cruzadas conduzam a sua leitura. Sempre que você encontrar uma
palavra escrita em letras MAIÚSCULAS
PRETAS isso é um link e significa que há um outro verbete que complementa e
aprofunda o primeiro texto. Algumas indicações de leitura estão diretamente
relacionadas à teoria conspiratória que você persegue. Outras têm relações
indiretas e muito mais excitantes.
De qualquer forma, você vai
entrar num labirinto. Nada é o que parece. Os caminhos se bifurcam, convergem,
mudam, desviam e podem levá-lo a lugares completamente imprevisíveis. Não
adianta amarrar um fio na entrada para voltar pelo mesmo caminho. Não existe
saída.
A conspiração é parte da
história humana. Sempre foi. Nós conspiramos para manter nosso emprego e
conquistar a gostosa do marketing. Nós conspiramos quando aumentamos o preço do
carro que queremos vender. Nós conspiramos quando exageramos nossas realizações
para conseguir um aumento. Nós conspiramos quando criamos ou reproduzimos
boatos desagradáveis sobre o colega do trabalho cuja posição cobiçamos. Nós
conspiramos. É a nossa natureza. E quando o adversário percebe nossa estratégia
dissimulada de sabotagem, nós o acusamos de paranóico.
O conspirador mais eficiente é
aquele que convence o maior número de pessoas de que seus delatores são
malucos.
Ou que arquiteta tramas tão
bizantinas que é impossível desvendar seus objetivos reais.
Isso nos leva a uma especulação
das mais interessantes. A conspiração mais absurda, ridícula e inacreditável
que você encontrar nesse livro talvez seja, na verdade, a única que merece
crédito. Pense nisso.
Outra coisa que você precisa
saber antes de entrar no labirinto: não existem falsas conspirações. Toda
conspiração, qualquer uma, é verdadeira. Eu explico. Quando um grupo social,
étnico ou religioso é acusado de tramar secretamente pela dominação mundial, a
conspiração se torna imediatamente real. Depois que a denúncia é feita, já não
importa se é concreta ou decrépita. Mesmo que seja totalmente desprovida de
lógica, a trama se torna verdadeira. Os supostos conspiradores vão perder o
resto da vida tentando desmontar a conspiração. Não adianta. Alguém sempre
acreditará nos conspiradores. Talvez alguém até imagine que a solução do
problema é isolar os supostos conspiradores em guetos ou prisões. Talvez alguém
invente uma solução final para os conspiradores. Talvez a única forma de defesa
dos acusados seja a ação. Talvez eles precisem tornar real a conspiração
atribuída a eles.
Veja:
- Há um conspirador por trás de
toda conspiração.
- Há um conspirador por trás de
toda suspeita de conspiração.
- Há um conspirador por trás de
toda denúncia de conspiração.
Teorias conspiratórias nunca
são inocentes. A tese mais ingênua pode esconder objetivos dos mais tenebrosos.
Um exemplo. Muita gente acredita – talvez você também acredite – que a ciência
oficial ignora os vestígios de uma supercivilização na nossa pré-história.
Chame essa civilização de Atlântida. Chame de Lemúria. Chame do que quiser.
Todos nós torcemos secretamente
para que a arqueologia oficial esteja errada. A idéia de ancestrais
super-poderosos, semi-divinos, sempre mexeu com a imaginação humana. É a idade
do Ouro, o Paraíso Perdido.
ABDUÇÃO ALIENÍGENA
Abdução Alienígena é o nome que
se dá ao seqüestro e abuso físico de seres humanos por criaturas do espaço
exterior. Parece produto de uma mente doentia – e talvez seja. Só que são
milhões de mentes doentias.
Numa pesquisa realizada em 1991
nos Estados Unidos pela Roper Organization, 3,7 milhões de pessoas afirmaram
ter sido seqüestradas por alienígenas e submetidas a exames físicos invasivos.
É a população de Cingapura. Imagine Cingapura inteira sendo seqüestrada por um
disco voador e violentada por alienígenas. É mais ou menos isso.
|
|
Os relatos dos abduzidos são
surpreendentemente parecidos:
·
A vítima acorda paralisada com a sensação de que
alguém ou alguma coisa está no quarto.
·
Ela vê luzes ou objetos luminosos flutuando ou
invadindo o ambiente (uma luz forte que entra pela porta, por exemplo). Em
alguns lugares abertos é paralisado por um raio de luz que sai de um OVNI
(Objeto Voador Não Identificado).
·
O seqüestrado tem a sensação de que esteve voando,
embora não possa explicar como nem porquê.
·
Além disso experimenta a chamada “supressão de
tempo”. O abduzido tem a sensação de que muito tempo se passou, mas não
consegue se lembrar do que fez ou onde esteve no período desaparecido.
Geralmente, ele só se recorda da experiência por meio da hipnose regressiva.
·
Abduzidos freqüentemente reclamam de molestamento
sexual, afirmando que seu esperma ou seus óvulos foram roubados.
·
Algumas vítimas apresentam cicatrizes misteriosas.
Outras afirmam que objetos metálicos foram implantados no seu corpo.
Se você já experimentou quatro
desses cinco sintomas é possível que já tenha sido seqüestrado e abusado por
alienígenas. Mas não entre em pânico. A maioria dos abduzidos considera a
experiência positiva, apesar do trauma eventual.
A abdução alienígena não é
muito diferente da chamada experiência de quase-morte, na qual a pessoa
descreve túneis de luz, anjos e a presença de familiares desencarnados. Também
tem um certo parentesco com os demônios sexuais incubus e súcubus, que
assombravam os religiosos na Idade Média. Talvez seja o mesmo fenômeno visto de
várias maneiras por vítimas com formação cultural diferente.
O psicólogo americano Michael
Persinger sugere que a experiência está relacionada a um estado cerebral
conhecido como “paralisia do sono”. Antes de adormecer, entre o estado
hipnagógico (transição vigília-sono) e o hipnopômpito (transição sono-vigília),
a pessoa pode
experimentar a sensação de que
está aprisionada à cama, sem conseguir se mover ou falar. Ela também pode
fantasiar um tipo de presença no ambiente mas, como está paralisada, não
consegue gritar por socorro. A experiência dura poucos segundos – que parecem
horas para a vítima.
Fim do mistério? Que nada. Está
só começando. Todos os abduzidos descrevem o mesmo tipo de alienígena: uma
criatura baixinha, de cabeça ovalada, pele cinzenta, com grandes olhos negros
sem pálpebras. Entre os ufólogos, esses monstrengos espaciais são conhecidos
como GREYS. Eles seriam os tipos
mais comuns entre as várias entidades extraterrestres que visitam nosso
planeta. Algumas teorias conspiratórias afirmam que o objetivo das abduções é
pesquisar a biologia terráquea para que os greys possam produzir um HÍBRIDO HUMANO-ALIENÍGENA e conquistar
o planeta.
AGARTHA
Os entusiastas da teoria da TERRA OCA dizem que Agartha é a nação
subterrânea do povo Arianni, cuja capital é Shamballah. Agartha é uma federação
de cem cidades comandada por um casal de reis-sacerdotes, Ra e Rana Um. Os
agarthianos são, em sua origem, lemurianos que se refugiaram no interior da
Terra depois da catastrófica guerra entre a Lemúria e a ATLÂNTIDA, que teria acontecido cem mil anos atrás. O confronto
provocou o afundamento da Lemúria e esterilizou enormes regiões do planeta,
criando os desertos do Saara, de Gobi e da Austrália.
A língua falada em Agartha é,
juram os crédulos, a “solara manu”, matriz do sânscrito e do hebraico. Os
agarthianos vivem milhares de anos e, atualmente, aguardam ansiosamente que o
povo da superfície tome jeito e pare de fazer guerra para que eles possam se
manifestar. Enquanto isso, enviam ÓVNIS pata nos observar e zelar pela paz.
Esta é a visão otimista.
Há uma outra, mais tenebrosa.
Robert Charroux, autor do confuso Livro do Misterioso Desconhecido (Difel,
1976), escreve que a raça branca não é originária da Terra, mas de um planeta
que orbita a estrela SÍRIUS. O
primeiro desses imigrantes extraterrestres chamava-se, segundo Charroux,
Ahriman. Coincidentemente ou não, Ahriman é o demônio que habita o mundo
inferior do zoroastrismo. O Senhor de Todo o Mal, antecessor do Lúcifer
cristão.
Essa raça branca
interplanetária seria, prossegue Charroux, “uma espécie excepcional no
Universo, quase divina, que realiza viagens intergalácticas desde o início dos
tempos para povoar os planetas e sublimar a sua evolução espiritual”. Estes
mestres secretos viveriam atualmente em Agartha, mas continuariam influenciando
discretamente a evolução do nosso planetinha sub-desenvolvido.
E a raça ariana seria
descendente direta dos alienígenas branquelos. Vai dar bobagem, como você
certamente já adivinhou. Vai mesmo.
Em O Despertar dos Deuses
(Bertrand Brasil, 1991), Pauwels-Bergier sugere que os nazistas estavam em
contato com SUPERIORES DESCONHECIDOS que
supostamente viviam num mundo subterrâneo. Eram, muito possivelmente, os mesmos
alienígenas caucasianos de Charroux, e assim o círculo se fecha numa bizarra
teoria nazi-cósmica.
AIDS
Você já ouviu essa e talvez até
acredite: a Síndrome de Imuno-Deficiência Adquirida é uma doença fabricada. O
vírus HIV teria sido desenvolvido artificialmente pelo governo americano no
Instituto Militar de Pesquisa de Doenças Infecciosas de Fort Detrick, Maryland,
para ser usado como arma biológica. Mas o micro-organismo letal escapou e
começou a fazer vítimas – a princípio em Washington e Nova York, depois no
mundo todo. E não adianta nada o leitor cético argumentar que o HIV, como todo
mundo sabe, surgiu na África. Segundo o Dr. Peter Duesberg, professor de
Biologia Molecular na Universidade da Califórnia, a AIDS americana não é a
mesma doença encontrada na África. O mal africano seria resultado de má
nutrição, basicamente enquanto o tipo americano é causado por um vírus que
permanece “adormecido” até ser “acionado” por drogas estimulantes, como a
anfetamina, a cocaína e o crack. Pense nisso na hora de esticar a próxima.
Al Bielek
Personagem misterioso,
certamente mitômano como a maioria dos que aparecem neste livro. Al Bielek é
Ph.D. em Física por Harvard. Seu meio-irmão por parte de pai, Duncan Cameron
Jr., também tem Ph.D. em Física pela Universidade de Edimburgo. Ambos afirmam
que estavam a bordo do navio USS Eldridge durante o controvertido EXPERIMENTO FILADÉLFIA que, segundo a
lenda, transportou um porta-aviões americano de 1943 a 1983. Os irmãos teriam
desembarcado em 1983 na sede do PROJETO
MONTAUK, co-responsável pelo túnel temporal que o Eldridge atravessara.
Observação: para entender melhor essa suruba cósmica, leiam antes os verbetes
específicos sobre o Montauk e o Filadélfia. Ou não.
Al Bielek diz ter realizado
inúmeras missões espaço-temporais para o Moutauk e desvendando a história
secreta do século 20 (informação que ele gentilmente disponibiliza em livros,
CDs e palestras. Tudo pago, é claro). E a verdadeira história dos últimos cem
anos é a seguinte:
1.
Os nazistas estabeleceram um pacto com os
alienígenas pleiadianos nos anos 40. Essa cooperação teria permitido aos
alemães pousarem na Lua em 1947. OK,
leitor esperto: nós sabemos que a Alemanha era uma montanha de escombros nessa
época e que os principais cientistas do país já haviam sido adotados pelos
russos e americanos. Mas as histórias que envolvem o Experimento Filadélfia e o
Projeto Montauk são contraditórias e confusas assim mesmo.
2.
Os americanos também fizeram um pacto com
extraterrestres nos anos 40/50, mas preferiram se aliar aos GREYS, pois os pleiadianos exigiam a
desativação de todas as armas nucleares do país.
3.
Uma expedição russo-americana conquistou a Lua em
1962. O pouso oficial da Apollo 11 em 1969 é só uma versão pública de fachada.
4.
Marte foi conquistado pelos russos e americanos em
1969. Bielek diz que ele próprio visitou o planeta nos anos 70, usando os
túneis espaço-temporais do Montauk. Ele afirma ter descoberto vestígios de uma
civilização marciana desaparecida a milhares de anos.
5.
O cientista também teria conhecido diversos
universos paralelos. Em um deles, uma idéia clássica da ficção científica
parece ter virado realidade: a Segunda Guerra Mundial foi vencida pela Alemanha
e pelo Japão.
6.
O Projeto Montauk e o Experimento Filadélfia eram
monitorados por um consórcio de alienígenas originários dos sistemas estelares
de Orion, SÍRIUS e Alfa Centauro.
Mas os extraterrestres não eram confiáveis. Bielek acredita que as fendas
temporais foram criadas não para ajudar o progresso científico da humanidade,
mas sim para permitir a entrada dos discos voadores em nossa dimensão,
possibilitando uma invasão.
7.
O Montauk foi desmontado em 1983, depois de um
acidente provocado por Duncan Cameron Jr. Al Bielek adverte, contudo, que a
desativação pode ter sido uma farsa. O Projeto Montauk talvez ainda esteja na
ativa em algum lugar secreto. Deste mundo ou de um outro qualquer.
Só para terminar: Al Bielek fez
64 anos em 2003. Em 1943, ano do Experimento Filadélfia, ele tinha apenas 3
anos. Como Bielek afirma que já era Ph.D. em Física na época, estamos diante de
um gênio da ciência, uma espécie de Dexter sem a Didi. Mas a aparente
contradição aritmética tem uma, digamos, explicação. Al Bielek diz que os
cientistas do Projeto Montauk conseguiram a proeza de rejuvenescê-lo 30 anos.
Ele teria 94 anos num corpinho de 64. Como se vê, viajar no tempo é ótimo para
a saúde.
ALBERT SPEER
Arquiteto nazista que aplicou o
“princípio das ruínas” nas obras monumentais encomendadas por Adolf Hitler. A
missão de Speer era redesenhar Berlim para que a cidade ficasse à altura da
missão de ser a capital do Reich de mil anos. Em 1930, Hitler definiu o tipo de
arquitetura que gostaria de ver: “Se em um futuro distante, arqueólogos cavarem
a terra (...), eles terão uma revelação que estremecerá o mundo”.
O “princípio das ruínas” é
isso: construir prédios que pareçam magníficos quando despedaçados e cobertos
de mato. Esta história bizarra aparece no documentário Arquitetura da
Destruição, de Peter Cohen, que retrata o nazismo como um doentio e megalômano
projeto estético. Nas artes plásticas, isso se reflete no banimento do
modernismo e no retorno aos ideais da Renascença. Na medicina, o ideal estético
compreende a adoção da eugenia para o aperfeiçoamento da raça ariana e a
construção de campos de extermínio para transformar o resto da humanidade em
sabão.
Arquitetura da Destruição é um
documentário sério e nada tem de conspirologia. Mas a motivação estética nazi e
o princípio das ruínas de Speer nos levam, inevitavelmente, à cosmologia de HANS HORBIGER, que acreditava que a
missão da Alemanha nazista era trazer os deuses de volta à Terra. Ressuscitar
os antigos Titãs. Só eles compreenderiam a civilização nacional-socialista
quando descobrissem as ruínas de Speer.
ALEISTER CROWLEY
Descrito pelo jornal Daily
Telegraph como “o homem mais depravado que já existiu”, o inglês Edward
Alexander Crowley ou Aleister Crowley (1875-1947) está associado a várias
seitas e sociedades secretas do século 20, como a Ordem Hermética da Aurora
Dourada e a alemã O.T.O. (Ordo Templis Orientis), do qual se tornou o Chefe
Visível (existe também um Chefe Invisível, só conhecido pelos iniciados). Aventureiro,
místico, boêmio e, para os céticos, um tremendo picareta, Crowley afirmava ser
o Anticristo e chamava a si mesmo de A Besta do Apocalipse. Ele também se
gabava de ter invocado todos os demônios do inferno (e de lugares ainda
piores).
Ocultista aplicado, Crowley
viajou à Índia, ao Tibete, ao México, ao Japão, ao Sri Lanka e à China. Estudou
budismo, taoísmo, hinduísmo, tantrismo, sufismo e acabou fundando sua própria
religião, chamada Telema, cujo único mandamento era “Faça o que quiseres, pois
é tudo da Lei”. Sim, você já ouviu essa frase antes – na música Sociedade
Alternativa, de PAULO COELHO e Raul
Seixas. Nos anos de 1970, o mago e o roqueiro eram fiéis seguidores da Besta.
Em 1904 ou 1919 (as biografias
variam), durante uma viagem ao Cairo, Aleister Crowley teria encontrado um ser
misterioso chamado Aiwass que o orientou nas artes mágicas. Há quem diga que
Aiwass era uma alucinação de Crowley, que tinha, aparentemente, certa tendência
para a esquizofrenia. Outros afirmam que Aiwass era um alienígena de SÍRIUS. E ainda tem gente que acha que
a criatura era um turista da nação subterrânea de AGARTHA – a mesma que, segundo teorias conspiratórias das mais
delirantes, manteve relações diplomáticas com a Alemanha nazista. De fato, nos
anos 1930, Aleister Crowley costumava afirmar em alto e bom tom: “Antes de Hitler havia eu!”
Gianni Vannoni, autor de As
Sociedades Secretas (Francisco Alves, 1985), não descarta a possibilidade de
que Crowley tenha conhecido e influenciado Adolf Hitler. Nesse caso, é possível
que ele tenha apresentado Aiwass ao ditador. Quem sabe?
Aleister Crowley dizia possuir
vários livros misteriosos e mágicos, como um certo O Abramelin, compêndio de
práticas mágicas do antigo Egito supostamente compiladas por Moisés, além do
famigerado NECRONOMICON, espécie de
“quem é quem” dos demônios antidiluvianos. Mas apesar de suas relações com
entidades cósmicas das mais poderosas, Aleister Crowley não conseguiu enganar a
morte. Ele sofreu um ataque cardíaco fatal em dezembro de 1947.
AMAZÔNIA INTERNACIONALIZADA
Nos intrincados planos para a
implantação da NOVA ORDEM MUNDIAL, a
floresta amazônica desempenha um papel estratégico. Conspirólogos brasileiros
afirmam que os ESTADOS UNIDOS tramam
desde 1816 para assumir o controle da floresta, rica em minérios e plantas
medicinais. A paranóia nacionalista tem adeptos tanto na direita quanto na
esquerda e você certamente já recebeu e-mails alertando sobre essa terrível
ameaça à nossa soberania. Algumas mensagens eletrônicas trazem em anexo o fac-símile
da página do livro didático Na Introduction to Geography, de um certo David
Norman, que é supostamente usados nas escolas americanas e mostra o mapa do
Brasil sem a Amazônia, tratada como área internacionalizada.
Bem, lamento decepcioná-lo,
leitor paranóico, mas essa história é falsa. O jornal O Estado de S. Paulo de 2
de dezembro de 2001 apurou que o e-mail teve origem na comunidade acadêmica da
Unesp e da UNICAMP. Não existe livro
nenhum com esse título registrado na Biblioteca do Congresso e, além disso, o
texto da página fac-símile evidencia que o autor tem precários conhecimentos da
língua inglesa.
Mas isso não significa que a
conspiração pela internacionalização da Amazônia seja falsa. Vários ecologistas
americanos e europeus defendem essa idéia e existem óbvios interesses
econômicos por trás de grupos que se definem como ambientalistas. Segundo o
site Brasil.iwarp.com, mantido por militares brasileiros da reserva, o
plano começou quando o FMI “forçou” o então presidente Fernando Collor de Mello
a demarcar um imenso território de 94 mil quilômetros quadrados como reserva
ianomâmi. Teria sido o primeiro passo para que, no futuro, a Nação Ianomâmi
proclame a independência e exija a intervenção da ONU na região.
ANTRAZ
Em outubro de 2001, depois dos devastadores
ataques terroristas ao World Trade Center e ao Pentágono, imprensa e
autoridades americanas receberam cartas contendo esporos da bactéria antraz. Os
envelopes traziam mensagens (em péssimo inglês) pregando a morte dos infiéis
ocidentais e o triunfo do Islã. Mas, segundo a bióloga americana Bárbara Hatch
Rosenberg, as cartas não foram enviadas por um terrorista muçulmano, e sim por
um cientista dos Estados Unidos que apenas usou os ataques de 11 DE SETEMBRO DE 2001 como cobertura
para suas atividades. E, pior ainda, o FBI sabe quem é ele, mas prefere não
revelar o nome do culpado.
Bárbara Hatch Rosenberg não é
uma paranóica de carteirinha que passa o tempo inventando conspirações.
Especialista em Biologia Molecular, a americana é uma das maiores autoridades
do mundo em armas biológicas e foi consultora da Casa Branca durante o governo
Clinton. Rosenberg afirma que o culpado pelo ataque de antraz é um pesquisador que trabalhava no Instituto
Militar de Pesquisas de Doenças Infecciosas de Fort Detrick, em Maryland. Os
bioterroristas tinha, segundo ela, dois objetivos bem definidos:
1.
Vingar-se do governo americano, seu antigo
empregador, pois havia sido demitido alguns meses antes.
2.
Provar a um possível novo empregador como é
competente na produção e manipulação de armas biológicas.
Ou seja, o ataque com antraz é
apenas mais um caso de empregado demitido com raiva do patrão. O vilão, porém,
não pode ser preso, pois conhece a fundo segredos militares que, se revelados,
deixariam os Estados Unidos numa situação bastante delicada. Bárbara Hatch
Rosenberg não revela que segredos são esses, mas dá uma pista: oficialmente, os
Estados Unidos não desenvolvem pesquisas na área de bioarmamentos desde 1972,
quando assinou, com diversos outros países, o Tratado de Não-Proliferação de
Armas Biológicas. Se alguém levantasse suspeitas sobre a conduta americana, o
país teria de abrir seus laboratórios para a inspeção da ONU. Igualzinho ao
Iraque na época de Saddam Hussein.
O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO
O escritor J.D.Salinger é um
desses eremitas excêntricos (o outro é THOMAS
PYNCHON) que existe na literatura americana. Ele não dá entrevistas, não se
deixa fotografar e, recentemente, também parou de escrever. E ninguém é mais
genial do que um escritor que não escreve, certo?
O Apanhador no Campo de
Centeio, romance mais famoso de Salinger, retrata as dúvidas e fantasias de um
adolescente dos anos 1950. Embora escrito num tom lacrimoso de auto-ajuda (ou,
talvez, exatamente por isso), o livro virou cult no mundo inteiro. O curioso é
que a obra de Salinger foi achada na casa de dois notórios maluquetes. Mark
Chapman, o assassino de John Lennon, foi encontrado pela polícia quando lia
tranqüilamente O Apanhador no Campo de Centeio. John Hincley Jr., o homem que
atirou no presidente americano Ronald Reagan para supostamente chamar a atenção
da atriz Judie Foster, também tinha um exemplar do livro de
Salinger em casa.
Teóricos da conspiração
acreditam que o romance é um gatilho mental para matadores pré-programados. A
missão ficaria “adormecida” na mente do assassino, como uma espécie de vírus de
computador psíquico, até que ele lesse o livro e acionasse a programação.
Por via das dúvidas, não leia
Salinger.
ÁREA 51
A Área 51 é uma espécie de
Camelot dos conspirólogos americanos – especialmente aqueles que enxergam
alienígenas em tudo que é canto. É um terrenão de 12 mil km2 no deserto de
Nevada, controlado pela força aérea americana. O lugar também é conhecido como
Groom Lake, Waterdown, Paradise Ranch, Home Base e Dreamland. O espaço aéreo é
restrito, mas dezenas de OVNIS (Objetos Voadores Não Identificados) já foram
avistados no local. O físico BOB LAZAR
afirma ter trabalhado neste lugar nefando, onde teria estudado o sistema
propulsor de várias naves extraterrestres e visto alienígenas GREYS vivendo lado a lado com militares
americanos.
Já o jornalista Phil Patton,
autor do livro Dreamland (Conrad, 2000) argumenta que o mistério que cerca o
lugar é fruto da Guerra Fria. Na Base Aérea de Nellis, que fica no meio da Área
51, foram construídos e testados aviões espiões super-secretos, como o Aurora e
o caça-bombardeiro Stealth. Isso desde os anos 1950, o que justificaria o
sigilo militar em torno do local. Mas mesmo que você acredite em Phil Patton,
há sempre a possibilidade de que o Stealth tenha sido desenvolvido a partir de
tecnologia alienígena, não?
ARQUIVO X
Série de TV criada pelo
produtor Chris Carter em 1993 e descontinuada em 2002. Dois agentes do FBI, Fox
Mulder (David Duchovny) e Dana Scully (Gillian Anderson), investigam fenômenos
paranormais. Arquivo XZ virou um fenômeno pop mundial graças à inventividade de
Carter, que colocou seus heróis perseguindo lendas urbanas e desvendando
conspirações que muitos consideram verdadeiras. A principal conspiração da série
– que envolve alienígenas GREYS e um
grupo ultra-secreto infiltrado no governo americano – está detalhada nesse
livro. Mas, como sempre, existe uma trama dentro da trama. Alguns paranóicos
argumentam que a indústria cultural é manipulada por interesses escusos e
certos produtos pop seriam criados apenas para iludir a opinião pública. Por
exemplo: quando Hollywood transforma os nefastos HOMENS DE PRETO numa comédia milionária, está apenas mascarando uma
realidade assustadora e cruel. O mesmo se pode dizer de Arquivo X, que
transforma em peça de ficção uma conspiração que é mesmo verdadeira. Enquanto
você se divertia com Mulder e Scully, os alienígenas pesquisavam de verdade um HÍBRIDO HUMANO-ALIENÍGENA e tomavam
conta do planeta. Lembre-se, afinal, de que uma das frases favoritas do agente
Fox Mulder é “trust no one”, “não confie em ninguém”. Isto inclui este livro, é
claro.
ASMODEUS
Na literatura judaica, o
demônio Asmodeus ou Ashmedai separa os casais e promove o adultério. Não é por
acaso, portanto, que a pia de água benta da igreja de MARIA MADALENA em RENÉE-LE-CHÂTEAU
seja sustentada pela estátua desse demônio (veja SANTO GRAAL e REX DEUS para
entender a relação). Conta-se que o profeta Tobias e sua mulher, Sara, tiveram
que permanecer castos por três noites depois do casamento para vencer Asmodeus.
Segundo a tradição, a criatura
era filha de uma mulher comum, Naamah, com um anjo caído. Asmodeus é descrito
como tendo três cabeças: de touro, homem e bode. Algumas lendas atribuem a ele
a construção do Templo de Salomão. Segundo os demonologistas, Asmodeus é capaz
de tornar as pessoas invisíveis, desde que invocado da maneira apropriada. Elas
não explicam que maneira é essa.
ASSASSINOS POR CONTROLE REMOTO
Assassinos mentalmente
controlados e motivados não são uma invenção recente. Um tipo rudimentar de CONTROLE MENTAL já era usado pela seita
dos assassinos, culto islâmico xiita baseado na Pérsia, atual Irã, na época das
CRUZADAS (1095 a 1270,
aproximadamente).
A palavra “assassino” deriva de
“haxixe”, droga usada pela seita comandada por Hassan I Sabbah, o Velho da
Montanha. Cada novo adepto era levado até uma fortaleza na montanha Alamut,
onde era privado de comida, água e submetido a uma "dieta" de haxixe.
Quando começava a ter alucinações, o candidato era deixado num jardim fabuloso,
cheio de comida, bebida e lindas jovens supostamente virgens. O
assassino-júnior era informado que aquilo era apenas uma visão do paraíso
islâmico, mas que ele poderia passar a eternidade ali se decidisse matar e
morrer pela glória de Alá. E assim nascia mais um homem-bomba, embora as bombas
só fossem acrescentadas à mistura no futuro. Os seguidores de Hassan I Sabbah
eram, no entanto, mais pragmáticos do que fanáticos. Durante a ocupação franca
da Terra Santa, eles cometeram diversos crimes encomendados pelos ocidentais. É
quase certo que a Seita dos Assassinos tenha tido contato com os TEMPLÁRIOS. E
é bem possível que as duas organizações tenham trocado segredinhos. O programa
MK ULTRA, criado pela CIA em 1953, utilizou as idéias milenares dos Assassinos,
mas acrescentou novas drogas (como o LSD) e novas técnicas (a hipnose). Vários
criminosos que agiram aparentemente sozinhos reportaram "falhas de
memória", como se estivessem sendo controlados à distância: LEE HARVEY
OSWALD (assassino de John Kennedy), James Earl Ray (assassino de Martin Luther
King), SIRHAN SIRHAN (assassino de Robert Kennedy), Mark Chapman (assassino de
John Lennon) e John Hinckley Jr. (que quase assassinou Ronald Reagan). Além
disso, nunca é demais lembrar que o serial killer superstar Charles Manson era
usuário de LSD - e que talvez tenha sido cobaia em alguma experiência comandada
pela CIA. Vai saber.
ATLÂNTIDA
O primeiro a falar do
continente perdido da Atlântida foi o filósofo ateniense Platão (417-347 a.C.)
nos textos Timeu e Crítias. Ele teria ouvido a história de alguém que a ouvira
do poeta Sólon (615-535 a.C.) que, por sua vez, a ouvira dos sacerdotes da
cidade egípcia de Sais. Segundo o relato, nove mil anos antes da época de Sólon
(mais ou menos 10.000 a.C), a Atlântida dominava toda a costa do Mediterrâneo.
A ilha-continente ficava além dos Pilares de Hércules (que hoje conhecemos como
o Estreito de Gibraltar), era governada por um colegiado de dez reis e tinha
sido fundada por descendentes do titã Atlas (daí o nome). Os atlantes, muito
abusados, resolveram escravizar todos os povos do mundo. Os deuses ficaram
furiosos e fizeram a civilização desaparecer do mapa numa série de terremotos e
inundações.
Embora a história oficial não
reconheça a existência de uma civilização avançada em 10.000 a.C. (Jericó, a
comunidade humana mais antiga do mundo, surgiu em 9.000 a.C. e nada mais era
que uma vila de agricultores cercada por muros de barro), idéias associadas à
Atlântida aparecem na literatura para-científica, seitas exóticas, escolas
esotéricas, organizações secretas e teorias conspiratórias.
A SOCIEDADE TULE, grupo
ocultista alemão que, segundo Jacques Bergrer, influenciou muitos líderes
nazistas, acreditava na existência da raça superior atlantiana, considerada a
ancestral dos arianos. O continente perdido também ocupa lugar de destaque nas
teorias sobre a TERRA OCA (o interior do planeta seria habitado por atlantes ou
lemurianos refugiados).
A arqueologia, no entanto,
nunca encontrou artefato ou ruína que comprove a existência da Atlântida.
Teorias que associam as pirâmides maias às egípcias, como prova de uma herança
cultural comum, caem por terra quando se confrontam as datas de construção dos
monumentos. As egípcias foram feitas em 2.700 a.C. O templo de Tenochtitlan foi
terminado por volta de 1487 d.C É possível, entretanto, que uma vasta
conspiração da ciência oficial esteja nos escondendo a verdade. Vai saber.
Uma das teorias mais
interessantes sobre onde ficava a Atlântida foi desenvolvida pelo jornalista
britânico Graham Hancock no livro As Digitais dos Deuses (Rosa dos Tempos,
1999). Segundo ele, o acúmulo de gelo nos pólos força a crosta terrestre a
deslizar periodicamente, fazendo vastas regiões do planeta mudarem de lugar. O
último grande deslizamento aconteceu há aproximadamente dez mil anos. A
Atlântida, segundo ele, não foi tragada pela água, mas soterrada pelo gelo. O
continente perdido é o mesmo que nós chamamos hoje de Antártida. Só não vemos
as construções prodigiosas dos atlantes porque elas estão debaixo de toneladas
e toneladas de gelo. Felizmente, segundo Hancock, antes de sumir sob a era
glacial repentina, os atlantes deixaram pistas para que futuras civilizações
pudessem se prevenir dos deslizamentos periódicos da crosta. Uma dessas pistas
é o calendário maia, que termina em 2012, quando nós todos, garante o escritor,
entraremos na maior gelada.
BADAN PALHARES
Ex-chefe do Departamento de
Medicina Legal da UNICAMP (Universidade Estadual de Campinas), o médico-Iegista
Fortunato Badan Palhares é o ponto comum de três (veja bem: três) teorias
conspiratórias.
• Em 1986, Badan comandou a equipe que identificou a ossada do
carrasco nazista Joseph Mengele. Mas o caçador de nazistas Isimon Wiesenthal
contestou o laudo, afirmando que Mengele estava vivo e bem em algum outro
lugar.
• Em 1996, Badan foi acusado pelos ufólogos brasileiros de ter
se encarregado das duas criaturas extraterrestres supostamente capturadas em
VARGINHA por militares brasileiros. Uma delas teria chegado morta à UNICAMP e
sido autopsiada pelo legista. A outra, ainda viva, estaria aprisionada num
laboratório subterrâneo secreto da Universidade. Até hoje.
• Em 1996, Badan assinou o laudo da morte de P.C. FARIAS,
ex-tesoureiro do presidente Fernando Collor de Mello. O documento afirmava que
a namorada de P.C, Suzana Marcolino, havia atirado nele e depois se suicidado.
Quatro anos depois, em 2000, o laudo foi contestado pela CPI do Narcotráfico.
Segundo os investigadores, Suzana e P.C. foram assassinados como queima de
arquivo. Badan Palhares foi acusado de produzir laudos falsos sob encomenda.
BÉROSE E OS HOMENS-PEIXE
Bérose foi um sacerdote
babilônico que viveu exilado na Grécia no tempo de Alexandre, o Grande (356-323
a.C). Jacques Bergier (Os Livros Malditos, Hemus) o descreve como historiador,
astrólogo e astrônomo. Ele teria inventado um relógio de sol semi-circular e
escrito uma teoria dos conflitos entre os raios do Sol e da Lua. Sua obra
máxima, entretanto, teria sido A História do Mundo, no qual narra seu encontro
com extraterrestres semelhantes a peixes que usavam escafandros para sobreviver
na terra seca. Esses alienígenas chamados Apkallus - teriam trazido aos homens
os primeiros conhecimentos científicos. Infelizmente, sabemos muito pouco sobre
esses homens-peixe, pois o livro de Bérose foi queimado em 31 a.C. junto com a
biblioteca de Alexandria. De 40 mil a 70 mil livros foram destruídos, diz
Bergier, numa conspiração orquestrada pelos misteriosos HOMENS DE PRETO.
BOB LAZAR
Em 1989, o físico americano
Robert "Bob" Lazar fez declarações literalmente inacreditáveis à TV
KIAS, de Las Vegas. Ele afirmava que tinha sido contratado pelo governo
americano, alguns anos antes, para estudar o sistema propulsor de discos
voadores capturados. Segundo Lazar, naves extraterrestres estariam escondidas
na famigerada ÁREA 51, base da Força Aérea no deserto de Nevada, onde ele
supostamente havia trabalhado. Isso já seria uma bomba, mas não era tudo. Lazar
também dizia que no imenso complexo subterrâneo existente na Área 51 viviam
estranhos alienígenas cinzentos, baixinhos, de cabeças ovaladas e imensos olhos
negros. Os militares americanos e os extraterrestres teriam feito um acordo
secreto nos anos 1950.
Mas o pacto
alienígena-americano terminara ou fora seriamente abalado em 1979 quando,
segundo Bob Lazar, acontecera uma discussão entre os aliens e os guardas da
base. O confronto terminara com a morte de vários humanos. O físico não sabia
dizer se os dois lados haviam chegado a um entendimento depois do incidente. Mas
ele suspeitava que não. E especulava, como o coronel Philip J. Corso, também
citado neste livro, que o projeto de militarização de satélites conhecido como
STAR WARS, criado no governo Reagan (1980-1988), linha como objetivo verdadeiro
defender o planeta de uma possível invasão alienígena. A Força Aérea americana
desmente, é claro, todas as denúncias de Lazar. Os militares também afirmam que
ele nunca trabalhou para eles. Bob Lazar contra-argumenta, afirmando que seus
registros profissionais foram "apagados" numa campanha para
desacreditá-lo. Para provar que fala a verdade, ele até explica como funciona o
sistema de propulsão dos OVNI’s: eles não voam, mas deslizam sobre um feixe de
microondas criado por um motor de anti-matéria. Acredita agora?
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BURNING MAN
Espécie de megarave neo-hippie
que acontece anualmente no Black Rock Desert em Nevada, Estados Unidos. Durante
uma semana (de 26 de agosto a 2 de setembro), artistas performáticos, nudistas
e malucos em geral fazem a maior festança e, no último dia, todos juntos botam
fogo num gigantesco boneco de madeira. Uma das regras do evento é "não há
espectadores, só participantes". Todos são encorajados a se expressar da
forma que quiserem. O Burning Man lembra um ritual celta de fertilidade, no qual
um imenso boneco de madeira também era queimado para pedir boas colheitas. As
semelhanças, porém, parecem terminar aí. O artista underground Larry Harvey.
organizador do festival, o define como uma "comunidade virtual
multi-étnica e ecumênica que produz cultura efêmera nas condições impostas pela
sociedade de massa pós-moderna". Traduzindo: o Burning Man é só uma rave
metida a besta.
Mas, o site Raiders News Update
(www.raidersnewsupdate.ctim)
criado por cristãos fundamentalistas americanos, não vê a rave com bons olhos.
Segundo o site, o festival é um sacrifício ritual para celebrar o triunfo de
Satã: "O Burning Man rejeita a Bíblia como fonte de sabedoria e prefere
oferecer um Woodstock New Age onde tudo é permitido. Neo-pagãos, praticantes de
wicca, travestis, curiosos e velhos hippies entram em transe para fazer
sacrifícios a deuses e deusas pagãos, dançam nus, fazem sexo e unem-se com
Gaia".
O Raider News Update também
afirma, em outro texto, que a arquitetura da capital americana esconde símbolos
demoníacos e sugere que grande parte da humanidade está envolvida numa
conspiração ocultista para a criação da Nova Era, que é, na verdade, a era do
Anticristo.
Para se informar ou participar
do Burning Man visite o site: www.burningman.corp
A entrada custa em torno de 180
dólares. Não tem desconto para satanistas.
CASO BARNEY-BETTY HILL
Em setembro de 1961, durante
uma viagem de carro pelas White Mountains, em New Hampshire, Estados Unidos, o
casal Barney e Betty Hill teve um pequeno problema; várias horas do trajeto
haviam simplesmente "sumido". Eles só se lembravam de uma luz forte
no meio da estrada e mais nada. Nos três anos seguintes, os Hill foram atormentados
por pesadelos bizarros.
Finalmente, eles se submeteram
a um tratamento com o doutor Benjamin Simon, psiquiatra e neurologista de
Boston. Por meio de hipnose regressiva, o casal relembrou sua ABDUÇÃO
ALIENÍGENA por um disco voador três anos antes. Na nave extraterrestre, Barney
e Betty sofreram exames físicos abusivos feitos por ET’s baixinhos e cinzentos.
Esta foi a primeira "aparição oficial" dos chamados GREYS, que se
tornariam bastante populares no futuro.
Durante a sessão de hipnose,
Betty Hill também disse que o comandante da nave havia lhe mostrado um mapa
estelar. A pedido do doutor Simon, ela desenhou o que vira. Ninguém tinha a
mínima idéia do que representava aquela garatuja de setas e pontos. Mas uma
certa Marjorie Fish, professora de colégio em Oak Harbor, passou seis anos
estudando o mapa e, em 1972, anunciou a solução do problema. Segundo ela, o
mapa mostrava uma rota até o nosso sistema solar a partir das estrelas Zeta 1 e
Zeta 2, da constelação Reticuli. É por isso que os greys também são conhecidos
como "reticulanos cinza".
Os céticos argumentam que
Marjorie Fish não tinha formação apropriada para analisar o mapa e também
questionam a eficácia da hipnose regressiva. Dizem ainda que, na época da
suposta abdução, o casal Hill vivia sob grande pressão, já que Barney era negro
e Betty, branca - um problema sério nos Estados Unidos racista de 1961. Seja
como for, Betty Hill afirmara que o mapa estelar mostrava "rotas de
comércio e exploração", e a conclusão dos ufólogos na época foi que a Terra
estava bem no meio de uma operação econômica unilateral. Uma espécie de versão
cósmica da globalização. Com o tempo, os greys ficariam cada vez mais abusados
e, em vez de simples comerciantes cósmicos, se transformariam em invasores da
Terra.
CASO VILLAS BOAS
Na noite de 15 de outubro de
1957, o agricultor Antônio Villas Boas, de 23 anos, dirigia um trator na sua
fazenda, próxima a São Francisco de Salles, Minas Gerais, quando um OVNI oval
apareceu. O campo ficou completamente iluminado e o trator parou de funcionar.
Três figuras baixinhas, usando capacetes e roupas cinzas colantes, desceram do
disco voador, pegaram o rapaz e o levaram para a nave. Eles retiraram amostras
de sangue, arrancaram a roupa dele e o deixaram numa sala onde só havia um sofá
esquisito.
Algum tempo depois, uma mulher
completamente nua entrou. Segundo Villas Boas, ela tinha um metro e trinta de
altura e o corpo mais bonito que ele já tinha visto (o que faz dela a anã mais
gostosinha desse quadrante da galáxia). O queixo era pontudo, os cabelos eram
brancos, os lábios eram finos e a pele, muito branca. Os pêlos púbicos tinham
uma estranha coloração vermelho-sangue.
Villas Boas não resistiu às
carícias da anã e transou com ela. Depois de consumado o ato, a alienígena
apontou para a própria barriga e depois para o céu. "Acho que queriam um
bom garanhão para aumentar o rebanho", declarou Villas Boas ao ufólogo
brasileiro Walter K. Buhler, que investigou e divulgou o caso na época. O OVNI
devolveu Antônio Villas Boas ao solo e desapareceu na noite.
O Caso Villas Boas é o primeiro
relato ufológico no qual alienígenas demonstram interesse genético pela raça
humana (roubos de óvulos e esperma só se tornariam comuns em abduções
posteriores). Além disso, é o único caso conhecido no qual terráqueos e alienígenas
fazem sexo - talvez para produzir um HÍBRIDO HUMANO-ALIENÍGENA e conquistar a
humanidade.
Difícil é saber se o relato de
Villas Boas é verdadeiro ou se o nosso garanhão intergaláctico estava só
contando vantagem. Os ufólogos levam a história muito a sério. Muito mais a
sério do que deveriam.
CÁTAROS
O nome "cátaro"
deriva da palavra grega "kátharos", que significa "puro". A
seita dos cátaros ou albigenses (da cidade francesa de Albi) foi uma das
grandes heresias medievais que desafiaram o poder da Igreja Católica. Nos
séculos 12 e 13, os cátaros ocupavam todo o sul da França e norte da Itália. Em
1149 eles tinham tanto poder que nomearam um patriarca próprio, rompendo
relações com o Papa.
O catarismo era maniqueísta e
pregava que dois poderes opostos dominavam o universo. O mundo material e
temporal não foi criado por Deus, mas por Satã. Jesus Cristo, segundo os
cátaros, não era o filho de Deus, mas um profeta iluminado que veio ao mundo
para explicar que o Jeová do Velho Testamento é, na verdade, o demônio.
Enfurecido com essas pregações
- e principalmente com a queda brutal dos impostos eclesiásticos - o Papa
Inocêncio III decretou uma guerra religiosa contra os cátaros em 1209, que
passaria para a história como a Cruzada Albigense. A cruzada durou até 1244,
quando Montsegur, última fortaleza cátara, foi tomada. Mais de 20 mil pessoas
foram mortas e aproximadamente 700 líderes religiosos acabaram queimados vivos
pela Inquisição.
Matanças em nome de Deus são
comuns nesse nosso mundinho imundo, mas a Cruzada Albigense é curiosa por dois
motivos. O primeiro é que a Ordem dos Cavaleiros TEMPLÁRIOS, que era, em tese,
o braço armado do papado, se recusou a lutar, argumentando que o Islã era o
verdadeiro inimigo da cristandade. O segundo motivo é a idéia defendida por
alguns escritores sensacionalistas de que os cátaros guardavam um tesouro
fabuloso e que a sua posse teria sido o verdadeiro motivo da guerra. A lenda
diz que quando Montsegur foi cercada, três homens fugiram da cidade levando o
tal tesouro. Mas o que poderia ser carregado por apenas três homens? Segundo
alguns conspirólogos. tratava-se do SANTO GRAAL, cuja existência abalaria o
poder da Igreja de Roma.
CAVALEIROS DE MALTA
Com a conquista de Jerusalém
pelos francos em 1099, duas ordens militares foram fundadas para proteger os
peregrinos no caminho da Terra Santa. Uma delas foi a Ordem dos Cavaleiros
TEMPLÁRIOS. A outra foi a Ordem dos Cavaleiros do Hospital de São João ou Ordem
dos Hospitalários. Enquanto os Templários usavam como sede as ruínas do antigo
Templo de Salomão, os Hospitalários se alojavam perto da Igreja do Santo
Sepulcro. Na Cruzada Albigense (1209-1244), os Hospitalários se alinharam com o
VATICANO contra os CÁTAROS, enquanto os Templários ficaram neutros ou apoiaram
discretamente os hereges. Em 1314, a Ordem do Templo entrou em confronto com a
Igreja e acabou condenada por heresia. Os Hospitalários herdaram várias
propriedades da ordem rival e estreitaram ainda mais seus laços com o papado.
Em 1530, o imperador Carlos V doou aos Hospitalários a ilha de Malta (que
acabaria sendo tomada por Napoleão Bonaparte no século 18). Desde a doação, a
organização passou a ser conhecida como Ordem dos Cavaleiros de Malta.
Vários notórios vilões da
política mundial eram supostamente Cavaleiros de Malta: Reinhard Gehlen (chefe
da Inteligência nazista e agente da CIA na Guerra Fria); Alexander Haig (o
homem que definiu a política exterior americana nos governos Nixon e Reagan);
Licio Gelli, Roberto Calvi e Michele Sindona (que se envolveram no escândalo do
Banco do Vaticano nos anos 1980); William Casey (chefe da CIA durante o
escândalo Irã-Contras) e Otto Von Hapsburgo (suposto descendente da DINASTIA
MEROVÍNGIA), entre outros. A Ordem também é acusada de envolvimento no
hipotético assassinato do Papa JOÃO PAULO I, em 1978. Segundo alguns
conspirólogos, o verdadeiro objetivo da MAÇONARIA é combater a influência perniciosa
dos Cavaleiros de Malta.
CAVERNA DO DRAGÃO
Inspirado no RPG Dungeons &
Dragons (Masmorras e Dragões), o desenho animado Caverna do Dragão foi uma das
séries televisivas infanto-juvenis mais populares dos anos 1980. Dizem, porém,
que a animação escondia mensagens subliminares de arrepiar os cabelos. Caverna
do Dragão conta a história de seis amigos - Hank, Sheila, Eric, Presto, Diana e
Bobby - que, ao passear de montanha-russa num parque de diversões, são
transportados para um mundo mágico povoado por dragões e feiticeiros. Os seis
passam a série inteira tentando voltar para casa. Na sua jornada, são ajudados
pelo Mestre dos Magos, que aparece misteriosamente para lhes dar pistas do que
fazer. Mas também têm de enfrentar vilões como o feiticeiro Vingador e seu
lacaio, o Demônio das Sombras, além do dragão de cinco cabeças Tiamat.
A série foi descontinuada pela
rede americana CBS em 1985, e a saga dos garotos nunca chegou ao final. Ou
melhor, chegou. Circula pela Internet uma estranha versão do último episódio da
série, nunca produzido, de tão bizarro que é. Os heróis descobrem que eles
sofreram um acidente fatal na montanha-russa do parque de diversões. Estão
todos mortos. E, pior, foram condenados a passar a eternidade no inferno. O
dragão Tiamat não é vilão, mas um anjo enviado para contar aos garotos que eles
jamais voltarão pra casa. O Vingador e o Mestre dos Magos são duas versões da
mesma entidade: Lúcifer, que fazia a garotada condenada correr pra lá e pra cá
apenas para se divertir. Tétrico, não?
Mas os roteiristas da série
desmentem tudo. Segundo eles, os garotos não morreram nem estão no inferno.
Além disso, afirmam, o último episódio da série nunca foi escrito. Tudo não
passa de uma lenda da Internet (como a da ladra de rins ou das seringas
contaminadas nos cinemas).
OK. Pode ser. Mas lembre-se:
pessoas que trabalham para o diabo raramente dizem a verdade.
CHUPA-CHUPA
Fenômeno ocorrido no interior
do Pará, especialmente na cidade de Vigia, em 1977 e 1978. Durante a noite, as
pessoas eram perseguidas por estranhos objetos voadores luminosos. O OVNI
lançava um raio de luz vermelha sobre a vítima, que desfalecia e acordava,
minutos depois, com estranhas marcas no corpo (dois furos de agulha, como as
presas de um vampiro) e sentindo-se enfraquecida. O fenômeno apavorou de tal
forma a população local que a FAB resolveu investigá-lo na chamada OPERAÇÃO
PRATO. A investigação foi comandada pelo capitão Uyrangê Bolívar Soares
Nogueira de Hollanda Lima, que usava, na época, o cognome HOLLANDA. A FAB não
conseguiu desvendar a origem dos misteriosos objetos voadores. Comprovou-se, no
entanto, que o fenômeno era real e que as supostas vítimas realmente haviam
perdido uma pequena quantidade de sangue. Há quem diga que a FAB descobriu
muito mais, mas que os documentos estariam todos escondidos em algum porão
supersecreto de Brasília.
CHUPA-CABRAS
Espécie de vampiro
subdesenvolvido, o chupa-cabras começou sua carreira nos anos 70 em Porto Rico.
Cabras, vacas e galinhas apareciam mortas sem uma gota de sangue e com marcas
circulares no corpo que lembravam as presas de um vampiro. As autoridades
atribuíram os ataques a predadores naturais, mas a população não se convenceu.
Começaram a surgir relatos de pessoas que haviam dado de cara com o tal do
chupa-cabras - um bípede de 1,50 m de altura, coberto de pêlos pretos, com
apêndices pontudos que saem da coluna vertebral, enormes olhos vermelhos e asas
de morcego. Depois de fazer sucesso em Porto Rico, o chupa-cabras fez como Rick
Martin e resolveu conquistar o mundo. Foram reportados ataques no México,
Guatemala, Haiti, Peru, Venezuela e, claro, no Brasil. Em 1997, um (ou vários)
chupa-cabras teria(m) matado dezenas de animais nas cidades de Sumaré,
Hortolândia, Americana e Campinas. Uma equipe de legistas da UNICAMP, chefiada
pelo professor BADAN PALHARES, examinou os bichos atacados e chegou à conclusão
de que o agressor era apenas um cachorro-do-mato. Muita gente não se convenceu,
lendas urbanas da região de Campinas dão conta que existem chupa-cabras
aprisionados no laboratório do Instituto de Biologia da Unicamp -
provavelmente, numa cela vizinha ao do famigerado ET de VARGINHA. que também,
quem diria, acabou na universidade.
Alguns conspirólogos acreditam
que o chupa-cabras seja uma experiência genética realizada por cientistas
americanos (o bicho escapou ou foi solto por eles). Alguns ufólogos concordam
que o monstro é uma experiência genética, só que realizada pelos nefastos
alienígenas GREYS. Há ainda quem diga que o chupa-cabras é apenas uma versão
molambenta do mito do vampiro, saído direto do inconsciente coletivo junguiano
para assombrar os miseráveis do Terceiro Mundo.
CÍRCULOS NO TRIGO
Os primeiros
"círculos" apareceram nas plantações de trigo da Inglaterra nos anos
1950. As plantas eram dobradas de forma misteriosa, formando desenhos
elaborados que, no entanto, só podiam ser vistos do alto. No começo, os
conspirólogos afirmaram que os círculos eram marcas deixadas por discos
voadores. Com os ventos da Nova Era soprando, surgiram explicações mais, hummm,
sensatas:
1. Os desenhos são um apelo de Gaia, a deusa da Terra, para que
os humanos cuidem melhor da sua morada;
2. Ou são mensagens místicas que marcam o nascimento de um novo
profeta, o Buda Maitreya. Ou o novo Cristo, se você preferir.
A teoria em voga esta semana é
que o programa anti-mísseis conhecido como STAR WARS já existe, apesar das
negativas do governo americano. Os círculos no trigo seriam uma forma de testar
a capacidade das armas laser ultra-secretas que estão instaladas em satélites
militares.
Em 1991, dois fazendeiros
ingleses, Douglas Bower e David Chorley, confessaram que haviam feito os tais
círculos usando uma tábua e uma corda. Só por curtição. Ninguém acreditou
neles, é claro. Afinal, por que dois ingleses perderiam tempo numa practicol
joke sem graça? Talvez porque sejam ingleses. Mas isso é outra história.
CONTROLE MENTAL
Se você ouve vozes misteriosas
que ninguém mais escuta é possível que seja esquizofrênico. Mas se essas vozes
ficam repetindo "Mate o presidente! Mate o presidente!", a coisa pode
ser mais séria. Você pode ser uma vítima do controle mental.
Até a revista The Economist
(25-31 de maio de 2002), que nunca foi chegada a conspirações sensacionalistas,
fez uma reportagem de capa em que alerta sobre os perigosos avanços da
neurociência. Por exemplo: recentes pesquisas feitas pelo doutor Greg Siegle na
Universidade de Pittsburgh, EUA, identificaram uma área do cérebro chamada
amygdala, que é ativada quando a pessoa entra em contato com uma imagem ou
palavra que a deprime (desemprego, pagode, impotência etc). Essa região
cerebral é naturalmente mais ativa em pessoas com tendência à depressão.
Traduzindo: é possível deprimir
artificialmente uma pessoa até a morte e sem deixar nenhuma pista.
E isso é só o começo da
encrenca.
Cada decisão que você toma,
leitor, é conseqüência de um processo eletroquímico que acontece no seu
cérebro. Se alguém tivesse os meios para controlar essa "central de
decisões", seria possível criar a conspiração perfeita ("Mate o
presidente! Mate o presidente!").
Esta é a visão otimista.
Os pessimistas garantem que
isso já está acontecendo - pelo menos desde os anos 1950 (veja MK ULTRA).
Conspirólogos alegam que o governo americano usa microondas, ondas
radiofônicas, ultra-som e emissão de pulsos magnéticos para manipular pessoas à
distância e criar o efeito das "vozes na cabeça". Há quem afirme que
a CIA fez e faz experiências dentro dos próprios Estados Unidos. Mas, se nós
conhecemos bem os americanos, é bem possível que eles tenham ampliado seu campo
de atuação para outros países. Lembre-se, porém, que antes de começar a
obedecer às vozes na sua cabeça ("Mate o presidente! Mate o
presidente!"), é necessário um certo nível de stress que a CIA,
gentilmente, proporciona. Felizmente, existe um site chamado Pink Noise:
http://www.webcom.com/pinknoise
Que presta um inestimável
serviço público ao listar as principais evidências de que você está sendo usado
como cobaia num experimento de controle mental. Confira se algum incidente
parecido está acontecendo com você:
- O telefone toca o tempo
inteiro, mas nunca tem alguém do outro lado, só um irritante ruído eletrônico.
Alguém está sempre fazendo barulho perto da sua casa. Ou é o caminhão do lixo
ou é o vizinho com a furadeira elétrica ou é alguém com uma britadeira ou é um
carro com o escapamento furado ou é alguma outra coisa.
- Os vizinhos ficam agressivos
e começam a fazer barulho o tempo inteiro. Uma suposta vítima entrevistada pelo
pessoal do Pink Noise alegou que o morador do apartamento de cima acompanhava
seus passos pela casa, de cômodo a cômodo, copiando o mesmo trajeto que ela
fazia.
- A casa é freqüentemente
invadida por estranhos quando você está ausente ou dormindo. Eles não levam
nada. Apenas mudam as coisas de lugar para deixar claro que você não está
seguro. Num caso investigado pelo Pink Noise, todas as lâmpadas de uma casa
foram trocadas por outras que explodiam quando eram ligadas. Todas as novas
lâmpadas tinham o selo "Made in Hungary".
- Ao solicitar ajuda da polícia
ou dos amigos, eles dizem que você está ficando paranóico e o mandam procurar
um médico (que muito provavelmente está trabalhando para a CIA, assim como os
seus vizinhos e os seus amigos).
Conspirólogos que defendem a
existência do controle mental costumam negar o fenômeno da ABDUÇÃO ALIENÍGENA,
que geralmente é visto como uma experiência neurológica realizada por
organizações terrestres. Alguns teóricos de conspirações não descartam,
entretanto, a hipótese de que extraterrestres malignos estejam por trás de
vários governos mundiais e, portanto, do controle mental. Por isso, pense duas
vezes antes de obedecer às vozes na sua cabeça ("Mate o presidente! Mate o
presidente!").
CRUZADAS
Nunca é fácil entender os
verdadeiros motivos de determinado evento histórico sem levar em conta o que
pensavam, como agiam e em que acreditavam os povos da época. Mas no caso da
primeira cruzada, as razões são conhecidas. O Império Romano do Oriente já não
tinha forças para manter o controle político e militar dos seus territórios,
deixando tradicionais rotas de comércio sem proteção. O caminho até a
Palestina, que também era uma rota de peregrinação, ficava cada vez mais
perigoso sem a presença dos bizantinos. Em 1078, colapso total: os turcos
otomanos tomaram Jerusalém e fecharam a igreja do Santo Sepulcro.
O pedido de socorro feito pelo
imperador Alex Comneno ao Ocidente chegou na hora certa. O papa Urbano II
estava de saco cheio de ver senhores feudais se matando por motivos fúteis. Ele
precisava de uma causa comum para unir aqueles bárbaros beligerantes, e uma
peregrinação armada à Terra Santa pareceu uma excelente idéia.
O papa pregou a cruzada na
cidade francesa de Clermont, em 1095. A alta nobreza não se sensibilizou muito
com a sorte dos cristãos de Jerusalém, mas a pregação teve um insuspeito apoio
popular. Nobres menores, sem direito á sucessão ou à propriedade, viram no
movimento uma oportunidade para subir na vida. E um pregador popular fanático e
maluco conhecido como Pedro, o Eremita, se encarregou de incendiar a imaginação
popular contra os sarracenos.
A primeira cruzada era composta
por um bando de pobres maltrapilhos e cavaleiros desorganizados, como é contado
no divertido A Viagem Prodigiosa (Objetiva, 1995). Jerusalém foi tomada quase
por acaso em julho de 1099. Depois de matar todos os sarracenos, judeus e
cristãos ortodoxos que estavam na cidade, numa das maiores carnificinas da
história das religiões, os conquistadores resolveram eleger um rei. Muitos dos
nobres envolvidos na cruzada queriam apenas voltar para casa com o saque
acumulado e, portanto, não havia muitos candidatos ao posto. O escolhido foi
Godofredo de Bouillon, o alto e bonitão duque de Lorena, espécie de Richard
Gere das cruzadas. Godofredo, como um bom herói romântico, recusou ser chamado
de rei e adotou o título de Defensor do Santo Sepulcro.
Isso é o que diz a história
oficial. Os autores de O Santo Graal e a Linhagem Sagrada (Nova Fronteira,
1993) dizem outra coisa. Segundo eles, a primeira cruzada não foi realizada
para libertar a Cidade Santa. Em vez de uma marcha fanática e pouco planejada,
ela teria sido cuidadosamente calculada pela poderosa organização secreta
PRIORATO DE SIÃO. O objetivo era fazer de Godofredo de Bouillon o rei de
Jerusalém, pois ele era um descendente da DINASTIA MEROVÍNGIA e, portanto, da
linhagem sagrada de Jesus Cristo, um herdeiro da Casa Real do Rei Davi.
Além da coroação de Godofredo,
o Priorato - ou seu braço armado, os cavaleiros TEMPLÁRIOS - pretendiam
realizar escavações nas ruínas do templo de Salomão, onde esperavam encontrar
certos tesouros perdidos. Um desses itens seria a lendária Arca da Aliança,
supostamente encontrada e levada para a Europa.
DELMART MICHAEL VREELAND
Em dezembro de 2000, o
americano Delmar Michael Vreeland foi preso em Toronto, Canadá, por falsificar
cartões de crédito. As autoridades canadenses contataram os americanos, que
pediram a extradição imediata de Vreeland, acusado de crime semelhante nos
Estados Unidos. Enquanto a Justiça dos dois países resolvia o que fazer, o
tempo foi passando. Em outubro de 2001, quando a extradição parecia inevitável,
Vreeland apareceu com uma história das mais interessantes.
Ele afirma que é um agente
secreto da ONI (Office of Naval Intelligence), agência de espionagem da Marinha
americana. Antes de ser preso no Canadá, ele estava numa missão secreta na
Rússia. Em Moscou, Vreeland e um agente da Inteligência Canadense, Marc
Bastien, teriam tido acesso a um dossiê secreto (elaborado pela CIA, roubado
pela KGB e novamente surrupiado pela dupla) que descrevia um plano envolvendo o
governo americano e os atentados da Al-Qaeda que aconteceriam um ano mais
tarde, em 11 DE SETEMBRO DE 2001.
Esses documentos listavam
vários alvos dos terroristas: a Sears Tower, em Chicago; o Pentágono, em
Washington; o World Trade Center, em Nova York; o Royal Bank de Toronto. Também
dizia que a CIA impediria a maioria dos atentados, mas permitiria que pelo
menos um deles acontecesse, para justificar o posterior ataque ao Afeganistão.
Como numa boa trama de John Le Carré, Vreeland percebeu que estava frito. Se
ficasse na Rússia seria pego pela KGB, se voltasse para os EUA seria
assassinado pelos conspiradores. Ele então voou para o Canadá e acabou em cana.
Tudo pode ser apenas lorota de
um estelionatário bom de conversa, é claro. O próprio meio-irmão de Vreeland,
Terry Weems, que vive na Flórida, afirma que ele sempre foi mitômano e obcecado
por teorias conspiratórias. Mas alguns fatos parecem indicar que Vreeland
talvez não seja apenas um pilantra imaginativo. O agente canadense Marc
Bastien, que teria ficado em Moscou depois da partida do americano, voltou pra
casa morto em dezembro de 2000. As autoridades russas afirmaram que ele havia
morrido de causas naturais. Mas uma autópsia feita no Canadá revelou grande
quantidade da droga clopazine, usada em pacientes esquizofrênicos, que pode
causar a morte.
A revista inglesa Jack, de
outubro de 2002, forneceu outras evidências que comprovariam a história de
Vreeland:
1. Ele afirma que entrou na ONI
porque seu avô e seu pai trabalharam na organização. É verdade: a agência foi
fundada por Charles Vreeland, avô dele, que mereceu a honra de ter um destroyer
batizado em sua homenagem, o USS Vreeland.
2. Ele também relata que passou um bilhete para o guarda da
prisão canadense em agosto de 2001. Na nota, ele listava os alvos e a data dos
ataques terroristas que aconteceriam no mês seguinte. O carcereiro confirma que
recebeu o bilhete, mas não o leu. O papel está atualmente com o advogado de
Vreeland.
3. Ele diz ainda que tem uma sala e um telefone no Pentágono, que
confirmariam seu status de agente da ONI. A revista inglesa checou: existe
mesmo um Delmart Michael Vreeland no Pentágono.
4. E, finalmente, ele explica que as diversas fraudes de que é
acusado nos EUA são fruto do seu trabalho como agente secreto. Antes da missão
na Rússia, ele teria se infiltrado num cartel de drogas em Los Angeles e
precisou falsificar documentos, cartões de crédito, etc. O pedido de extradição
é uma armadilha para matá-lo. O governo americano, por sua vez, admite que
Vreeland trabalhou mesmo na ONI, mas só até 1986. Daí pra frente, é tudo
mentira.
Resta, porém, uma questão: onde
estão os tais documentos encontrados na Rússia, que comprovariam ou
desmontariam a história de Vreeland? Ele afirma que estão guardados num local
seguro, pois são a única garantia de que não será assassinado. Enquanto isso, o
suposto agente secreto cumpre prisão semi-aberta no Canadá. O que não é nada
mal, caso ele seja apenas um estelionatário.
DENGUE
Em 1985, durante o governo do
sandinista Daniel Ortega, a Nicarágua foi palco de uma violenta epidemia de
dengue - a primeira a ocorrer na América Latina depois de quase 20 anos. A
partir daí, a doença se espalhou pelo subcontinente, fazendo vitimas na
Bolívia, Paraguai, Equador, Peru, Venezuela e Brasil. Os sandinistas alegam,
desde aquela época, que a dengue era uma arma biológica usada pela CIA para
desestabilizar Ortega. De fato, os ESTADOS UNIDOS não reconheceram a eleição do
presidente em 1984 e decretaram um embargo comercial ao país no mesmo ano. Como
se não bastasse, o nefando Instituto Militar de Pesquisa de Doenças Infecciosas
de Fort Detrick, em Maryland, admite que realmente pesquisou a dengue como
bio-arma. Mas só para o aprimoramento da ciência, é claro. Oficialmente os
Estados Unidos não produzem armas biológicas desde 1972. Ah, sim! Por falar
nisso, o primeiro surto de dengue hemorrágica aconteceu em Cuba, em 1981.
DIANA SPENCER
A morte da princesa Diana num
túnel de Paris é atribuída a um acidente trágico,mas de causas absolutamente
normais. O motorista da limusine do namorado de Diana, estava alcoolizado. Fugindo
dos paparazzi em alta velocidade, ele perdeu o controle do carro e se
estraçalhou na parede do túnel.
Essa é a versão oficial. Há
outras.
A primeira: Diana teria sido
assassinada pelo MI-6 (serviço secreto inglês), pois a família real não
aprovava o namoro da mãe do futuro rei da Inglaterra com um muçulmano.
A segunda: o carro foi sabotado
por terroristas islâmicos, que também não curtiam o envolvimento de Diana com o
playboy de origem árabe Dodi Al Fayed.
A terceira: o túnel onde Diana
morreu chama-se Pont de l'Alma. Segundo o jornal Fortean Times (uma espécie de
Daily Mirror esotérico), o local foi um templo pagão entre 500-751 d.C. A morte
da princesa teria sido um sacrifício ritual para que, no futuro, Diana pudesse
ocupar o lugar da antiga deusa celta da fertilidade, a Grande Mãe. Uma espécie
de Santa Diana. O culto estaria destinado a dominar o mundo no terceiro
milênio.
A quarta teoria é um pouco mais
complicada. Diana, descendente da casa real dos Stuarts (a dinastia católica
deposta por Elizabeth I em 1558), seria uma agente secreta do Vaticano
infiltrada entre os Windsor para destruir a família real. Quando foi
descoberta, o MI-6 a matou.
DIÁRIO DE RICHARD E. BYRD
Em fevereiro de 1947, o
explorador e almirante Richard Evelyn Byrd (1888-1957) levantou vôo em
Spitzbergen, Islândia, para sobrevoar o Pólo Norte. Sobrevoou e voltou. A
história oficial termina aí - justamente onde começam as lendas. Entusiastas da
teoria da TERRA OCA afirmam que Byrd encontrou a entrada que leva ao mundo
subterrâneo de AGARTHA. Existe até um suposto diário de bordo escrito pelo
almirante e disponível na Internet no site da International Society for a
Complete Earth: (www.hollow-earth.org).
A aventura começa com uma forte
turbulência a 2.950 pés de altura, às 9h55 da manhã de 19 de fevereiro de 1947.
Depois prossegue:
10h00 - Estamos passando por
uma montanha baixa em direção ao Norte. Depois da montanha existe o que parece
ser um vale com um pequeno rio correndo no centro. Não deveria existir uma área
verde lá embaixo! Algo está totalmente errado e anormal aqui! (...) Nossos
instrumentos de navegação estão malucos! O giroscópio está apontando para
baixo!
10h05 - (...) A luminosidade
parece bem diferente. Não conseguimos mais ver o sol. Descemos até 1.400 pés e
fizemos uma nova curva. Agora estamos vendo um grande animal logo abaixo de
nós. Parece um elefante! Não!! É um mamute! Isso é incrível!
10h30 - Encontramos montanhas
verdes abaixo de nós. O indicador de temperatura indica 74 graus Fahrenheit (23
graus Celsius)! Fascinante!
A história prossegue com o
avião de Byrd sendo abordado por discos voadores que o forçam a pousar. Ele é
recebido por emissários de Agartha, que o aceitam como hóspede mas expressam
preocupação com os testes nucleares realizados na superfície. Depois de uma
rápida estadia, Byrd e sua tripulação são conduzidos para fora da Terra Oca.
Desde essa época, uma vasta conspiração mundial esconde de nós a existência de
Agartha. As fotos de satélite só mostram um Pólo Norte sem buraco no meio
porque foram devidamente maquiadas, é claro.
Mas a farsa pode ser
desmascarada muito em breve. Danny L. Weiss, sargento reformado da Força Aérea
Americana e membro da International Society for a Complete Earth, planeja
repetir a trajetória de Richard E. Byrd da Islândia até... bem, até sabe-se lá
onde. Para fazer parte da expedição ou apoiá-la escreva para: Danny L. Weiss -
P.O. Box 890, Felton, CA 95018, USA.
DINASTIA MEROVÍNGIA
Os reis merovíngios governaram
grande parte da França e da Alemanha entre os séculos 6 e 7, adotando Lorena
como capital administrativa. De origem germânica, eles migraram para a região
no século 5 d.C. fugindo dos invasores hunos. Historiadores acreditam que eles
não eram bárbaros invasores, mas administradores romanizados que, com o
enfraquecimento do império, assumiram o poder como reis feudais. Os mitos que
cercam os merovíngios são, porém, muito mais interessantes.
O fundador da dinastia é um
certo Mérovée, Merovech ou Meroveus que, segundo a lenda, era filho de uma
princesa com uma criatura marinha. A literatura esotérica descreve os
merovíngios como reis-sacerdotes adeptos do ocultismo. Também se diz que eles
tinham antepassados judeus da tribo israelita dos benjamitas, o que lhes dava o
direito de reinar sobre Jerusalém (Veja CRUZADAS). Em La Race Fabuleuse
(Editions J'ai Lu, 1973), o escritor francês Gérard De Sède vai mais longe e
afirma que os merovíngios eram descendentes de alienígenas semi-aquáticos de
SÍRIUS. Outros afirmam que a criatura marinha na lenda de Mérovée é uma alusão
à linhagem sagrada de Jesus e MARIA MADALENA, antepassados dos merovíngios,
como afirmam os autores de O Santo Graal e a Linhagem Sagrada (Nova Fronteira,
1993).
O último rei da dinastia foi
Dagoberto II, assassinado durante uma caçada em 679. Os carolíngios assumiram o
trono da França, mas a linhagem anterior não foi destruída.
Depois de inúmeros cruzamentos
dinásticos, o sangue merovíngio é atualmente identificado com o dos Habsburgos,
da Alemanha.
DISCORDIALISMO
Assim falou Malaclypse, o
Jovem: "Se a religião organizada é o ópio das massas, então a religião
desorganizada é a maconha dos marginais lunáticos". Malaclypse, o Jovem, é
um dos líderes e teóricos da polêmica Sociedade Discordialista.
Os discordialistas, que talvez
existam há centenas de anos e tenham mais adeptos do que suspeita o mais
delirante paranóico, acreditam que o mundo foi criado por uma velha louca
chamada ERIS - A DEUSA DO CAOS. Sendo assim, a única salvação da humanidade é a
produção sistemática do mais absoluto non sense.
Alguns discordialistas se
autoproclamam santos, papas ou mamas e pregam a fé no Sagrado Caos ("Não
há nenhuma outra Deusa além da Deusa e ela é a Sua Deusa"), conforme
formulada no Princípio Discórdia o documento está disponível on-line no
endereço www.babcom.com/principia
Outras facções discordialistas
- como a OM (Operação Mindfuck) - propagam o caos com a invenção das mais
delirantes teorias conspiratórias. Muitas das conspirações que você crê serem
verdadeiras podem ser só caóticas experiências discordialistas. A maioria dos
conspirólogos, no entanto, despreza o poder do Discordialismo, argumentando que
ele não passa de uma piada disfarçada de organização. Os discordialistas
contra-argumentam afirmando que eles, na verdade, são uma organização
disfarçada de piada. Seja como for, é bom manter sempre em mente o segundo
mandamento do Princípio Discórdia: "Um discordialista é proibido de
acreditar naquilo que lê".
DISCOS VOADORES NÃO EXISTEM
Ufonóides (ufólogos paranóides)
costumam desenvolver teses diabolicamente complexas sobre a suposta colaboração
secreta entre governos humanos e extraterrestres. Mas nenhum foi tão longe
quanto JACQUES VALLEE. Uma das teorias (ele tem várias) do cientista francês
simplesmente nega a existência dos discos voadores. Segundo ele, os
avistamentos e os casos de ABDUÇÃO ALIENÍGENA são experimentos psicossociais
realizados pelos governos de vários países. Para fundamentar sua tese, Vallee
cita três fraudes comprovadas por ele:
1. Durante a Primeira Guerra Mundial, os alemães costumavam
projetar imagens da Virgem Maria em colunas de fumaça para fazer com que o
inimigo desistisse de lutar. Para Vallee, os discos voadores são apenas a versão
mais elaborada desse mesmo truque.
2. Em 1979, um jovem francês chamado Frank Fontaine desapareceu
misteriosamente do seu apartamento. Alguns dias depois, foi encontrado num
terreno baldio. Submetido a hipnose regressiva, Fontaine revelou que havia sido
abduzido. Vallee, no entanto, diz que isso é mentira. Ele alega conhecer uma
fonte (anônima, claro) no Ministério da Defesa francês que declara que o rapaz
foi vítima de um experimento psicológico chamado "Exercício de Síntese
Geral" Frank Fontaine teria sido dopado, conduzido a um estado
semi-hipnótico e sugestionado a acreditar no seqüestro. "As comunidades
ufológicas podem simplesmente estar sendo usadas num experimento sociológico,
para checar como as pessoas reagem a diferentes rumores", explica Vallee.
3. Em 1980, um OVNI caiu na floresta de Rendlesham, na
Inglaterra, bem próxima a uma base da Força Aérea americana. A maioria dos
ufólogos acredita que o objeto era de origem alienígena e que militares
americanos e ingleses esconderam os destroços e tentaram, em vão, encobrir o
episódio. Jacques Vallee não. Ele acha que o objeto era de origem terrestre e
que a queda foi forjada para testar a reação psicológica da população civil. Os
militares teriam "encoberto" o episódio apenas o suficiente para despertar
a curiosidade dos ufólogos.
Jacques Vallee também acredita
que a maioria dos cultos ufológicos - como o Heaven's Gate, por exemplo – são
manipulados por organizações de inteligência. Teorias conspiratórias sobre GREYS, HÍBRIDO HUMANO-ALIENÍGENA, VACAS
MUTILADAS e bases subterrâneas secretas seriam idéias cuidadosamente
plantadas para esconder uma realidade muito mais aterradora. Jacques Vallee não
sabe que realidade aterradora é esta. Mas deve ser muito, muito aterradora.
DOAÇÃO DE CONSTANTINO
Esta é com certeza, uma das
maiores conspirações da história da humanidade.
Em 315, o imperador romano
Constantino teria assinado um documento que outorgava ao Papa Silvestre I
autoridade espiritual sobre todas as igrejas do Império e autoridade temporal
sobre Roma, Itália e o Ocidente. Isso, na prática, dava ao Papa o poder de
nomear e depor reis.
Constantino fizera a doação em
agradecimento a Silvestre I, que o havia curado da lepra. Mas o documento só
apareceu n´século 9 (500 anos depois de ter sido supostamente assinado) para
justificar a pretensão papal de dominar politicamente a Itália Central. No
século 15, o estudioso eclesiástico Nicolau de Cusa (1401-1464) descobriu que a
doação havia sido forjada por volta de 760, provavelmente pelo próprio VATICANO. O documento contém erros
grosseiros: concede ao patriarca romano a autoridade sobre Constantinopla,
embora a cidade não existisse na época em que o texto foi supostamente
redigido. A doação de Constantino acabou provocando o cisma entre a igreja
romana e a ortodoxa oriental, que perdura até hoje.
EDGAR ALLAN POE, O ASSASSINO
Em julho de 1841, uma jovem
chamada Mary Rogers, de 21 anos, foi encontrada boiando no rio Hudson, em Nova
York. As pistas indicavam que ela havia sido amarrada, violentada, estrangulada
e depois jogada na água.
Mary Rogers trabalhava numa
tabacaria da Broadway e era cortejada por atores, jogadores e jornalistas. Um
desses jornalistas era Edgar Allan Poe, editor do Evening Mirror e escritor de novelas góticas. Poe comprava
cigarros na tabacaria desde 1838 e conhecia muito bem a moça bonita que cuidava
dos charutos. Dezoito meses depois do crime, Edgar Allan Poe escreveu a novela
O Mistério de Marie Roget, que tinha como base o
Caso Mary Rogers, embora a ação fosse transferida para Paris, O detetive criado
pelo autor, Auguste Dupin, um predecessor de Sherlock Holmes, investiga o crime
e o atribui a um assassino solitário.
As especulações de Dupin-Poe se
aproximavam bastante das investigações verdadeiras, embora o escritor as
desconhecesse quando escreveu o livro, Mais um caso no qual a mente criativa
desvenda, sem querer, a realidade? Talvez.
Há conspirólogos que pensam o
contrário. Segundo eles, Poe conhecia os detalhes do crime porque ele era o
assassino. Três dias antes do ocorrido, Mary Rogers foi vista próxima ao
Hudson, com um homem alto, moreno, de aproximadamente 30 anos. Poe se encaixa
perfeitamente na descrição, embora fosse baixinho e pálido. Mas isso não
desanima os teóricos da conspiração. Segundo eles, a própria polícia de Nova
York descobriu que o autor era o criminoso, mas resolveu arquivar o caso para
não chocar o mundo literário. Como evidência, os conspirólogos apontam que
Edgar Allan Poe gostava de encher a cara e era obcecado pela idéia da dualidade
do ser humano. Ao morrer, em 1849, aos 40 anos, suas últimas palavras foram:
“Deus ajude minha pobre alma!”
ELBA RAMALHO E OS IMPLANTES ALIENÍGENAS
Alguns céticos duvidam que
seres humanos sejam abduzidos 24 horas por dia por alienígenas GREYS e costumam usar como argumento a
Teoria do Caipira Feioso. É assim: as vítimas de ABDUÇÃO ALIENÍGENA são sempre caipiras, feias, mal conseguem se
comunicar articuladamente e vivem em algum lugar esquecido por Deus e pela
civilização. Segundo os descrentes, só pessoas problemáticas, que precisam
desesperadamente de atenção, são seqüestradas e abusadas por extraterrestres.
Faz sentido. Afinal, não há registro de top models, cantoras de sucesso ou
atrizes de Hollywood que tenham sido levadas por UFO’s.
Ou melhor, não havia.
Na 11ª. Conferência
Internacional de Ufologia, que aconteceu em Curitiba, Brasil, em maio de 2001,
a cantora Elba Ramalho confessou ter sido abduzida várias vezes. Segundo ela,
os ET’s chegaram a implantar um chip no seu (dela) corpo que foi, felizmente,
retirado com a ajuda de “seres celestiais ultra-supra-luminosos” (Revista Veja,
9/5/01). Esses seres “celestiais
ultra-supra-luminosos” seriam, dizia Elba, extraterrestres do Bem que auxiliam
a humanidade na luta contra os extraterrestres do Mal – os nefastos greys. A loira
cantora paraibana de voz aveludada
denunciou também que esses seres maléficos querem “dominar a Terra com sua raça
horrorosa” e contam com a ajuda de uma conspiração multinacional que mantém sua
(deles!) presença oculta. “Sou instruída pela Virgem Maria e, como cidadã
terráquea, gostaria que as autoridades dessem um depoimento lúcido sobre a
presença dos ET’s, protestou a cantora abduzida na ocasião.
ENTRADAS PARA A TERRA OCA
Existem vários túneis que podem
nos levar ao reino subterrâneo de AGARTHA
e três dessas entradas ficam no Brasil. Alguns buracos dão diretamente em
cidades subterrâneas,o que facilita
Bastante a vida do turista explorador. Poucas pessoas no planeta
conhecem as entradas e conspiram para que não saibamos que elas existem. Mais isso
acabou.Veja aqui qual é a melhor rota para visitar esse submundo, segundo o
site www.paranormal.about.com
. Caverna Kentucky Mommouth, no
Kentucky, Estados Unidos.
. Monte Shasta, na Califórnia,
EUA. Esta entrada dá diretamente na cidade subterrânea de Telos, onde vive um
milhão de agarthianos.
. Manaus. Amazonas, Brasil. O
site não especifica onde fica a entrada.
Felizmente, Manaus não é uma cidade tão grande.
. Mato Grosso, Brasil. O local
exato também não é especificado. Mas alguns conspirólogos garantem que é na
Serra do Roncador, onde o explorador inglês Percy Harrison Fawcett desapareceu
em 1925. A rota leva à cidade de Posid, fundada por descendentes dos atlantes.
Um milhão e 300 mil pessoas viveriam em Posid. Um milhão, trezentos mil e um,
se contarmos o Fawcett.
. Cataratas do Iguaçu, Brasil.
. Monte Epomeo, Itália.
. Montanhas do Himalaia, Tibet.
Esta entrada dana cidade de Shonshe. É guardada por monges hindus.
. Fronteira entre a China e a
Mongólia. Entrada não especificada. Dá direto na cidade de Shingwa.
. Rama, Índia. Debaixo desta
cidade há uma Rama subterrânea, muito mais antiga que a similar da superfície.
. Pirâmide de Gizé, Egito.
. Minas do Rei Salomão, África.
. Ambos os pólos.
A cidade de São Tomé das
Letras, em Minas Gerais, famosa por suas cavernas, não é mencionada na lista, o
que é uma injustiça. Vários freqüentadores de São Tomé têm certeza de que a
cidade é uma porta de entrada para o mundo subterrâneo.
ERICH VON DANIKEN E O ASTRONAUTA ANCESTRAL
O escritor suíço Erich Von
Daniken acredita que uma civilização alienígena entrou em contato com os seres
humanos há aproximadamente dez mil anos. Esses extraterrestres teriam nos
ensinado os rudimentos da vida social, proporcionando-nos um enorme salto
evolutivo. Os traços do contato podem ser rastreados nas lendas terrestres
sobre deuses que descem dos céus e também na presença de estranhos objetos e monumentos que parecem deslocados no tempo
(as pirâmides, stonehenge, etc).
Daniken não é o único a
acreditar nisso. Dois outros escritores fantásticos, Jacques Bergier (veja BÉROSE E OS HOMENS-PEIXE) e Robert Charroux (veja AGARTHA), acreditavam na mesma coisa. Mas enquanto Bergier e
Charroux partiram para várias outras especulações igualmente extravagantes, Von
Daniken continuou tocando seu samba de uma nota só. Já escreveu 26 livros sobre
o tema que venderam, juntos, 60 milhões de cópias no mundo inteiro. Seu
trabalho mais famoso, Eram os Deuses Astronautas? De 1968, é um best-seller há
mais de 30 anos. Nele, Von Daniken apresenta as supostas provas da visita
alienígena e denuncia uma silenciosa conspiração da ciência oficial para manter
essas evidências ocultas: "Antigamente, aquele que exprimisse um
pensamento novo (...) deveria contar com proscrições e perseguições. Já não há anátemas, nem mais se acendem
fogueiras. Entretanto, os métodos da nossa época, embora menos espetaculares,
nem por isso deixam de ser inibidores do progresso, O sistema é menos ruidoso e
muito mais elegante. Mediante killer-phrases,
as hipóteses e as idéias insuportavelmente audaciosas são silenciadas ou
rejeitadas"
A arqueologia oficial, por sua
vez, acusa Von Daniken de selecionar apenas amostras sensacionalistas para
expor nos seus livros, além de falsificar datas históricas, recuando em
centenas (às vezes, milhares) de anos a origem de monumentos e objetos.
ERIS - A DEUSA DO CAOS
Os romanos a chamavam de
Discórdia. Os gregos de Eris, a deusa do caos e do confronto, filha de Nyx
(noite) e Irmã de Hypnos (sono). Nêmesis (retribuição), Destino e Tânatos
(morte). Eris era tão encrenqueira que começou, praticamente sozinha, a guerra
de Tróia. Como não foi convidada para o casamento de PeIeus e Thetis, ela
entrou na festa de penetra e, injuriada pelo descaso, jogou uma maçã de ouro
para o alto. No pomo estava escrito “para a mais bela”, e as deusas presentes –
Afrodite, Atena e Hera - começaram a se estapear para ver quem o merecia, Para resolver a questão, as três
procuraram o pastor de cabras
Páris, e pediram que ele decidisse quem era a mais bela, Páris escolheu
Afrodite e ganhou, em retribuição, a mão (e todo o resto) de Helena, a mulher
mais bonita da Terra. O problema é que Helena era casada com o rei grego
Menelau. Pàns não teve dúvidas, raptou a moça e levou-a para Tróia. Gregos e
troianos passaram os dez anos seguintes se matando.
Vem daí a expressão “pomo da
discórdia”.
Eris é representada como uma
mulher de olhos esbugalhados e com a cabeça cheia de serpentes. Numa mão ela
carrega um punhal. Na outra, uma tocha. Segundo os adeptos do DISCORDIALISMO,
Eris é a deusa suprema do cosmo. E nosso único caminho para a salvação é o
nonsense, a intriga, a criação de idéias absurdas, a produção de teorias
conspiratórias e a fabricação da discórdia. Só o caos salva.
ESTADOS UNIDOS
Por que a nota de um dólar usa
símbolo maçônico de "olho que tudo vê”
sobre uma pirâmide? Simples.
Os Estados Unidos são o resultado de uma “conspiração maçônica”. Embora o
Departamento de Estado atribua um significado totalmente diferente ao símbolo
(o país será duradouro como uma pirâmide, desde que guiado por Deus), a
MAÇONARIA esteve profundamente envolvida na Guerra da Independência
[1775-1783]. Assim como também se meteu na Inconfidência Mineira (1789) e na
Revolução Francesa [1789]. As datas curiosamente próximas sugerem uma certa
organização mundial, ne c'est pas? Chegaremos
lá.
Benjamin Franklin, Paul Revère,
John Hancock, George Washington e Thomas Jefferson, para citar apenas alguns
líderes da insurreição americana, eram maçons. Conspirólogos argumentam que,
embora os americanos tenham adotado os "bons" ideais da irmandade
[liberdade, igualdade c fraternidade], também adotaram os "maus"
(extremo individualismo, adoração pelo lucro e, e claro, o imperialismo). Afinal,
a revolução - ou conspiração, se preferir - ainda não acabou. Depois de
conquistar as 13 colônias, a maçonaria se lançou num ambicioso plano de
dominação mundial que começou com a criação da liga das Nações em 1914. Nesta
etapa, os maçons vão implantar um governo multinacional que terá os Estados
Unidos como referência e liderança. Chato vai ser quando nos obrigarem a usar
chapéu de Mickey Mouse.
ESTRUTURAS LUNARES
A Apollo 17 foi a última nave
terrestre a pousar na Lua, em 1972. Nos últimos 30 anos nenhum vôo tripulado
teve o satélite da Terra como destino. O projeto de construção de uma base
lunar permanente também parece definitivamente engavetado. A Nasa (National
Aeronautíc and Space Administration) argumenta que a conquista da Lua tornou-se
inviável financeiramente com o fim da Guerra Fria e da corrida espacial. Alguns
conspirólogos, no entanto, apresentam explicações bastante diferentes para o
aparente descaso com o satélite natural:
. Todos as missões Apollo
teriam sido seguidas por OVNI’s.
Gravações ultra-secretas da Nasa
confirmariam isso.
. Ao pousar na Lua em 1969, a
tripulação da Apollo 11 supostamente deu de cara com enormes discos voadores.
. Das duas, uma: ou nosso
satélite é habitado ou é usado como base por uma raça alienígena. Esses aliens
não nos querem por lá e praticamente nos expulsaram da nossa Lua.
Naturalmente, essas alegações
se apóiam em evidências difíceis de ser comprovadas. Segundo o livro Above Top Secret: The Worldwide UFO Cover-up (Quill Paperbacks, 1989), de Timothy
Good, a Nasa sempre soube da presença alienígena na Lua, mas manteve esse
segredo trancado a sete chaves. Ou quase. A transcrição da suposta transmissão
do astronauta Neil Armstrong para Houston ("Nossa! Eles são enormes! Eles
estão aqui nos observando!") durante o pouso da Apollo 11 está disponível
em dezenas de sites que se dedicam ao tema.

As evidências fotográficas da
presença alienígena na Lua também estão disponíveis na Internet Experimente
entrar num sistema de busca e digitar as palavras-chave "moon
structures". Vai aparecer uma infinidade de imagens. Todas em
preto-e-branco, todas borradas. Quase não se vê nada. Os crédulos, no entanto,
enxergam várias estruturas artificiais. Uma delas é um objeto que Iembra um
"castelo", só que suspenso na superfície lunar.
O "castelo" teria
sido fotografado pela missão Apollo 10. Outra estrutura anômala é a
"taça", que parece, bem, uma taça quebrada. só que com um
"cubo" enorme flutuando acima dela.
Por falar nisso, também existe
um "megacubo” suspenso sobre o solo do satélite. Com algum esforço e
Imaginação, é possível enxergar torres, cúpulas, pontes e ruínas, entre outros
supostos vestígios de uma civilização lunática. Resta saber se os lunáticos
estão lá em cima ou aqui embaixo.
EXPERIMENTO FILADÉLFIA
Em 1984, estreou nos cinemas
uma ficção científica chamada Projeto
Filadélfia (The Philadelphia Experiment) que tinha um plot bastante
interessante. Era assim: em 1943, a marinha americana realiza um experimento
para tornar um porta-aviões invisível aos radares inimigos. Dá tudo errado e o
navio é transportado para 1983, gerando os paradoxos temporais de sempre (se o
navio não voltar ao passado, o futuro será alterado, etc.). Como várias outras
produções do gênero, Projeto
Filadélfia foi completamente
esquecida. Ou quase. A dupla de autores americanos Preston B. Nichols e Peter
Moun escreveu um bizarro livro chamado The
Montauk Project: Experiments in
Time (Sky Books, 1992), no qual
afirma que o tal experimento realmente aconteceu.
Em 12 de agosto de 1943, a
Marinha teria realizado uma experiência envolvendo campos eletromagnéticos e o
porta-aviões USS Eldridge no porto de Filadélfia, EUA. O navio sumiu - não
ficou só invisível, mas desapareceu – e, quando ressurgiu coisas muito
estranhas tinham acontecido. Alguns tripulantes estavam fundidos ao metal da
embarcação. Outros estavam transparentes e acabaram se dissolvendo no ar. Outros permaneceram estáticos
e “congelados” para sempre. Outros ficaram loucos. Poucos marinheiros saíram
ilesos da experiência.
Mas que cazzo teria acontecido
ao USS Eldridge?
Segundo vários websites
dedicados ao tema, o porta-aviões, assim como seu similar cinematográfico foi
transportado 40 anos no futuro, materializando-se em 1983 na base da
aeronáutica no pico Montauk, Estado de Nova York, sede do secretissimo PROJETO
MONTAUK.
Como ninguém conseguia explicar
por que isso acontecera, o governo criou, em 1943, um comitê de pesquisa
chamado Projeto Fênix comandado pelo físico húngaro-americano Janus Eric Von
Neumann. O físico chegou à conclusão de que as ondas eletromagnéticas alteravam
a percepção humana da realidade e que podiam ser usadas para exercer CONTROLE
MENTAL à distância. Mas isso, embora fosse útil para os planos dos seus
empregadores, não resolvia o problema, é claro. As pesquisas continuaram e,
para mantê-las afastadas do público, em 1971 o Projeto Fênix foi transferido
para uma base da Aeronáutica em Montauk, Nova York, e rebatizado como Projeto
Montauk.
Em 1983, as investigações do
Montauk acabaram por abrir um túnel temporal para o experimento de 1943,
trazendo o USS Eldridge para o futuro. Isso se chama looping temporal e é um tema clássico da ficção
científica. Os conspirólogos, no entanto, afirmam que a história do USS
Eldridge é verdadeira. A
Marinha americana, por sua vez, nega que tenha realizado o Experimento
Filadélfia e diz que o Projeto
Montauk não passa de lenda urbana.
Mas a história fica muito mais
intrigante. Preston B. Nichols, um dos
autores do livro citado lá no começo, sustenta que a experiência realizada
em 1943 teria sido inspirada nos ensinamentos do satanista ALEISTER CROWLEY. E
não é só. Um enigmático personagem chamado AL BIELEK, que afirma ter estado à
bordo do USS Eldridge, diz que
o experimento foi supervisionado por um consórcio de seres alienígenas que
incluíam os populares GREYS e os misteriosos REPTILIANOS.
EXTROPIANS
Mix de
culto neo-hippie, programa de auto-ajuda e clubinho de nerds, os Extropians
(extropistas, numa tradução aproximada) surgiram na Califórnia (claro!) nos
anos 90. Os adeptos do movimento negam a entropia, isto é, a tendência natural
que as coisas têm para degenerar e perecer, e pregam a transcendência da
condição humana e a conquista da vida eterna. Para atingir esse objetivo, os
líderes do grupo - que atendem por nomes curiosos como Tom Morrow e Max More -
propõem o seguinte:
1.
Criogenia: alguns extropians serão congelados no
momento da morte para ressuscitar no futuro, quando a ciência tornar isso possível.
2.
Dowload da mente: a idéia é transferir as
informações que existem no cérebro humano (memória, conhecimento,
personalidade) para um computador. Quando o corpo pifar, é só ativar um novo
suporte (mecânico ou orgânico) e usar o mesmo hard disk.
3.
Sociedade utópica: no futuro, depois de renascerem
como homens-máquina, homens clonados ou super-homens, os extropians querem
construir uma sociedade anarco-capitalista, baseada no livre comércio e na
ausência do Estado. O ideólogo Tom Marrow propõe a criação de ilhas artificiais
para abrigar extropians enquanto o futuro não chega.
4.
Auto-ajuda: para superar os obstáculos, os
estropians defendem que os adeptos afastem pensamentos negativos e abracem o
otimismo. Afinal, tudo é possível desde que você acredite.
O movimento surgiu junto com o
boom da Internet e fez muitos seguidores entre os geeks do Vale do Silício. Os
extropians ficaram meio estropiados depois da falência das ponto.com, mas estão
resistindo bem ao futuro. Para informações e filiações, procure o Extropy
Institute (www.extropy.org)
FACE DE MARTE
Em 1976, a sonda espacial
Viking sobrevoou o planeta Marte e fez mais de 50 mil fotografias. A mais
famosa era uma da região de Cidônia, que mostrava várias estruturas semelhantes
a pirâmides em volta de uma “construção” maior que lembrava um rosto humano.
Excitação geral e o melhor do carnaval. Quem havia construído a face de Marte?
Seria a prova definitiva de que não estávamos sós? Alguns entusiastas fizeram
contas complicadíssimas para alicerçar a teoria de que as construções de Cidônia
seguiam o mesmo plano arquitetônico do platô das pirâmides, no Egito. A Nasa se
apressou em tirar a azeitona da empadinha ufológica e afirmou que a foto
mostrava apenas formações naturais. Complicou tudo. Era óbvio que o governo
americano havia divulgado a foto por engano. E era evidente que, depois da
pisada no tomate, quisesse esconder a evidência. Mas em 1992, outra sonda, a
Mars Observer, fez fotos mais detalhadas da região. Não era uma face. Era só um
monte de pedras que, com a incidência certa de luz, lembrava uma cara. Só isso.
Adiantou? Nada. Há quem jure que a Nasa maquiou as novas fotos para esconder o
que todo mundo já sabe: os alienígenas estão entre nós, mas o governo não quer
que você saiba. Deve ser por causa do mercado de trabalho.
FHC E OS KENNEDY
A maioria dos intelectuais
brasileiros acha que o sociólogo Fernando Henrique Cardoso deslizou da esquerda
para uma incompreensível posição neoliberal quando assumiu a presidência da
República, em 1994. Mas em 1980 o cineasta agitador-cultural Glauber Rocha já
havia antecipado esse deslize ideológico. Num longo depoimento para o livro Patrulhas Ideológicas (Brasiliense,
1980). Glauber, que adorava teorias conspiratórias, definiu assim o processo
político brasileiro: "Quem está exercendo a patrulha ideológica é o grupo
do Cebrap, do jornal Opinião, ou seja, a social-democracia, o MDB, sem auxilio
do Partido Comunista. O Cebrap é financiado pela Fundação Rockfeller ou pela
Fundação Ford, não sei qual... aliás, elas trabalham juntas. Esse grupo tem
ligação com o liberalismo americano, ou seja, com o kennedismo, ou seja, com a
política dos Kennedy para o Brasil. O jornal Opinião, ou seja, o MDB, decidiu combater a Embrafilme, porque
qualquer coisa que cheire a política estatizante é considerada comunizante."
Só para colocar a análise
glauberiana em perspectiva: na época, o cineasta apoiava a política
nacionalista da ditadura militar e era criticado por toda a esquerda, que
estava aglomerada no MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido que tinha
Fernando Henrique Cardoso como um dos seus quadros mais promissores. O
sociólogo havia fundado o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento)
e era um dos diretores do jornal Opinião.
Ou seja, segundo Glauber, FHC e o neoliberalismo são conhecidos de longa
data.
FRENTE DE LIBERTAÇÃO DOS ANÕES DE JARDIM (FLNJ)
Misterioso comando francês que
se especializou na defesa intransigente dos anões de jardim. Os seres de pedra
são seqüestrados das residências onde se encontram e libertados em florestas,
hábitat natural das criaturinhas, segundo o grupo. Numa de suas ofensivas, em
junho de 2002, o grupo deixou mais de 202 anões num campo de futebol para
protestar contra o aprisionamento dos gnomos e a performance da seleção
francesa na Copa do Mundo. A Frente, cujo nome original é Front de Libération
des Nains de Jardins, gerou imitadores no mundo inteiro, como o italiano do
Movimento Autônomo per Ia Liberazione delle Anime da Giardino, mas também gerou
opositores ferozes como o também
francês Mouviment d'Emancipation de Nains de Jardin (MENJ), que é pacifista e
não aprova o seqüestro de anões.

Embora a Frente de libertação
dos Anões de Jardim não tenha representantes no Brasil, o Movimento de
Emancipação dos Anões de Jardim já tem: chama-se Associação dos Libertadores de
Anões de Jardim (ALAJ) e tem até website:
(http://www.geocities.com/WaIlStreet/Bank/8644/)
O autor deste livro suspeita
que as diversas organizações pró-anões sejam incentivadas, idealizadas ou
manobradas pela OM (Operação Mindfuck). Afinal, o Princípio Discórdia,
manifesto programático dos seguidores do DISCORDIALISMO, afirma que a histórIa
de Branca de Neve e os Sete Anões têm um significado esotérico oculto. Eles não
explicam qual é, mas juram que tem.
GARGANTA PROFUNDA
Em 1973, o diretor americano
Gerard Damiano filmou um clássico da pornografia chamado Garganta Profunda (Deep Thoat). O
filme conta a história de uma mulher (Linda Lovelace) que não conseguia chegar
ao clímax até que descobre que seu clitóris fica na garganta. A partir daí, ela
tenta estimular o órgão abocanhando tudo o que encontra pela frente. Naquele
mesmo ano, durante a investigação do Caso Watergate, os jornalistas do Washington Post Bob Woodward e Carl
Bernstein conseguiram um informante dentro da Casa Branca e o apelidaram de
Garganta Profunda em homenagem ao filme pornô e à capacidade da fonte de
revelar os segredos mais profundos do governo Nixon.

De lá pra cá, toda conspiração
precisa ter, obrigatoriamente, um Garganta Profunda. Geralmente é alguém que
faz parte do grupo de conspiradores que, por alguma razão pessoal, se torna um
dissidente. No primeiro ano da série ARQUIVO X, o agente Fox Mulder também tem
um informante chamado Garganta Profunda que lhe fornece pistas sobre o acordo
entre o governo americano e os alienígenas GREYS. No filme JFK - A Pergunta Que Não Quer Calar (1991), de OLIVER STONE, o
"garganta" de plantão é o personagem “X”, vivido por Donald
Sutherland, que conta ao promotor Jim Garrison (Kevin Costner) tudo sobre o
complô da CIA, cubanos anticastristas, Máfia, FBI e do complexo
industrial-militar para assassinar o presidente Kennedy. No livro REX DEUS
(lmago, 2002), que investiga a suposta guerra secreta entre o VATICANO e a
descendência de Jesus e MARIA MADALENA, há um "garganta" chamado
Michael, forma inglesa do nome Miguel. Na mitologia judaico-cristã, Miguel é um
dos anjos que lutam ao lado de Deus contra Lúcifer e que, mais tarde, vira
protetor do reino de Israel. Como se vê, Michael é tão bom que, se não
existisse, precisaria ser inventado. Portanto, se você pretende se transformar
num caçador de conspirações e conspiradores, certifique-se de encontrar logo o
seu Garganta Profunda. Sem ele você não irá longe.
GLAUBER ROCHA E OS HIPPlES DA CIA
AIém de ser obcecado por
cangaceiros e câmara trêmula, o diretor de cinema Glauber Rocha (1939-1981)
também era louco por teorias conspiratórias. Entre as várias paranóias que
assaltaram a mente do cineasta, uma delas é de que a América latina era vítima
de um certo Projeto Camelot, arquitetado pela CIA. Segundo Glauber, o movimento
hippie, o gay power, a
militância ecológica e a política do corpo eram financiados, incentivados e
fabricados pelos ESTADOS UNIDOS para destruir o potencial revolucionário do
Terceiro Mundo. No livro Patrulhas
Ideológicas (Brasiliense, 1980), Glauber Rocha é categórico: “A opção
hippie era a opção da CIA programada para o Brasil (...), para transformar
maoístas guerrilheiros em hippies drogados. Foi a luta da granada contra o
rock”.
Glauber talvez estivesse
experimentando o mesmo tipo de delírio que acometia os personagens de seus
filmes, mas ele não foi o único a relacionar o movimento hippie à CIA. Existem
provas de que a organização financiou a produção de LSD na Califórnia, nos anos
1960, como parte do programa MK ULTRA, investigado pelo senado americano nos
anos 1970.
A denúncia de que o movimento
hippie era um projeto de alienação cultural criado pela CIA sempre fez parte do
repertório da esquerda clássica. Quando o Partido Comunista Brasileiro
protestava contra a guitarra elétrica é porque temia que o rock'n'roll
destruísse a mente dos jovens do país. Como se vê, esquerda e direita
freqüentemente partilham as mesmas paranóias.
GNOMOS DE ZURIQUE
Os Gnomos de Zurique têm mais
poder que todos os governos da Europa juntos. dizem os conspirólogos. Não são
gnomos de verdade, leitor.
“Gnomos” é a maneira pejorativa pela qual os inimigos se referem aos membros da
Grande Loja Alpina, a maior sociedade maçônica da Europa. Segundo os
paranóicos, os grandes banqueiros do continente fazem parte da irmandade. Além
de controlar as finanças do mundo inteiro (olha o dólar subindo de novo...),
eles têm planos detalhados para alguns países. No momento, os gnomos conspiram
para restaurar a monarquia na França
e restabelecer o fascismo na Itália, entre outras sacanagens. Vários cardeais
romanos seriam, secretamente, gnomos atuando dentro do Vaticano. Esses pérfidos
teriam tramado o assassinato do Papa JOÃO PAULO I, que se opunha à sua
influência corruptora na Igreja. Francis Ford Coppola e Mario Puzo se basearam
nesta teoria para escrever o roteiro de O Poderoso Chefão III.
Os gnomos também são
freqüentemente associados à organização secreta PRIORATO DE SIÃO e à
conspiração milenar para restaurar o poder da DINASTIA MEROVÍNGIA na Europa. Os
autores do livro O Santo Graal e
a Linhagem Sagrada (Nova
Fronteira, 1993) alegam ter descoberto uma série de documentos e manuscritos na
Biblioteca Nacional de Paris supostamente produzidos pelos gnomos. Um desses
trabalhos. chamado Les descendents
merovingiens et l’enigme du
Razès wisigoth (Os descendentes merovíngios e o enigma do Razés
visigodo), assinado por uma certa Madeleine Blancassal, apresenta na página de
rosto o selo da Grande loja Alpina. A Loja, no entanto, nega qualquer relação
com o livro e com o enigma que envolve o SANTO GRAAL e a igreja de MARIA MADALENA
em RENNES-LES-CHÂTEAU. Naturalmente, eles podem estar mentindo. Ou podem ter
sido associados, sem saber, a uma colossal brincadeira de mau gosto.
GREYS
Os greys - ou grays, como
preferem alguns ufólogos - constituem o tipo alienígena mais ordinário (em
ambos os sentidos) a visitar o nosso planeta. Têm mais ou menos 1,30 m de
altura, cabeça ovalada, olhos pretos grandes sem pálpebras e pele cinzenta -
daí o nome. Os greys são bastante populares na ficção cientifica. O visitante
do filme ET - O Extraterrestre, de Steven Spielberg,
é a versão estilizada de um grey, assim como os alienígenas que deram tanta dor
de cabeça ao agente Fox Mulder na série ARQUIVO X.
No mundo real, se é que podemos
nos referir assim ao mundo da ufologia, os greys surgiram em 1961 no famoso CASO
BARNEY-BETTY HlLL. O casal americano Barney e Betty HiII foi supostamente
seqüestrado por um disco voador em New Hampshire, num dos primeiros casos
conhecidos de ABDUÇÃO ALIENÍGENA. O detalhe curioso é que, segundo Barney, os
extraterrestres usavam uniformes nazistas. Como nenhum outro abduzido depois
dele mencionou NAZI-ALIENÍGENAS, é possível que os extraterrestres tenham
repensado seu conceito de moda.
Segundo o físico BOB LAZAR, OS
greys trabalham lado a lado com cientistas humanos na famigerada ÁREA 51, no
deserto de Nevada. Esses alienígenas teriam feito um pacto com o governo
americano nos anos 1950. Em troca de tecnologia extraterrestre, os militares
permitiriam aos greys seqüestrar seres humanos e mutilar animais. O objetivo
dessas pesquisas biológicas seria a produção de um HÍBRIDO HUMANO-ALIENÍGENA.
Organizações secretas como os HOMENS DE PRETO e o MAJESTIC 12 teriam a missão
de manter tudo isso longe dos olhos da população.
Bob Lazar afirma ainda que os
greys manipulam a humanidade há milênios. Todos os nossos conceitos religiosos
teriam sido inspirados ou fabricados por eles para nos manter sob controle.
HANGAR
18
Nos anos 1950, quando os discos
voadores começaram a alcançar extrema popularidade nos Estados Unidos, surgiram
os primeiros boatos (céticos incuráveis leiam “Iendas”) sobre o Hangar 18. Era
um local supersecreto na base Wrighlt-Paterson, da Força Aérea, em Dayton,
Ohio. O armazém nefando guardaria os destroços de vários OVNI’s acidentados ou
abatidos pelos americanos. A primeira nave extraterrestre a ser levada para lá
teria sido a que caíra em ROSWELL, Novo México, em 1947 - um dos casos mais
rumorosos da ufologia mundial. No Hangar 18 também estariam os corpos de alienígenas
GREYS resgatados dos destroços.
A existência do lugar foi
denunciada no livro Behind the Flying Soucers (Henry Holt and Company,
1950), do jornalista Frank SculIy (não é
coincidência, leitor atento: a personagem Dana Scully de ARQUIVO X foi
batizada em homenagem a ele). Como era de se esperar, a Força Aérea negou a
existência dos destroços extraterrestres, bem como do tal Hangar 18.
Na medida em que as
investigações (céticos incuráveis leiam “lendas”) ufológicas se expandiram, o
Hangar 18 foi aos poucos substituído pela maior e mais complexa ÁREA 51, base
subterrânea mantida por humanos e extraterrestres no deserto de Nevada.
HANS HORBIGER
Paracientista alemão cuja
bizarra teoria sobre o Ciclo do Gelo Eterno encontrou audiência considerável
durante o nazismo. Segundo o divertido livro O Despertar dos Mágicos (Bertrand Brasil, 1991), as idéias de
Horbiger são a base mística do pensamento hitlerista. Horbiger desprezava a
ciência cartesiana, considerada por ele "um totem da decadência". O
Evolucionismo, a Psicologia e a Arqueologia não passavam de uma conspiração
judaico-liberal contra a verdadeira história do mundo. E a história, segundo
Horbiger, é mais ou menos assim: a aventura dos homens está ligada à dos
astros. Os planetas se atraem e, fatalmente, explodem uns sobre os outros. A
Lua, por exemplo, acabará caindo lentamente sobre a Terra.
Na era da "Lua Baixa".
quando o satélite está bem próximo do planeta e a força gravitacional é mais
forte, nascem os gigantes ou homens-deuses. A Lua acaba explodindo num anel de
rochas que despenca sobre o mundo. Segue-se um longo período no qual a Terra
fica sem uma lua, até que a gravidade planetária captura outra rocha espacial e
a transforma em satélite. Neste período de "Lua Alta", quando o novo
astro está distante do planeta, os gigantes degeneram e são vencidos pelos
homens. Davi mata Golias. Mas alguns deuses conseguem se refugiar em cavernas e
aguardar o momento em que retornarão para governar o mundo. Afinal, tudo é
cíclico. A humanidade não é descendente dos gigantes, mas apenas uma raça
degenerada que surge no período da "Lua Alta”. Mas, como esta é, afinal,
uma teoria nazi, algumas raças são mais degeneradas que as outras. A raça
ariana é a única que está apta a acelerar o ciclo cósmico e preparar o mundo
para a volta dos deuses. É mais que um dever religioso ou político - é uma
missão cósmica. Não foi por acaso que as idéias maluquetes de Horbiger fizeram
tanto sucesso no país de Nietzsche.
HELICÓPTEROS PRETOS
Na literatura
conspiratória-paranóica, os helicópteros pretos são geralmente avistados depois
da aparição de OVNI’s ou de carcaças de animais mutilados. As aeronaves não têm
identificação e voam em altitudes perigosas, inseguras e ilegais. Ufonóides alegam
que os helicópteros carregam HOMENS DE PRETO ou agentes do MAJESTlC 12, a organização
secreta que monitora a atividade dos alienígenas GREYS no planeta. Relatos
ufológicos reportam tripulantes de aparência oriental e uniformes pretinhos
básicos, seguindo a ultima moda conspiratória.
Embora os helicópteros façam
parte da ufo-mitologia desde os anos 1970, eles se adequaram aos novos tempos de
paranóia galopante. Antigamente, as naves eram vistas voando solitárias à
noite. Atualmente, são reportadas frotas de helicópteros pretos sobrevoando
áreas habitadas em plena luz do dia.
Militantes da extrema direita
americana costumam associar os helicópteros à implantação da NOVA ORDEM MUNDIAL.
Segundo essa teoria, as naves seriam parte de um exército secreto da ONU (que,
por sua vez, nada mais é que uma fachada da ILLUMINATI ou da MAÇONARIA, dependendo
de qual conspiração você acredita) que age impunemente em todos os países do
mundo.
HELTER SKELTER
Em inglês, helter skelter é
"tobogã", mas também pode ser traduzido como "bagunça" ou
“confusão”. Para o serial killer
Charles Manson, no entanto, a expressão heiter skelter na canção homônima dos
Beatles no Álbum Branco era uma
senha para o embate final entre negros e brancos nos Estados Unidos. Manson
afirmava ser Jesus Cristo reencarnado e comandava uma seita hippie conhecida
como A Família, na Califórnia dos anos 60. Entusiasmados com o chamado
apocalíptico dos Fab Four, seus adeptos atacaram a mansão do cineasta Roman
Polanski em agosto de 1969 e chacinaram cinco pessoas, incluindo a mulher do
diretor, Sharon Tate, que estava grávida de oito meses. Dois dias depois,
Manson e sua turma invadiram a casa do casal Leno e Rosemary La Bianca e
mataram os dois em outro banho de sangue.

Heiter
Skelter
Charles Manson é visto,
geralmente, como apenas um maluco que personifica o lado mais negro da
contracultura. Os conspirólogos, é claro, o vêem de outra maneira. Num livro
chamado The Ultimate Evil: An Investigation
of América Most Dangerous Satanic Cult (Barnes et Noble, 1999) o
escritor Maury Therry sugere que crimes cometidos por assassinos seriais são,
na verdade, rituais satânicos orientados por uma misteriosa organização conhecida
como O PROCESSO.
Outros pesquisadores obcecados
afirmam que a CIA incentivou a criação de cultos hippies nos anos 60 como parte
do projeto MK ULTRA, além de patrocinar a fabricação e a distribuição de LSD.
Eles insinuam que A família
pode ter sido uma seita
manipulada pela CIA que em algum momento fugiu ao controle.
Os Beatles por sua vez, não têm
nada a ver com os crimes de Manson e não podem ser responsabilizados pelo efeito
da sua música na cabeça de um louco de pedra, certo? Certo. Mas lembre-se que o
satanista ALEISTER CROWLEY aparece na capa de Sgt Pepper's Lonely Hearts CIub Band. Além disso, existem
inúmeras evidências de que PAUL
McCARTNEY MORREU EM 1966 e foi substituído por um sósia sem talento - uma
farsa que certamente contou com a participação (ou pelo menos com o silêncio)
dos remanescentes da banda. E, você sabe, quem participa de uma conspiração,
participa de outra.
HÍBRIDO HUMANO-ALIENÍGENA
David M. Jacobs é professor de
história na Temple University da Filadélfia, nos Estados Unidos. Mas essa é
apenas a sua identidade secreta. Ele, na verdade, é um ufonóide (ufólogo
paranóide) que investiga o fenômeno da ABDUÇÃO ALIENÍGENA por meio da hipnose
regressiva. No seu livro A Ameaça - Relatório Secreto: Objetivos e Planos dos Alienígenas (Rosa dos Tempos, 2002), Jacobs transcreve
depoimentos de várias vítimas de abdução (a maioria, mulheres) e desvenda
sozinho o plano secreto dos GREYS.
A maioria dos seqüestros
envolve abuso sexual. Em alguns casos, diz o autor, os ET’s chegam a implantar
embriões nas abduzidas. Uma certa Allison Reed afirma, sob hipnose, que os
greys foram manipulados geneticamente por alienígenas superiores, semelhantes a
insetos. A experiência deixou os cinzentos estéreis e sua única esperança de
sobrevivência é a criação do Homo Alienus,
o famigerado híbrido humano-alienígena.
Cruzamentos sucessivos de
aliens com terráqueas já teriam produzido uma geração híbrida praticamente idêntica aos humanos, mas com poderes
telepáticos herdados dos ET’s. O próximo
passo dos greys é infiltrar os híbridos entre nós e dominar o planeta.
Quando a Terra estiver controlada, os alienígenas-insetos aparecerão para
comandar o Planeta. Os humanos autênticos serão exterminados.
O próprio Jacobs admite, num
raro momento de lucidez, que sua tese
parece roteiro de filme B. É verdade. Tanto que o humano-alienígena tem papel
de destaque na mitologia da série ARQUIVO X. Mas talvez o seriado tenha sido
criado (por híbridos, claro) justamente para maquiar o perigo real que ameaça a humanidade.
HOLLANDA
Cognome usado pelo então capitão
da FAB (Força Aérea Brasileira) Uyrangê Bolivar Soares Nogueira de Hollanda Lima
durante a OPERAÇÃO PRATO que investigou o fenômeno conhecido como CHUPA-CHUPA
no interior do Pará em 1977. Vinte anos depois, em outubro de 1997, Hollanda,
que já estava na reserva com a patente de coronel, concedeu uma longa
entrevista à revista UFO e
contou tudo o que vira e ouvira durante aquela investigação. A princípio
cético, Hollanda acabou se convencendo de que o fenômeno era mesmo real. Na
entrevista, ele diz que avistou e fotografou dezenas de objetos de formato
cilíndrico na região e chegou a classificar nove tipos diferentes de OVNI’s,
incluindo sondas e naves-mãe. Hollanda também conta que, mesmo depois de ter
encerrado a investigação, presenciou estranhos fenômenos paranormais na sua
própria casa: louças que voavam, livros que caíam sozinhos da estante e até uma
tentativa de ABDUÇÃO ALIENÍGENA no seu próprio quarto.
Um mês depois de ter dado a
entrevista, o coronel Hollanda se enforcou na cidade de Cabo Frio, Rio de Janeiro,
onde vivia. Na época, circularam boatos pela Internet de que o militar teria
“sido suicidado”, pois suas revelações colocavam em risco a segurança nacional.
A revista UFO, no entanto,
desmentiu esses rumores na sua edição de janeiro de 2001. O coronel sofria de
depressão e já tentara o suicídio outras vezes. Naturalmente, é possível que a
depressão resultasse de seu contato com naves alienígenas, mas isso é pura especulação.
O HOLOCAUSTO NÃO ACONTECEU
Os seis milhões de judeus
assassinados nos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra
Mundial são uma miragem, uma farsa, só efeito especial e nada mais. Isso é o
que acreditam vários “revisionistas do
Holocausto” como Ernst Zündel e Arthur R. Butz, ambos neonazi fervorosos.
Os revisionistas afirmam,
basicamente, que a montanha de corpos encontrada pelos aliados nos campos de
Auschwitz, Treblinka, Dachau e Belsen era
de vítimas da fome e da epidemia de tifo que assolou o Reich no final da guerra. Eles também juram
que esses lugares não eram
campos de extermínio, mas prisões. E que, além de judeus eventuais (bem
eventuais), os campos abrigavam políticos dissidentes, prisioneiros de guerra,
homossexuais e criminosos comuns. Os nazistas não queriam matar ninguém,
garantem os revisionistas. Queriam só manter os adversários quietinhos na
prisão. Mas com o colapso do governo
nacional-socialista, os presos
acabaram ficando sem cuidados médicos e morreram. Foi só isso, eles dizem.
Esses revisionistas também
insistem que as câmaras de gás coletivas nunca existiram e que a “solução
final' não era um programa de extermínio, mas apenas um programa de deportação.
O número de judeus mortos, portanto, jamais chegaria a seis milhões. Arthur R.
Butz chuta, nos seus artigos disponíveis na Internet, que menos um milhão de judeus
morreram na Alemanha - todos vítimas de tifo, lembre-se. O mito do holocausto
teria sido inventado pela conspiração sionista internacional apenas para
justificar a existência do Estado de Israel.
Ah, sim! E as confissões dos
criminosos nazistas no tribunal de Nuremberg também não valem nada. Os caras,
provavelmente, só estavam tirando um sarro da platéia.
HOMENS
DE PRETO
É igualzinho ao filme, só que
eles são menos engraçados e mais sinistros. A lenda dos MIB (Men in Black) começou
nos anos 1950. Segundo os ufólogos, os Homens de Preto sempre aparecem depois
de um disco voador é avistado para pressionar e ameaçar testemunhas. Eles se
vestem de preto, usam carros pretos e HELICÓPTEROS
PRETOS. Dizem que trabalham para o governo, mas não apresentam nenhuma
identificação. Os MIB seriam a polícia secreta do pacto forjado entre os
americanos e os alienígenas GREYS. Mas, ao que tudo indica, eles atuam no mundo
inteiro. Jacques Bergier, editor da revista francesa Planète, denunciou a presença de MIB nas palestras que promovia
sobre esoterismo e ocultismo. "Penso que esses homens vestidos de negro
são tão antigos como a civilização (...). A meu ver, seu papel é impedir uma
difusão mais rápida e mais compreensível do saber, difusão que conduziu à
destruição de civilizações passadas”, escreve Bergier em Os Livros Malditos (Hemos).
Os MIB também estiveram em
VARGINHA quando aquele famoso ET foi supostamente capturado por militares brasileiros.
O filme MIB - Homens de Preto nada mais é que uma manobra de desinformação, pois
transforma em piada uma realidade aterradora. Assim como o filme ET - O Extraterrestre, de Steven Spielberg (uma visão açucarada dos
nossos conquistadores) e a série de TV ARQUIVO X (que faz da conspiração
alienígena uma peça de ficção). Tudo faz parte de um plano complexo de
dominação mundial. Este livro também, se você pensar bem.
ILLUMINATI
A Ordem dos Iluminados - ou,
simplesmente, lIIuminati foi fundada na Bavária, em 1776, pelo maçom e
ex-jesuíta Adam Weishaupt (1748-1811), que assumiu o cognome de Spartacus. A
sociedade secreta era anti-eclesiástica, se opunha aos Estados monárquicos e
pregava a democracia secular. Seu objetivo era criar uma sociedade iluminista
e banir crendices absurdas que obscureciam a razão. Numa segunda etapa, a ordem
se empenharia na construção de uma NOVA ORDEM MUNDIAL que começaria com a
unificação européia e levaria, no futuro, a um governo planetário.
Banir as crendices absurdas que
obscurecem a razão parece um propósito dos mais nobres. Mas isso, infelizmente,
implicaria na eliminação de todas as teorias conspiratórias que conhecemos e deixaria
o mundo muito mais chato. Seja como for, a Illuminati não foi muito longe. Em
1784, menos de dez anos depois de sua fundação, o governo alemão destruiu a
irmandade.
Oficialmente, pelo menos.
Vários paranóicos afirmam que a
Illuminati nunca foi dissolvida. Ao contrário, a ordem está ativa e
prestes a alcançar seu objetivo. O fato de não percebermos a mão invisível da
organização apenas comprova a sua eficiência. Vários acontecimentos da história
mundial - a revolução francesa em 1789 e a revolução russa em 1917 - teriam
sido articulados pelos iluminados da Bavária. Sem falar, naturalmente. no
assassinato do presidente americano John Kennedy, em 1963. Diversas organizações
aparentemente adversárias - os partidos comunistas, a CIA, a ONU, a Otan, a
MAÇONARIA, o FMI - trabalham secretamente para a IIluminati, com o apoio da
imprensa e de Hollywood, é claro. Toda vez que o dólar sobe, o Banco Central aumenta
os juros e o PIB cai, a culpa é da lIIuminate. Toda vez que colocam uma novela
chata ou um reality show insuportável no ar, a culpa também é da lIIuminati.
Tudo, enfim, é culpa da lIIuminati.

JACQUES
VALLEE
No filme Contatos Imediatos do Terceiro Grau, de
Steven Spielberg, tem um cientista francês chamado CIaude La Combe, interpretado
pelo diretor da Nouvelle Vague François Truffaut. Bem, La Combe é baseado em um
personagem real: Jacques Vallee, astrofísico, folclorista, sociólogo,
projetista de computadores e obcecado por discos voadores.
Francês naturalizado americano,
ele consegue a rara proeza de ser um herege entre os hereges. Suas teorias
causam estranheza até na
comunidade ufológica, que costuma abraçar as teses mais estapafúrdias.
Jacques Vallee acredita que os
discos voadores são um fenômeno psicossocial não muito diferente das outras
mitologias humanas. Nisso ele concorda com as teses de Carl Gustav Jung (veja
JUNG E OS DISCOS VOADORES), que afirma que os OVNI’s são uma manifestação do
inconsciente coletivo. Mas as semelhanças param aí. Vallee vai do ceticismo
militante à paranóia delirante em segundos.
Especula, por exemplo, que OVNI’s sejam um “mecanismo de controle” para
manipular a humanidade.
Outros fenômenos bizarros e aparentemente
distintos (milagres, aparições da Virgem, visões de seres estranhos) seriam ações do mesmo “mecanismo”. Vallee
suspeita que dividimos o planeta com uma raça superior que se mantém oculta e vigia
de perto a nossa evolução espiritual. É como se alguém tivesse acesso ao
inconsciente coletivo (Vallee prefere o termo “Database Cósmica”) e resolvesse produzir crenças sob
encomenda. Mas nem por isso ele duvida da existência física dos discos
voadores. Au contraire, O
fenômeno é real e, segundo Vallee, envolve campos magnéticos e pulsos de
microondas. Esta combinação afetaria o cérebro humano, provocando alucinações.
Vallee acha que a ABDUÇÃO ALIENÍGENA nada mais é do que uma alucinação
induzida. O conspirólogo, no entanto, tem o cuidado de nunca afirmar nada. Ele
apenas fornece as pistas e, espertamente, deixa as conclusões para o leitor.
Ou, nas palavras do próprio Jacques Vallee, “o importante não é oferecer
respostas, é fazer as perguntas certas”.
JACK, O ESTRIPADOR
Primeiro serial killer pop da história, Jack,
o Estripador, é contemporâneo da pulp
fiction (Sherlock Holmes, Jekyll
e Hyde, A Guerra dos Mundos) e da
imprensa sensacionalista, que cobriu minuciosamente seus crimes. Cinco
prostitutas de Whitechapel, bairro miserável de Londres, foram selvagemente
estripadas por Jack entre agosto e novembro de 1888. O assassino nunca foi capturado,
o que inspirou teorias conspiratórias completamente malucas. A mais popular,
defendida pelo escritor Stephen Knight em Jack the Ripper: The
Final Solution (Grafton Books, 1977), serviu de base para a ambiciosa
graphic novel Do Inferno (Via
lettera, 2002), de AIan Moore e Eddie Campbell, e para o filme de mesmo nome.
A tese é a seguinte; Jack, o
Estripador, era Sir William Gull, médico da família real inglesa, que teria cometido os crimes a pedido da
própria rainha Vitória. A confusão teria começado com o príncipe AIbert Victor,
duque de Clarence, neto da rainha e segundo
na linha sucessória. O príncipe supostamente se casara secretamente com uma
certa Annie Crook, balconista de confeitaria, com quem tivera uma filha. A
mulher, além de plebéia e
pobre, era católica. Cinco amigas de Annie, todas prostitutas, conheciam a
história e resolveram
chantagear a coroa. Para eliminar o problema, a rainha convocou Sir William
Gull, homem de sua extrema confiança (ele
havia cuidado com discrição da sífilis do príncipe). Gull era maçom e
contou com o silêncio e a cumplicidade da ordem para encobrir seus atos. O
médico, entretanto, traiu a irmandade ao realizar os assassinatos de forma ritualística
que remetem aos mistérios maçônicos. Uma das vitimas teve a barriga aberta, os
intestinos puxados para fora e jogados sobre o ombro direito. Outra teve o
coração arrancado e queimado numa lareira. As mutilações seriam uma referência
ao castigo imposto a Jubela, Jubelo e Jubelum, os três assassinos de Hiram Abiff, lendário arquiteto do templo de
Salomão e fundador da MAÇONARIA. Gull, sugere Stephen Knight, acreditava que as
amigas de Annie mereciam a mesma punição, pois eram traidoras da Coroa.
Essa tese é reforçada pela misteriosa
inscrição encontrada numa parede da rua Goulston, também em Whitechapel, ao
lado do pedaço ensangüentado do vestido de uma das vitimas de Jack: “Os juwes
são os homens que não serão culpados de nada”. O grafite foi apagado
rapidamente por ordem do comissário de polícia Sir Charles Warren, que era
maçom. Warren argumentou que a frase associava os judeus (“jews", em
inglês) aos crimes, e que isso poderia provocar tumulto no bairro, onde viviam
muitos imigrantes. Stephen Knight afirma que a expressão "juwes" é usada
em textos maçônicos para se referir coletivamente aos irmãos da ordem. William
Gull teria feito a inscrição para reafirmar sua missão e inocentar os
companheiros. Warren a teria apagado para encobrir a ligação entre o assassino
e a ordem.
Mas a tese de Stephen Knight
não é levada muito a sério fora dos círculos conspirólogos. Os maçons dizem que
a expressão "juwes" não existe e é pura invenção do escritor. Além
disso, juram que William Gull jamais pertenceu à ordem. A idéia do assassinato
ritualístico também despenca fácil: um dos castigos impostos aos traidores de
Hiram Abiff foi a amputação da língua, mutilação que não aconteceu em nenhuma
das vítimas do estripador.
John Douglas e Mark Olshaker,
autores de Mentes Criminosas e Crimes Assustadores (Ediouro, 2002),
concluem que o serial killer não era um criminoso
meticuloso, mas desorganizado e
apressado. Eles ridicularizam as
especulações de Knight e
atribuem os crimes a um imigrante polonês
pobre e louco que vivia em Whitechapel na mesma época. Segundo eles, a
inscrição que fala dos "juwes" não tem nada a ver com o caso e provavelmente é apenas um grafite racista e iletrado que se refere aos
“judeus/jews" que viviam
na região.
A hipótese mais recente sobre a
identidade de Jack foi formulada
pela escritora americana Patrícia Cornwell no livro Portroit of a Killer: Jack the Ripper - Case Closed (Putnan Pub Group, 2002). Ela afirma que o assassino
era o pintor Walter Sickert, famoso por suas telas góticas.
Ah, sem conspiração não tem
graça.
JAH-BUL-ON
Em Do Inferno (\lia Lettera, 2002), graphic novel do escritor Alan Moore, Jah-Bul-On é apresentado como o verdadeiro nome
do Grande Arquiteto do Universo
cultuado na MAÇONARIA. Jah-Bul-On é um ser tríptico composto pelo deuses Javé,
dos judeus, Osíris, dos egípcios,
e Baal, dos cananeus. No
apêndice bibliográfico da obra, Moore aponta como fonte o livro The Brotherwood (Grafton Books,1989),de
Stephen Knight, o mesmo que atribui os assassinatos de JACK, O ESTRIPADOR a uma
conspiração maçônica. Os maçom argumentam que Knight é um inimigo declarado da
irmandade (o que é verdade) e que Jah-Bul-On é uma invenção do escritor (o que
é bem razoável). Mas, convenhamos, se você cultuasse uma divindade tão bizarra,
você admitiria?
JEAN COCTEAU E A SOCIEDADE SECRETA
No livro O Santo Graal e a Linhagem Sagrada (Nova Fronteira), o
francês Jean Cocteau (1891-1963) é apontado como o 23º. grão-mestre da
sociedade secreta PRIORATO DE SIÃO, que conspira para restaurar a monarquia
merovíngia na França. O nome dele é citado nos manuscritos Dossier Secrets, depositados na
Biblioteca Nacional de Paris e encontrados pelos autores do livro. A assinatura
de Cocteau - de autenticidade confirmada por grafólogos - também aparece num
suposto documento interno do Priorato achado na mesma biblioteca. Mas apesar
dessas evidências, ele parece um peixe fora d'água no mar turvo das conspirações.
Jean Cocteau foi multimídia
antes de a expressão ser inventada. Poeta, pintor, dramaturgo, romancista,
ensaísta e cineasta, participou dos movimentos cubista e surrealista. Foi amigo
de Edith Piaf, Pablo Picasso, Erik Satie, Claude Debussy, Marcel Proust e André
Malraux. Boêmio e bon vivant, teve
casos homossexuais que escandalizaram a França. Com toda essa joie de vivre, fica difícil imaginar que
ele perderia tempo numa subversão monarquista. A não ser que todas as teorias
conspiratórias que envolvem a DINASTIA MEROVÍNGIA e a descendência de Jesus
Cristo e MARIA MADALENA não passem de uma practical joke gigantesca. E que Jean Cocteau, dono de notório
senso de humor, seja um dos articuladores da piada.
Os próprios autores de O Santo Graal e a Linhagem Sagrada suspeitam, em determinado momento, que são vítimas
de uma brincadeira de mau gosto: "Algumas vezes nós quase desprezamos todo
o assunto como uma brincadeira
elaborada, uma piada de proporções extravagantes. Se este fosse o caso,
todavia, tratar-se-ia de uma piada que algumas pessoas pareciam estar
sustentando por séculos - e se alguém investe tanto tempo, energia e recursos
em uma piada, pode ela ser chamada piada, afinal?"
Claro que sim. ParanóIcos não
têm nenhum senso de humor. Por que alguém dedicaria tanto tempo, energia e
recursos a uma piada tão extravagante? Porque e engraçado. Só por isso.
JIM JONES
Assim como LEE HARVEY OSWALD, o
reverendo Jim Jones parecia sofrer de esquizofrenia ideológica: foi maxista,
anticomunista, líder religioso e (supostamente) agente da KGB e da CIA. Tudo ao mesmo tempo. Jones
nasceu em 1931 em Lynn, Indiana. Seu pai era líder da Ku Klux Klan e sua mãe,
uma índia cherokee. Logo cedo o rapaz se interessou pela palavra do Senhor, e
em 1963, aos 32 anos, já tinha sua própria religião, o Templo do Povo. Foi mais
ou menos nessa época que Jim Jones começou a afirmar que era a reencarnação de
Jesus Cristo e Vladimir Lênin. Juntos. AIém disso, passou a ter visões
apocalípticas. Para manter seus seguidores seguros no Armagedon que se
aproximava, ele saiu perambulando pela América do Sul em busca de um lugar para
estabelecer a seita. Morou em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro e, finalmente.
optou por comprar um terreninho na Guiana, onde montou a comunidade de Jonestown.
O Lênin reencarnado acreditava
que uma das funções da igreja era barrar o comunismo ateu na região. Mas um
certo Phil Kern, ex-seguidor do reverendo, afirma no livro People's Temple, People's Tomb (Logos International,
1979) que Jones era marxista e trabalhava para a KGB. Se a história terminasse
aí, já seria confusa o suficiente. Mas tem muito mais. Em 1978, mais de mil pessoas
(a maioria, negros norte-americanos) viviam em Jonestown. Denuncias de maus tratos
começaram a pipocar na imprensa: os discípulos do reverendo eram mantidos em
regime semi-escravo por guardas armados. Pressionado pela opinião pública, o
deputado democrata Leo Ryan voou para a Guiana com quatro repórteres para
investigar Jim Jones. Na visita a Jonestown, a comitiva de Ryan foi acompanhada
por Richard Dwyer, um representante da embaixada americana. O que o deputado
descobriu, ninguém sabe. Quando ia pegar o avião de volta, ele e os repórteres
foram mortos a tiros por seguidores do reverendo. Diz a lenda que os assassinos
pareciam “zumbis remotamente controlados”. Richard Dwyer escapou ileso do
tiroteio, ninguém sabe como. Enquanto isso, no templo, Jim Jones pregava que o
apocalipse estava próximo e obrigava os seguidores a beberem Q-suco envenenado
com cianeto de potássio. Quem se recusava era assassinado a tiros. 913 pessoas morreram,
incluindo o próprio Jones, com uma bala no ouvido.
Conspirólogos afirmam que
Jonestown era um experimento de CONTROLE MENTAL mantido pela CIA, já que o MK
ULTRA tinha sido proibido pelo Congresso, em 1973, de atuar em território americano.
Grande quantidade de drogas psicotrópicas, as mesmas usadas no MK Ultra, foram
encontradas no local. Tem mais. Richard Dwyer, o homem que sobreviveu ao
tiroteio que vitimou o deputado Ryan, era agente da CIA. Pode ser apenas uma
coincidência, é claro. Mas também pode ser que ele estivesse lá para vigiar o
político. Ou Jones. Ou ambos.
Outro fato misterioso: entre os
objetos do reverendo foram encontrados vários documentos confidenciais do FBI
que ninguém sabe como chegaram lá.
Mais um fato misterioso: os
corpos das vitimas foram embarcados para o Estados Unidos e imediatamente
cremados, mesmo sob protesto dos parentes.
O mais intrigante é que o
reverendo Jim Jones tinha várias tatuagens. Mas o cadáver dele encontrado em
Jonestown não tinha nenhuma.
JIM MORRISON
O líder dos Doors, Jim
Morrison, morreu em 3 de julho de 1971, em Paris. Mas:
1. Três dias antes da
"morte”, Morrison visitou o próprio túmulo, que ele havia comprado alguns
meses antes, no cemitério Père Lachaise.
2. Ninguém viu o corpo. Quando
Bill Siddons. empresário do grupo, chegou ao apartamento de Morrison, o caixão
já estava lacrado.
3. Pamela Courson, viúva do
roqueiro, mostrou uma certidão de óbito assinada por um médico desconhecido.
Ela disse que estava muito transtornada para perguntar o nome do médico que, apesar
da notoriedade do defunto, preferiu ficar no anonimato. Até hoje.
4. A causa da suposta morte foi
ataque cardíaco, mas a polícia não fez autópsia no corpo, prática incomum na
França.
5. Quando o bateirista do
grupo, John Densmore, visitou o túmulo do colega, não conteve a surpresa:
"Mas é pequeno demais”!
6. Testemunhas afirmam que
viram Jim Morrison andando tranqüilamente por Paris. Dois anos depois da sua
morte. E um certo James Douglas Morrison abriu uma conta no Bank of América, de
São Francisco, de onde transferiu grandes somas para a Dinamarca.

Mas por que Jim Morrison teria
forjado a própria morte? Simples. O Rei Lagarto se sentia velho demais para O
rock'n'roIl, mas novo demais para morrer. Embora fosse um popstar milionário
que comia toda a mulherada, ele no fundo, queria ser um escritor pobre que não
come ninguém. Preferiu se fingir de morto e tentar a carreira literária numa
outra encarnação. Conspirólogos mais doidões dizem que Morrison é o escritor THOMAS
PYNCHON, autor de Vineland, O ArcoÍris da Gravidade e O Leilão do Lote 49. Pynchon não se
deixa fotografar nem dá entrevistas. É a prova que faltava.
JOÃO
PAULO I
Albino Luciani foi eleito papa
em 26 de agosto de 1978. Para homenagear seus antecessores, João XXIII e Paulo
VI, adotou o nome de João Paulo I. Trinta e três dias depois, o pontífice foi
encontrado morto no seu quarto, vítima de um infarto no miocárdio. Ele tinha 66
anos.
Os rumores de que o papa havia
sido assassinado começaram a circular já no dia seguinte. O primeiro boato era
de uma ingenuidade gritante: Luciani queria vender o “ouro do Vaticano” para
acabar com a fome do mundo e, por isso, acabara envenenado por cardeais
conservadores. A tese era idiota demais para convencer qualquer um que não
tivesse queimado completamente os neurônios. Então uma outra teoria
conspiratória começou a tomar forma - e essa fazia mais sentido. João Paulo I
teria descoberto que o Banco do Vaticano, presidido pelo arcebispo Paul
Marcinkus, estava envolvido num esquema de corrupção com o Banco Ambrosiano de
Milão, a Máfia e a loja maçônica P-2. Disposto a acabar com a roubalheira, o
papa decidiu exonerar Marcinkus e expor o esquema. Os conspiradores, porém,
foram mais rápidos: assassinaram João Paulo I com uma injeção letal.
Alguns fatos ajudam a alicerçar
essa teoria:
. Em 1982, quatro anos depois
da morte do papa, Roberto Calvi, presidente do Banco Ambrosiano e suposto
membro dos CAVALEIROS DE MALTA, foi acusado de lavar dinheiro para a Máfia, junto
com o Banco do Vaticano presidido pelo arcebispo Marcinkus. Calvi desapareceu
e, alguns dias depois, foi encontrado enforcado debaixo de uma ponte em Londres.
No mesmo dia, a secretária dele, Graziella Corrocher, resolveu se jogar pela
janela do banco em Milão.
. Parte do lucro obtido com a
lavagem de dinheiro era usado para financiar a loja maçônica P2 - ou
Propaganda Due - que, por sua vez, dava sustentação a grupos terroristas de
extrema direita na Itália.
. No dia seguinte à morte de
João Paulo I, a agência Ansa noticiou que os embalsamadores Ernesto e Renato Signoracci
foram acordados às cinco da manhã e levados às pressas ao Vaticano para cuidar
do corpo. O problema é que o corpo do papa só foi encontrado às 5h30.
Esta teoria conspiratória
envolvendo arcebispos, mafiosos e maçons aparece no livro Em Nome de Deus (Record,1984), de David Yallop, e no roman-à-clef La Soutane Rouge (Gallimard,1983), de
Roger Peyrefitte. Mario Puzo e Francis Coppola também se inspiraram nessa
história para o roteiro de O Poderoso Chefão
III.
A tese de que o João Paulo I
foi assassinado pelos próprios cardeais pode não convencer o leitor de fé. Mas
a prática não é incomum na história do catolicismo. Pelo menos 11 pontífices foram comprovadamente
envenenados. A maioria, pelos próprios cardeais.
JOHN WHITESIDE PARSONS
No lado escuro da lua existe uma
cratera chamada Parsons, batizada em homenagem ao cientista John Whiteside
Parsons (1914-1952), um pioneiro da propulsão de foguetes. Nos anos 1930, ele
já era um dos mais inspirados pesquisadores do Califórnia Institute of Technology.
Mais tarde, comandaria os Jet Propulsion
laboratories, responsáveis pelo desenvolvimento do combustível dos foguetes da
Nasa. Werner von Braun afirmou certa vez que Parsons - e não ele - era o
verdadeiro pai do programa espacial americano.
O curioso é que, assim como a
Lua que ajudou a conquistar, o cientista também tinha um lado imerso nas trevas.
Enquanto o Parsons do Bem pesquisava foguetes, o Parsons do Mal praticava magia
negra. Ele era um membro atuante da filial californiana da O.T.O. (Ordo Templis
Orientis), sociedade secreta fundada por ALEISTER CROWLEY, a famosa Besta do
Apocalipse.
Parsons sempre teve interesse
pelo ocultismo. Nas suas memórias ele conta que, aos 13 anos, invocou o próprio
Satã - um feito e tanto para um adolescente espinhento e cheio de testosterona.
O cientista foi iniciado na
O.T.O. em 1938 e assumiu o comando da organização algum tempo depois. Em
janeiro de 1946, ele foi para o deserto de Mojave com o escritor L. Hubbard
(futuro fundador da Cientologia) e realizou uma série de rituais conhecidos nos
círculos ocultistas como OPERAÇÃO BABALON. Ninguém sabe exatamente o que
aconteceu, mas alguns conspirólogos doidões suspeitam que Parsons e Hubbard
tenham aberto um portal dimensional para uma realidade paralela. Os trabalhos
da Operação Babalon foram encerrados em 1947, um ano marcado por uma série de
fenômenos bizarros, incluindo a suposta queda de um disco voador em ROSWELL
John Whiteside Parsons morreu
numa explosão em 1952, ao pesquisar um novo tipo de explosivo. Mas até sua
morte é cercada de controvérsia. Ocultistas garantem que ele tentava criar um
ser elemental, ou "homunculus”, mas a experiência deu errado e ele pagou
com a vida.
JUNG E
OS DISCOS VOADORES
Em 1958, impressionado com a
quantidade de relatos sobre avistamentos de discos voadores, o psicólogo Carl
Gustav Jung (1875-1961) resolveu se debruçar sobre o assunto. Escreveu uma
pequena brochura. Um Mito Moderno Sobre Coisas
Vistas na Céu, na qual relaciona os OVNI’s ao conceito do inconsciente
coletivo, criado por ele. O Inconsciente Coletivo é uma espécie de "matriz
mental" que contém a memória acumulada pelo homem na sua evolução. Isso
explicaria porque os mesmos mitos e figuras arquetípicas se repetem em culturas
completamente diferentes.
Jung concluiu que os discos
voadores eram um fenômeno psicossocial. Para ele, os avistamentos eram uma
reação à Era Nuclear. PeIa primeira vez na sua história, a humanidade corria o
risco de extinção. E o homem, cada vez mais descrente dos deuses tradicionais,
inventou um novo ser supremo, mais apropriado a uma época tecnológica. Veja o
que Jung diz: “Na atual situação de ameaça do mundo (...), a fantasia produtora de projeções amplia seu
espaço para além do âmbito das organizações e potências terrestres, para o céu,
isto é, para o espaço cósmico dos astros, onde outrora os senhores do destino,
os deuses, tinham sua sede nos planetas”.
O psicólogo observa também que
o formato redondo dos discos é tradicionalmente associado à divindade (o sol, a
mandala, o círculo mágico, o olho que tudo vê).
Mas os discos voadores não eram
só uma alucinação coletiva. Jung acreditava que o inconsciente tem o poder de
projetar objetos no mundo físico. Materializar obsessões. Os OVNI’s seriam,
portanto, a maior conspiração de todos os tempos: nosso inconsciente tramando
contra nós mesmos.
KENNEDY-LINCOLN
As coincidências que ligam John
Kennedy a Abraham Lincoln são de entortar a cabeça. Sincronicidade ou prova de
uma conspiração centenária? Tire suas conclusões.
1. Ambos tinham sobrenome de sete letras.
2. Lincoln foi eleito em 1860. Kennedy, em 1960.
3. Lincoln tinha uma secretária
chamada Kennedy. Kennedy tinha uma secretária chamada Lincoln.
4. Lincoln foi assassinado no
Teatro Ford. Kennedy foi assassinado numa
limusine Lincoln, fabricada pela Ford.
5. Os dois supostos assassinos
tinham nomes de 15 letras (John Wilkes Booth, Lee Harvey Oswald).
6. Booth nasceu tem 1839,
Oswald em 1939.
7. O sucessor de Lincoln foi
Andrew Johnson, que nasceu em 1808. O sucessor de Kennedy foi Lyndon Johnson,
que nasceu em 1908.
KURT
COBAlN
O vocalista da banda grunge
Nirvana partiu para o Lollapalooza Eterno em 5 de abril de 1994. Ele tomou
vários Valium, injetou em si mesmo uma dose letal de heroína e, não satisfeito,
enfiou um revólver na boca e colou os miolos no teto. O corpo foi encontrado
dois dias depois.
Kurt Cobain tinha 27 anos. Era
depressivo, paranóico, dependente químico e colecionador de armas. Um mês antes
da morte, Cobain tinha tentado o suicídio com 50 aspirinas e uma garrafa de
champanhe.
Mas os fãs não se conformam que
o ídolo tenha decidido abandoná-los e jogam a culpa na mulher dele, Courtney Love,
vocalista e guitarrista da banda Hole, que teria conspirado para assassiná-lo.
As supostas evidências da trama são as seguintes:
1. A dose de heroína injetada -
1,25 mg - é três vezes maior do que qualquer um suportaria. Além disso, Cobain
havia tomado Valium. Os fãs alegam que, com essa quantidade de droga na cabeça,
ele cairia duro e não conseguiria puxar o gatilho.
2. A arma e os cartuchos não
teriam nenhuma impressão digital. Assim como o bilhete de suicídio e a caneta
que Cobain usou para escrevê-lo. Mortos não apagam impressões digitais.
Geralmente.
3. O médico-Iegista Nikolas
Hartshorne, que examinou o corpo, seria amigo de juventude de Courtney.
4. O cartão de crédito de Kurt
Cobain teria sido usado duas vezes depois da morte dele.
5. O roqueiro estaria se
divorciando de Courtney e pretendia deixá-la na pior.
Esses cinco pontos (e diversos
outros) foram apontados pelo detetive particular Tom Grant, que fez fama em
cima do caso ao transformar Courtney numa espécie de Yoko Ono das Trevas. Outra
figura que botou lenha na fogueira conspiratória foi o obscuro cantor da banda
Mentor, Eldon Hoke, mais conhecido como EI Duce. Logo depois da morte de
Cobain, ele saiu dizendo que recebera 50 mil dólares de Courtney para matar o popstar. Oito dias depois de fazer essa
declaração, Hoke foi atropelado por um trem. No mundo das conspirações, isso só
pode significar uma coisa: ele foi empurrado na frente da locomotiva por
Courtney ou um capanga dela.
Caso você acredite que Cobain
foi mesmo vitima de uma conspiração, siga a orientação dos órfãos do Nirvana e
nunca mais compre discos da Courtney Love. Nem nada do Billy Corgan, já que o
cara produziu o álbum Celebrity Skin, do
Hole. If you don't care, nevermind.
LEE HARVEY OSWALD
Ninguém acredita que Lee Harvey
Oswald, um ex-fuzileiro ideologicamente confuso (ex-comunista,
ex-anticastrista, ex-informante do FBI) tenha matado o presidente John Kennedy
em 1963. Mas todo mundo acredita numa mega-conspiração que envolve a KGB, a
CIA, Fidel Castro, anticastristas, a Illuminatti, a Maçonaria, Richard Nixon e
o complexo industrial militar. Ou seja, mais da metade dos Estados Unidos. No
entanto, alguns fatos que envolvem Lee Harvey Oswald são realmente
surpreendentes. Veja só:
1. Alguns dias antes do assassinato,
Oswald foi à loja de carros usados do vendedor Albert Guy Bogard, em Dallas.
Saiu dirigindo feito um doido e afirmou que iria matar o presidente americano.
Oswald não sabia dirigir.
2. Poucos meses antes, Oswald
foi a uma reunião de castristas em Miami, pediu a palavra e disse: “Vocês não
têm culhões. Vou matar o presidente!” Nesta mesma data, garante o FBI, Oswald
estava no México tentando conseguir um visto e se mudar para Cuba.
3. Outro Oswald foi visto num
estande de tiros, em Dallas, poucos dias antes do crime. Mais uma vez o cara
disse que ia matar o presidente, mas ninguém deu muita atenção. Talvez porque,
segundo os investigadores, Oswald estivesse em casa neste mesmo dia e horário.
Ou Lee Harvey Oswald foi
clonado ou estavam tentando armar pra cima dele. Ou muita gente estava a fim de
15 minutos de fama e enxergou Oswald em tudo quanto era canto.
MAÇONARIA
A maçonaria se define como uma
irmandade aberta aos homens de todas as raças, credos e classes sociais,
dispostos a combater o obscurantismo e a lutar pelo progresso e pela justiça. O
lema da organização – “liberdade, igualdade e fraternidade” – é o mesmo adotado
pelos revolucionários que guilhotinaram a monarquia francesa em 1789. As lendas
maçônicas afirmam que a irmandade se originou durante a construção do Templo de
Salomão. O rei de Israel teria buscado em Tiro o mestre-de-obras Hiram Abiff,
que fez o prédio sem o uso de martelos, pois todos os blocos se encaixavam
perfeitamente.
Depois de concluir a obra,
Hiram Abiff foi pressionado por três adversários, Jubelo, Jubela e Jubelum a
revelar seu segredo. Como se recusou, o mestre foi assassinado. Albert Pike,
líder da maçonaria americana de 1859 a 1891, afirma que os três golpes que
mataram Hiram Abiff representam a morte espiritual da humanidade. O golpe na
cabeça simboliza a destruição do livre pensamento. O golpe na garganta é o
sufocamento da liberdade de expressão. E, finalmente, o golpe no coração mata a
irmandade entre os homens.
A primeira loja maçônica nos
moldes atuais foi fundada em 1717 em Londres. “Masson” é pedreiro em inglês.
Tudo indica que a sociedade se originou das confrarias de pedreiros e
arquitetos da Idade Média. Os maçons também se dizem herdeiros dos cavaleiros
TEMPLÁRIOS e a reivindicação pode ter a mesma origem. Os templários financiaram
a construção de muitas catedrais, que eram, naturalmente, comandadas pelas
associações de pedreiros.
Os inimigos da irmandade a
acusam de várias atrocidades. A principal delas é a de conspirar para a criação
de uma NOVA ORDEM MUNDIAL que possibilitaria a reconstrução do Templo de
Salomão.
Algumas profecias afirmam que a
reconstrução do templo é um dos fatores que provocarão o Armagedon. Pode-se
concluir, portanto, que o objetivo final da maçonaria é apressar o fim do
mundo.
MAJESTlC 12
Na mitologia ufológica - ou
pesquisa ufológica, dependendo do seu índice de credulidade - o Majestic 12 (MJ
12) é o “governo invisível” que forjou um pacto sinistro com os alienígenas
GREYS. O grupo teria sido formado pelo presidente americano Harry Truman logo
depois da queda de um disco voador em ROSWELL, Novo México, em 1947. O MJ 12
era formado por 12 oficiais militares graduados subordinados ao general George
C. Marshall, que respondia diretamente ao presidente.
Além de resgatar, mudar e,
principalmente, ocultar as criaturas alienígenas encontradas no acidente de
Roswell, o Majestic 12 também foi encarregado de pesquisar a origem do OVNI.
Nos anos 1950, já na administração de Dwight Eisenhower, o grupo teria
conseguido, não se sabe como, estabelecer relações diplomáticas com
extraterrestres cinzentos de Zeta Retículi, com quem fizeram um acordo: os
alienígenas poderiam empreender pesquisas biológicas no planeta desde que
fornecessem tecnologia bélica ao governo americano. Bases secretas como a ÁREA
51 e o HANGAR 18 foram construídas para abrigar essa cooperativa humano-alienígena.
Com o fim do governo
Eisenhower, diz a lenda, O MJ 12 passou a agir como um organismo independente,
muitas vezes contrário aos interesses do próprio governo americano. Alguns
paranóicos de carteirinha especulam que o presidente John Kennedy, que não
conhecia o pacto humano-alienígena, teria sido assassinado quando descobriu as
atividades sinistras do MJ 12 (a popular conspiração que envolve a KGB, a
Máfia, a CIA, Fidel Castro, anti-castristas, a ILLUMINATI, a MAÇONARIA,
Richard Nixon e o complexo industrial militar seria apenas uma cortina de
fumaça para confundir os investigadores)
Mas a teoria conspiratória mais
sórdida envolvendo o MJ 12 afirma que os alienígenas exigem que o crescimento
populacional da Terra seja mantido sob controle para uma futura invasão. Para
cumprir esse propósito, cientistas humanos desenvolveram, com monitoramento de
ET’s, vírus letais como o HIV e o Ebola.
MARIA MADALENA
Segundo a tradição cristã, Maria
Madalena era uma prostituta que, arrependida, resolveu seguir o Messias. Já o
livro O Santo Graal e a Linhagem Sagrada (Editora Nova
Fronteira, 1982) afirma que Maria Madalena foi a esposa de Jesus Cristo, com
quem teve pelo menos dois filhos. Depois da crucificação do marido, ela e a
prole teriam se refugiado numa comunidade judaica no sul da França.
Os autores de Rex Deux (lmago, 2002) discutem o mesmo
tema, mas adotam a versão de que Madalena chegou à França apenas com uma
criança. Sara. Enquanto o outro filho do casal, Tiago, teria seguido para a
Escócia com José de Arimatéia.
Descendentes de Jesus e
Madalena teriam se misturado à linhagem real dos francos, dando origem à DINASTIA
MEROVÍNGIA. Os conspirólogos também afirmam que várias igrejas européias
supostamente dedicadas à Virgem Maria foram, na realidade, construídas para
honrar Maria Madalena, que teria se sincretizado com a Virgem Negra druida.
Para complicar ainda mais essa bagunça, o escritor francês Gérard De Sède
sugere, em La Race Fabuleuse (Editions
J'ai Lu, 1973), que Maria Madalena era descendente de alienígenas de SÍRIUS.
MATRIX
Philip K. Dick, autor de Blade Runner, é um dos escritores
mais Interessantes da chamada ficção científica softcore (a FC hardcore
centra-se apenas nas ciências exatas, enquanto a softcore também se aventura
nas humanas). Mas em 1974, pirado de tanto tomar LSD (Veja PSICODELIA), Dick resolveu viver dentro de uma obra de ficção científica. O escritor achava que o
império romano nunca tinha acabado. Todos nós fomos submetidos à uma lavagem
cerebral em massa e vivemos num mundo virtual completamente falso. Tudo o que
você pensa que é real - sua casa, seu emprego, este livro – não existe. Ainda
estamos sob o domínio de Roma e quem percebe essa realidade cruel é jogado aos leões. De uma certa forma, Philip K.
Dick antecipou o plot do filme Matrix. E não recebeu nenhum crédito
pela idéia. Sacanagius est!
1947
Para os fãs - e para os crédulos
- das teorias conspiratórias, 1947 tem a mesma força metafísica que o ano de
1955 na série De Volta Para o Futuro (era quando começava toda a
encrenca que Marty Macfly tinha de consertar). Olhe só o que aconteceu em 1947:
. Em 1947, a CIA foi criada,
substituindo a OSS (Office of Strategic Services). Para s: contrapor ao
comunismo soviético, a nova organização absorveu parte da rede de espionagem
montada pela Alemanha nazista na Europa.
. Em 1947 foi descoberto o
Lysergic Acid Diethylamide - LSD, para
os íntimos - que, juram alguns conspirólogos, foi usado pela CIA para manipular
pessoas, alienar opositores e destruir neurônios de críticos indesejáveis.
. Em 1947 morreu ALEISTER
CROWLEY, o fundador da O.T.O. (Ordo Templis Orientis). Auto-intitulado a Besta
do Apocalipse, Crowley afirmava manter contato com SUPERIORES DESCONHECIDOS que
também teriam inspirado Adolf Hitler e seu bando. Veja NAZl-SATANISMO.
. Em 1947, o cientista de
foguetes JOHN WHITESIDE PARSONS e L. Ron Hubbard, futuro fundador da
Cienotologia, teriam finalizado uma série de misteriosos rituais no deserto de
Mojave, EUA. Há quem diga que o objetivo de Parsons era abrir um portal dimensional
para um universo paralelo. Parece que ele conseguiu. Veja OPERAÇÃO BABALON.
. Em 1947, o piloto Kenneth
Arnold afirmou ter visto nove objetos em forma de bumerangue sobrevoando o
Mount Rainier, em Washington, Estados Unidos. Segundo Arnold, os objetos se
moviam em alta velocidade como se fossem "discos (saucers) ricocheteando na superfície da água”. Foi a primeira
aparição dos discos voadores que, a partir dai, tornaram-se incrivelmente
populares. Veja JUNG E OS
DISCOS VOADORES.
. Em 1947, um disco voador
teria caído na cidade de ROSWELL, Novo México. A princípio, a Força Aérea
americana declarou que havia capturado uma nave alienígena. Depois afirmou que
o objeto era apenas um balão meteorológico e escondeu cuidadosamente os
destroços. Os ufólogos garantem que essa foi uma das maiores operações de acobertamento
da história da humanidade e o primeiro contato com os extraterrestres GREYS.
Veja MAJESTIC 12.
. Em 1947, o explorador Richard
E. Byrd sobrevoou o Pólo Norte e, segundo os entusiastas da teoria da TERRA
OCA, pousou no mundo subterrâneo de AGARTHA. Veja DIÁRIO DE RlCHARD E. BYRD.
. Em 1947, a ONU aprovou a
partilha da Palestina e a criação do Estado de Israel, que aconteceu no ano
seguinte. Essa teria sido uma etapa crucial na megaconspiração maçônica que
possibilitará á ordem cumprir seu grande objetivo secreto: a reconstrução do
Templo de Salomão. Várias profecias garantem que essa obra de engenharia
provocará o apocalipse - e isso até que faz algum sentido. A mesquita de
AI-Aqsa, onde Maomé rezou antes de ascender ao céu, foi construída sobre as
fundações do templo. Para inaugurar o canteiro de obras, será preciso expulsar
os palestinos e demolir a mesquita. Vai ser o fim do mundo. Veja MAÇONARIA e
NOVA ORDEM MUNDIAL.
. Em 1947, os manuscritos do
Mar Morto foram descobertos numa caverna de Qumran, na Palestina. Para alguns
conspirólogos, os pergaminhos confirmam a tese de que Jesus casou e teve filhos
com MARIA MADALENA, gerando uma linhagem que tem o direito sagrado de reinar
sobre a França e Israel. Veja REX
DEUS e SANTO GRAAL. Você só não sabia disso porque o VATICANO deu um jeitinho
de manter as informações ocultas, é claro.
. Em 1947, os crimonosos de
guerra alemães foram julgados no tribunal de Nuremberg. Para neonazis que
pregam que o HOLOCAUSTO NÃO ACONTECEU, o Julgamento foi parte de uma vasta
conspiração sionista contra os pobres e ingênuos nazistinhas.
. Em 1947 nasceu o escritor, mago
e agora imortal PAULO COELHO. ex-seguidor da besta Aleister Crowley.
MK
ULTRA
Programa criado pela CIA em
1953 para desenvolver mecanismos de controle da mente humana, o MK Ultra tinha
dois objetivos: O primeiro era desenvolver técnicas de interrogatório e um soro
da verdade funcional. O segundo, bem mais interessante, era criar o agente
secreto perfeito. Imagine um espião que não sabe que é espião até que a sua
mente seja acionada por um “gatilho”. Num momento, ele é, digamos, uma
autoridade militar altamente confiável. De repente, recebe um telefonema, ouve
a palavra “repolho” e atira no presidente. Conspirólogos afirmam que vários
assassinatos atribuídos a malucos solitários são, na realidade, complôs muito
bem orquestrados pela CIA ou organizações similares que possuem essa
"tecnologia mental”.

O mais alarmante e que o MK Ultra não é uma fantasia paranóica.
O programa existiu mesmo. Em 1970, uma investigação do senado americano colocou
a CIA contra a parede. A agência teve de admitir, a contragosto, que submetera
dezenas de cidadãos americanos a técnicas de CONTROLE MENTAL entre 1955 e 1958.
Essas técnicas incluíam eletro-choque, lobotomia, hipnose e o uso de drogas
alucinógenas. Na verdade, a criação do LSD pelo laboratório Sandoz Pharmaceutic
teria sido influenciada e largamente subvencionada pela CIA.
Quando esses fatos foram
expostos, a CIA se comprometeu a nunca mais realizar experiências mentais com
cidadãos americanos. Alguns afirmam que a agência mentiu e que continua
manipulando pessoas às escondidas. Outros dizem que ela transferiu seus
experimentos para países periféricos, como o nosso. Afinal, o mundo é muito
grande.
MORTOS
POR KENNEDY
Centenas de textos foram escritos
sobre o assassinato do presidente americano John Kennedy, em 1963. Seria
preciso um livro inteiro para enumerar todas as teorias conspiratórias que
envolvem a crime. Mas veja só que interessante sucessão de mortes estão
supostamente relacionadas ao atentado:
. O investigador Buddy Walther
afirmou que havia encontrado um cartucho calibre 45 perto do local onde Kennedy
fora atingido. Walther entregou a cápsula à um agente do FBI que, curiosamente,
nunca a mencionou no relatório policial. Buddy Walther repetiu insistentemente
essa história até que recebeu uma bala perdida ao participar de uma blitz
corriqueira. Morreu na hora.
. O vendedor de carros Albert
Guy Bogard contou que, alguns dias antes do assassinato de Kennedy, um homem que
se dizia chamar LEE HARVEY OSWALD
foi até sua loja, disse que iria matar o presidente e saiu dirigindo feito um maluco. Como Oswald não sabia dirigir,
ou Bogard era mentiroso ou alguém havia plantado evidências para incriminar
Oswald. Não deu pra descobrir. Pouco depois de contar essa história, Bogard foi
encontrado morto num
cemitério da Louisiana. Causa
mortis: suicídio.
. Lee Harvey Oswald, o culpado
oficial, foi assassinado por Jack Ruby quando estava sendo transferido para a
prisão de Dallas. O crime aconteceu em frente às câmeras de TV, na garagem da delegacia de
polícia, onde Ruby entrou armado e sem ser incomodado.
. Jack Ruby, dono da boate de strip-tease Carousel Club, disse que assassinara Oswald para
vingar Kennedy. Ruby morreu de câncer no pulmão quando ainda estava preso. Ele
dizia que células cancerosas haviam sido implantadas no seu corpo.
. Um certo Lee Bowers Jr., que
estava assistindo ao desfile presidencial, afirmou ter visto dois homens
armados atrás de uma cerca, que saíram apressadamente logo depois do disparo fatal.
A famosa Comissão Warren, que investigou o assassinato, não deu atenção a
Bowers que, no entanto, continuou repetindo a história para a Imprensa - até
que seu carro bateu no pilar de uma ponte em 1966. Bowers morreu na hora.
Ninguém conseguiu explicar a razão do acidente, já que não havia outro veículo
envolvido e nenhuma curva perigosa por perto.
. O tenente William Pitzer fez
as fotos da autópsia do presidente. Quando as imagens foram liberadas para a
imprensa, Pitzer saiu dizendo que elas tinham sido adulteradas. Segundo ele, a
bala atingira a cabeça de Kennedy por trás, e não pela frente, como as fotos
agora mostravam. William Pitzer foi encontrado morto com uma bala na cabeça e
uma 45 na mão direita. Ele era canhoto.
. O deputado Hale Boggs, da
Louisiana, membro da Comissão
Warren, discordou publicamente da conclusão de que Oswald agira sozinho. Pouco
depois, Boggs denunciou que estava sendo chantageado pelo FBI para mudar de
opinião. E aí seu avião desapareceu misteriosamente no Alasca durante uma
viagem. Nenhum sobrevivente foi encontrado.
. O russo anticomunista George
Dewohreischildt, que fizera vários trabalhinhos para a CIA e era amigo pessoal
de Oswald, declarou que o suposto assassino era inocente e que havia uma
conspiração encobrindo verdade. Pouco antes de depor ao promotor Jim Garrison,
que transformou o caso Kennedy numa cruzada pessoal, Dewohreischildt resolveu
se matar com um tiro de espingarda: enfiou o cano na boca e puxou o gatilho com
o pé. Estourou a cabeça.
. O agente da CIA Gary
Underhill também caiu na besteira de sair dizendo que alguns colegas seus
estavam envolvidos no assassinato de JFK. Foi encontrado com uma bala na cabeça
e uma automática na mão esquerda. Ele era destro.
. Marilyn Moon, ou “Delilah”, striper do clube de Jack Ruby,
anunciou, em 1966, que estava escrevendo um livro no qual contaria toda a
verdade sobre JFK. Foi assassinada a tiros no seu próprio apartamento.
. O militar reformado David Ferrie
é apontado como o elo perdido
entre Jack Ruby, Lee Harvey Oswald, anticastristas e a CIA. Patrocinado pela
ela, Ferrie organizou campos de treinamento para os cubanos exilados que
pretendiam invadir Cuba e depor Fidel Castro na fracassada operação Baía dos
Porcos. Ele era amigo pessoal de Ruby. E tinha servido como capitão na Civil Air
Patrol de Nova Orleans, na qual Oswald era cadete. Infelizmente antes que
pudesse explicar essas ligações perigosas, ele foi encontrado morto. Causa
mortis: hemorragia cerebral.
. Várias pessoas relacionadas a
Ferrie também começaram a morrer assim que o promotor Jim Garrison se
interessava por elas. Aladio Del Valle, um anticastrista treinado por Ferrie, foi assassinado em Miami
com golpes de facão. Clyde Johnson, que afirmava conhecer a ligação
Ruby-Oswald-ClA-anticastristas, foi assassinado a tiros.
. E essa
é só uma pequena parte da lista de mortes relacionadas ao caso. Está provado:
Jim Garrison é um tremendo pé-frio.
NAVE ALIENÍGENA ADAPTADA CONQUISTOU A LUA
Várias teorias conspiratórias
cercam o nosso satélite. Alguns paranóicos dizem que a Lua é uma base alienígena
(Veja ESTRUTURAS LUNARES).
Outros afirmam que jamais pusemos os pés lá (Veja NUNCA FOMOS À LUA). Mas o escritor Willian Brian II, autor
de Moongate: Supressed Findings of
the U.S. Space Program (Future
Research Co., 1982), formulou uma das teorias mais extravagantes. Nós fomos à
Lua sim! E não tem nenhum extraterrestre lá! Mas - e aqui começa o enrosco -
nós chegamos lá numa nave alienígena capturada pelo governo americano. Brian
estudou Engenharia Nuclear na Oregon State University e, com seu conhecimento
"matemático conceitual”, chegou à conclusão que:
1. A Lua possui atmosfera.
2. A gravidade lunar é
praticamente igual à da Terra. Um aparelho como a Apollo 11 teria sido esmagado
de encontro ao satélite.
Portanto, segundo o escritor,
os americanos só poderiam chegar à Lua numa espaçonave super secreta
antigravidade. Numa reportagem da revista Wired de setembro de 1994, Brian afirmou que a tal nave
antigravidade foi possivelmente copiada de um OVNI capturado pelos americanos.
Ou então era o próprio OVNI adaptado para o transporte de seres humanos.
"É toda uma cadeia de mentiras", explicou o escritor. "Se a NASA
admitir que a Lua tem gravidade, terá que explicar a técnica de propulsão que
tornou a viagem possível e aí, certamente, terá que divulgar que o governo
capturou e pesquisou discos voadores e que.,portanto, a ciência já domina novas
formas de energia. Essa nova fonte de energia alienígena acabaria com o cartel
do petróleo e a estrutura da economia mundial ficaria em ruínas".
Como se vê, a culpa, mais uma
vez, é da maldita globalização.
NAZI-ALIENÍGENAS
No famigerado CASO BARNEY-BETTY
HILL, um clássico da ufologia, pois descreve uma das primeiras abduções alienígenas
de que se tem notícia, Barney HiII afirmou, sob hipnose, que os alienígenas
GREYS que o seqüestraram usavam uniformes nazistas. Os ufólogos não gostam
muito de tocar nesse assunto - talvez pra não comprometer a credibilidade do
depoimento dos Hill. Mas ao fazer isso eles desprezam uma pista importante: a
possível existência de um pacto teutônio-extraterrestre anterior à cooperativa
americano-alienígena supostamente formalizada nos anos 50. Nesta altura do
campeonato nada do que você ler neste livro o deixará incrédulo, portanto veja
as evidências que comprovariam essa teoria:
. Durante a Segunda Guerra
Mundial, os aviões aliados eram seguidos por misteriosas "bolas de
fogo" ao sobrevoarem a Alemanha. Esses objetos ficaram conhecidos como
"Foo Fighters" e ainda
são motivo de controvérsia. A explicação cientifica oficial é que eram um
efeito do campo magnético criado pelas asas dos aviões. Conspirólogos afirmam
que eram discos voadores nazi fabricados sob inspiração extraterrestre.
. Quando as forças aliadas
invadiram o território germânico, vários discos voadores experimentais teriam
sido descobertos em hangares inimigos. Oficialmente, eram protótipos conhecidos
como V-7 que nunca chegaram a voar. Mas o alemão naturalizado canadense Ernst Zündel
(1939-), autor do livro Ufo: Nazi
Secret Weapon? (Samisdat Publications, 1975), diz que os cientistas
alemães realmente inventaram e desenvolveram OVNI’s. Segundo ele, no fim da
guerra altos oficiais nazistas conseguiram se refugiar numa base militar
secreta na Antártica, onde o Terceiro Reich sobrevive e constrói discos
voadores até hoje. Zündel, notório neonazista, também afirma que o HOLOCAUSTO
NÃO ACONTECEU. Mas não se deixe impressionar pelo currículo dele. Talvez ele
esteja certo na questão dos discos.
. Segundo a Enciclopédia Alienígena
on-line:
(www.extraterrestrial-aliens.com/07.html)
O grupo esotérico alemão
SOCIEDADE TULE formalizou um pacto com os greys nos anos 1930. Com a iminente
derrota da Alemanha, os extraterrestres tiveram de inventar um plano B para a
conquista da Terra. A fase 1 deste plano foi o estabelecimento de bases secretas
na Antártica, comandadas por arianos e alienígenas. Segundo a mesma
Enciclopédia Alienígena, a aliança nazigrey espalha o terror pela galáxia, “conquistando
e cometendo atrocidades contra os habitantes pacíficos de outros mundos”. A
fase 2 do plano dos alienígenas era estabelecer um pacto com a nova potência
militar hegemônica, os ESTADOS UNIDOS - o que, segundo outras teorias, aconteceu
nos anos 50 com a criação do MAJESTIC 12.
. Existem conspirólogos, no
entanto, que descartam a influência alienígena na Alemanha nazista. O
misterioso AI Pinto, que assina vários artigos sobre o tema na Internet, diz
que os cientistas alemães inventaram sozinhos um mecanismo antigravidade que
foi capturado pelos americanos no final da Segunda Guerra Mundial. Entretanto,
os interesses econômicos (da indústria petrolífera, principalmente) impedem que
essa tecnologia seja colocada a serviço da humanidade. Não é só. Pinto denuncia que os discos
voadores fabricados a partir do dispositivo nazi e estocados secretamente em
locais como a ÁREA 51 serão a arma secreta da ONU na implantação de um regime multinacional conhecido como NOVA ORDEM MUNDIAL.

NAZI-SATANISMO
O nacional-socialismo alemão
(1934-1945) era apenas a expressão política de uma religião diabólica. Não,
isso não é Star Wars. Isso é o que acreditam Louis Pauwels e Jacques Bergier,
que dedicam grande parte do seu livro O Despertar dos Mágicos (Bertrand Brasil,
1991) ao “nazi-satanismo”. Segundo os autores, o füher Adolf Hitler (e outros
líderes nazistas) acreditavam que a história do mundo era dividida em períodos
de "lua alta” e “lua baixa”. Nos períodos de "lua baixa”, quando o
satélite está mais próximo da Terra, surgem as raças de gigantes, os homens-deuses,
das quais a humanidade é uma
pálida imitação. Foram os gigantes que construíram as grandes civilizações
desaparecidas (ATLÂNTIDA e a Ilha de Tule). A Lua que você vê aí em cima é a
quarta a orbitar a Terra e foi “capturada" pelo planeta há 12 mil anos.
Nos períodos de "lua alta", as criaturas se degeneram em anões
medíocres (você, eu, nós, todo mundo). É a morte dos deuses. Mas os humanos,
naturalmente, não são todos iguais, pensam os nazi-satanistas. Há raças
inferiores e raças superiores. O destino das raças superiores é apressar a
volta dos gigantes e, por meio de sacrifícios rituais (o holocausto), fazer com
que a Lua se aproxime do planeta. Trazer os deuses de volta à Terra. Ok, parece
a polca do ariano doido. Mas descobriu agora de onde Steven Spielberg tirou as
idéias para as aventuras de Indiana Jones?
NAZISTAS NA CIA
Mas também poderia ser "A
CIA dos Nazistas”. Alguns conspirólogos afirmam que a agência de inteligência
americana está sob o comando indireto do Terceiro Reich desde, bem, desde que
existe. A CIA foi criada em 1947 como sucessora da OSS [Office of Strategic
Services), agência de inteligência americana durante a II Guerra Mundial. Na
verdade, a OSS foi apenas rebatizada, pois o comando continuou nas mãos de
Allen Dulles, que já dirigia a organização.
Figura interessante esse tal de
Dulles. Seu irmão, John Foster Dulles, foi secretário de Estado do presidente
Eisenhower. Antes disso, quando os irmãos eram apenas advogados, o escritório
deles chegou a representar a empresa química alemã I.G. Farben em território
americano. Mais tarde, a I.G. Farben seria denunciada por projetar as câmaras
de gás de Auschwitz. Mas é claro que os irmãos Dulles não sabiam disso. Que
idéia. Voltemos à CIA. Em 1944, com a derrota iminente da Alemanha, o chefe do
serviço secreto nazista, coronel Reinhard Gehlen, inventou um jeito criativo de
livrar a própria cara. Ele ofereceu sua vasta rede de espiões na Europa aos
americanos. Mais precisamente à OSS de Allen Dulles. E Dulles, claro, aceitou.
A Alemanha tinha sido derrotada e começava a Guerra Fria com a União Soviética.
Espiões seriam fundamentais. A ex-rede nazista, rebatizada de Org, foi
literalmente comprada pela CIA, que jogou 200 milhões de dólares nas mãos de
Gehlen.
Conspirólogos dizem que
Reinhard Gehlen e sua rede aceleraram a corrida armamentista, fornecendo
informações falsas e exageradas sobe os comunistas. Isso acabou irritando o
presidente John Kennedy que, furioso, demitiu Allen Dulles em 1961 (o fato de
Dulles ter comandado a frustrada invasão de Cuba pela Baía dos Porcos também
ajudou). Não foi o fim de Allen Dulles, entretanto. Ele reapareceu na Comissão
Warren, em 1963. Isso mesmo: a comissão que investigou o assassinato de John Kennedy
e jurou por Deus que não havia conspiração na jogada.
NECRONOMICON
Segundo os ocultistas, o Necronomicon ou o Livro dos Nomes Mortos, é uma
compilação de "nomes proibidos” feita pelo árabe Abdul Alhazred em
Damasco, em 750. O livro é uma longa lista de entidades cósmicas (demônios, se
você preferir) extremamente poderosas que habitaram a Terra antes do homem. A
simples pronuncia dos seus nomes é suficiente para invocá-las. Tente você
mesmo: Cthulhu, Nyarlathotop, Azathoth.
O livro teria sido traduzido
para o latim e, mais tarde, queimado pela Inquisição, mas, apesar de tudo,
sobrevivido. Parece história de filme B, né? Mas é mais complicado. O Necronomicon
é, na verdade, uma criação literária do escritor americano H. P. Lovecraft
(1890-1937), que queria deixar suas histórias góticas ainda mais bizarras.
Nunca existiu, nunca foi traduzido, nada.
Os ocultistas, no entanto, dizem
que o Necronomicon existe sim e que Lovecraft conhecia o livro, mas
não o inventou. Uma Versão em
inglês, traduzida por John Dee (1527-1608), místico e matemático
que viveu na corte de Elizabeth I, teria sobrevivido longe da Inquisição. O aventureiro-boêmio-místico-picareta ALEISTER
CROWLEY (1875-1947) também afirmava possuir um exemplar em cima do criado-mudo.
Mas, afinal, Lovecraft criou ou
não criou a porcaria do livro? Sim e não, se aceitarmos a teoria de Jorge
Luis Borges. Segundo Borges, ao
criar o Necronomicon, Locecraft
o tornou real. E, portanto,
todas as criaturas que estão dentro
dele. Se você pronunciou alguns
daqueles nomes, o problema é seu.
NOVA ORDEM MUNDIAL
A expressão foi usada, pelo
então presidente americano George Bush, pai, em 1991, logo depois da queda do Muro de Berlim e do esfacelamento da
União Soviética. Bush definiu esta Nova Ordem Mundial como "a união das nações para alcançar as universais aspirações humanas de paz, segurança
e liberdade." Tudo isso, claro, sob o comando e a inspiração dos ESTADOS
UNIDOS, a potência militar hegemônica. Em seus aspectos econômicos, a Nova Ordem
Mundial se confunde com o neoliberalismo globalizado que prega a diminuição das
tarifas alfandegárias, a criação de grandes blocos econômicos (União Européia,
Mercosul, Alca) e uma ingerência cada vez menor do Estado na economia. A Nova
Ordem Mundial implica, portanto, no enfraquecimento - ou pelo menos na
redefinição - do Estado-nação.
Entre os esotéricos, a Nova
Ordem Mundial é só um nome diferente da velha Era de Aquário ou Nova Era,
quando todos nós sairemos distribuindo flores e fazendo amor Esse momento mágico
de tolerância religiosa e harmonia holística também foi chamado de Aeon de
Horus pela besta ALEISTER CROWLEY. Para os cristãos fundamentalistas, no
entanto, essa Nova Era pagã marca o triunfo de Satanás num mundo comandado pelo
Anticristo.
Já os paranóicos de carteirinha
vêem na Nova Ordem Mundial a concretização dos planos secretos da ILLUMINATI e
da MAÇONARIA. A misteriosa organização PRIORATO DE SIÃO também é acusada de
conspirar pela criação de um governo global comandado pelos descendentes de
Jesus e MARIA MADALENA.
O irônico é que talvez todas as
visões da Nova Ordem Mundial sejam convergentes. Vejamos. Se a lIIuminati e a
maçonaria são, como afirmam seus detratores, ordens que cultuam mistérios
egípcios, é possível que estejam secretamente apressando o Aeon de Horus, a aurora
do neo-paganismo. E os descendentes de Cristo e Madalena podem estar metidos na
encrenca. Segundo a lenda, essa dinastia, conhecida como REX DEUS, se opõe
fortemente ao cristianismo organizado e, principalmente, ao VATICANO. Depois do
estabelecimento do governo global com o herdeiro de Jesus como líder absoluto,
seria natural que ele se empenhasse na reconstrução do Templo de Salomão, seu antepassado.
Profecias medievais garantem que a reconstrução do Templo precede o Apocalipse.
Bem-vindo ao fim do mundo.
NUNCA FOMOS À LUA
Os livros de História mentem.
Os livros de ciência também. Nós nunca fomos à lua e a frase famosa de Neil Armstrong
("Este é um pequeno passo para o homem, mas um grande salto para a humanidade")
foi pronunciada num estúdio de TV, no deserto de Nevada.
Essa tese foi defendida, entre outros, pelo escritor Bill Kaysing, autor de We never went to the
moon (Health Research, 1997). Kaysing trabalhou para a
Rocketdyne Research Department que, por sua vez, prestou serviços para o Projeto
Apollo. Segundo ele, a Nasa não tinha tecnologia para colocar o homem na lua em
1969. Mas a corrida espacial com os russos obrigava os americanos a fazer isso,
de uma forma ou de outra. A ApoIlo 11 foi realmente lançada, mas pousou no Pólo
Sul, algumas horas depois. Os astronautas Neil Armstrong, Edwin Aldrin e
Michael Collins foram então levados para a tal estúdio de TV secreto e
encenaram a conquista da Lua, com frases de efeito, bandeiras americanas e tudo
o mais. Segundo Kaysing, as imagens veiculadas pela televisão são evidentemente
falsas. As principais pistas são:
1. Não há estrelas no céu. Se
não existe atmosfera na Lua, as estrelas deveriam ser visíveis.
2. Não existe nenhuma cratera
em cena e a Lua, como se sabe, é cheia de crateras.
3. As sombras dos astronautas
no chão não são paralelas e, em alguns casos, apontam para direções opostas,
como se existissem duas fontes de luz. Mas só existe uma: o Sol.
4. O módulo lunar não deixou
marcas profundas no solo, embora pesasse mais de 13 quilos.
5. Uma das pedras que aparece
em cena estaria marcada com a letra "C”. Talvez seja uma pista deixada
pelos conspiradores.
James Oberg, engenheiro
espacial da Rockwell lnternational, que também trabalhou no Projeto Apollo,
contesta todas as afirmações de Kaysing. "Toda época de exploração gera
seus mitos, dos fenícios a Marco Polo", explica. "Parte da humanidade
sempre nega que a jornada tenha sido realizada, fantasiando sobre criaturas
fantásticas e coisas assim. O que me surpreende é que essa crença tenha tão
poucos adepto”.
Bill Kaysing contra-argumenta
afirmando que Oberg faz parte da conspiração orquestrada pela Nasa para
esconder a verdade.
ODESSA
Em 1943, Martin Borman, braço
direito de Hitler, percebeu que a Alemanha perderia a guerra e que os nazistas
seriam tratados como os cães sarnentos que eles de fato eram. Para escapar
deste destino pior que a morte, Borman criou a Odessa, uma operação secreta
para manter o Terceiro Reich vivo.
A Odessa tinha três objetivos:
1. Salvar o vasto esquema de
espionagem montado pela Alemanha nazista na Europa. Essa parte do plano ficou
com o espião Reinhard Gehlen e foi extremamente bem executada. A rede nazista,
rebatizada como Org, foi incorporada pela agência americana OSS que, pouco
depois, mudou seu nome para CIA. Veja NAZISTAS NA CIA.
2. Salvar líderes nazistas
proeminentes, providenciando documentos falsos, rotas de fuga e asilo político
em vários países da América Latina, Oriente Médio e Indonésia. Esta parte ficou
sob o comando de Otto Skorzeny e também foi extremamente bem-sucedida. Há quem
afirme que cinco mil nazistas escaparam da Alemanha com apoio da Odessa. Joseph
Mengele, por exemplo, quase virou cidadão brasileiro. Veja BADAN PALHARES.
3. Salvar o dinheiro do Reich,
investindo em empresas legais em várias partes do mundo - comandadas por
nazistas, é claro. Esta última parte do plano também ficou sob o comando de
Otto Skorzeny, auxiliado pelo sogro, Hjalmar Schacht (presidente do Reichsbank,
o Banco Central Alemão). Outro sucesso de público e crítica. Desde que uma
empresa gere empregos e pague Impostos, os governos fazem vista grossa para a
orientação ideológica dos proprietários. Paranóicos garantem: o Terceiro Reich
não morreu. Só fez uma plástica, mudou de nome e endereço.
OLIVER STONE
Uma coisa que ninguém entende:
se John Kennedy foi
vítima de uma megaconspiração
que envolve a KGB, a Máfia, a CIA, Fidel Castro, anticastristas, a IllUMINATI,
a MAÇONARIA, Richard Nixon e o complexo industrial militar, porque esses vilões
permitiram ser desmascarados no filme JFK - A pergunta que não quer calar
(1991), dirigido por Oliver Stone?
Bem, quem acredita no pacto
supersecreto entre militares americanos e os nojentos aliens GREYS não tem
dúvidas: Kennedy não foi assassinado pela megaconspiração que envolve a KGB, a
Máfia, a CIA, etc., mas sim pelo MAJESTIC 12. O presidente teria descoberto que
a organização traíra a humanidade e resolveu combatê-la. Foi o fim dele.
A principio, o MJ 12 usou LEE
HARVEY OSWALD como bode expiatório, mas a tese do maluco solitário não colou.
Então a organização criou a segunda cortina de fumaça (essa que envolve a KGB,
a Máfia, a CIA, etc.), muito mais intrincada e, portanto, muito mais crível.
Outro dado intrigante: o
promotor Jim Garrison (vivido no filme de Stone por Kevin Costner) escreveu uma
série de livros em que revela a suposta conspiração da KGB. da Máfia, da CIA,
etc. E nada aconteceu com ele, embora muitos outros envolvidos na trama tenham
morrido de maneira suspeita (veja MORTOS POR KENNEDY). Talvez Garrison seja apenas
um inocente útil que não precisa ser incomodado. Ou talvez ele também esteja
envolvido na conspiração - não a falsa, que ele denuncia; a outra.
A mesma suspeita recai sobre
Oliver Stone Ele é um dos diretores mais ousados e talentosos do cinema atual,
tem notória identificação com a
esquerda e já denunciou o intervencionismo americano (Salvador - O Martírio
de um Povo, 1986), a ganância capitalista (Wall Street, 1987) e a relação tênue entre a mídia e a sociopatia
(Assassinos por Natureza, 1994).
Um currículo desses seria o disfarce perfeito para um agente do MJ 12, não?
OM
OM ou Operação Mindfuck é, em
tese, um projeto mundial para foder com a mente humana. O “projeto” é atribuído
à Sociedade Discordialista que, no entanto, nhão tem sede, líderes nem
associados. Qualquer um (seu vizinho, seu chefe, sua mulher) pode ser um agente
secreto da OM, já que nem esses próprios semeadores do caos conhecem seus
parceiros. “Nós, discordialistas, temos de nos manter separados” é o lema
atribuído à antiorganização.
Os projetos da OM variam do
trivial ao colossal. Alguns são relativamente públicos, como o Projeto
Grafitto, que propõe a propagação de slogans subversivos ou absurdos.
Veja alguns:
“Nada é verdadeiro e tudo é
permitido”
“Cigarro contém vitamina C”
“O capitalismo é um vegetal”
“Cuidado com os idos de março”
“Papel higiênico é uma
conspiração governamental. Use as mãos”
“Teoria do caos é sdugoi
hoighioghtd eijraksd”
Mas a maioria das ações da
organização são secretas e anônimas. Há quem suspeite que a Operação Mindfuck
esteja por trás de movimentos artísticos de vanguarda (dadá, surrealismo,
popart), fenômenos supostamente inexplicáveis (Círculos no Trigo, discos
voadores) e grupos de ação política radical (Frente de Libertação dos Anões de
Jardim), além de ter inventado todas as teorias conspiratórias que existem.

Alguns conspirólogos afirmam
que a verdadeira missão da OM é impedir que a IlLUMINATI controle a humanidade.
Outros dizem que a OM não passa de uma piada. E tem até aqueles que acreditam
que a OM se passa por uma piada para confundir os adversários.
11 DE SETEMBRO DE 2001
Existem várias teorias conspiratórias
envolvendo os múltiplos atentados terroristas nos Estados Unidos em 11 de
setembro de 2001. Segundo a deputada americana Cynthia McKinney, do Partido
Democrata, o presidente George W. Bush sabia antecipadamente dos ataques. Sabia
e não fez nada. McKinney diz que a administração Bush precisava lançar os
Estados Unidos numa nova guerra para beneficiar um certo Carlyle Group, firma de
investimento baseada em Washington. George Bush pai, é um dos conselheiros da
empresa, que também conta com vários ex-militares linha dura na mesa diretiva.
O Carlyle Group teria investido muita grana na indústria bélica, e uma nova
guerra era tudo que eles precisavam para turbinar os lucros. Representantes do
Carlyle Group reagiram com bom humor às acusações da deputada: "Ela disse
isso em ROSWELL, Novo México?", perguntou o assessor de imprensa Chris
Ullman em abril de 2002, quando a denúncia foi feita.
O tom irônico não inibiu o
surgimento de várias outras teorias conspiratórias. Uma delas, divulgada pela
internet, afirma que o Pentágono não foi atingido por um Boeing 757, mas sim
por um carro-bomba (veja PENTÁGONO:
11 DE SETEMBRO). O autor francês THIERRY MEYSSAN foi ainda mais longe no livro L'Effroyable Imposture (Editions
Carnot, 2002). Ele diz que os aviões que se chocaram contra o World Trade
Center eram pilotados por controle remoto e que o Pentágono foi, na realidade,
atingido por um míssil americano. Outra teoria popular é que o vôo 93 da United
Airlines, oficialmente derrubado pelos próprios passageiros na Pennsilvânia, foi,
na verdade, abatido por caças americanos.
OPERAÇÃO BABALON
Ritual de magia negra realizado
no deserto de Mojave, Estados Unidos, pelo cientista e ocultista JOHN WHITESIDE
PARSONS, com a ajuda do escritor L. Ron Hubbard e sob a inspiração indireta de
ALEISTER CROWLEY, a Besta do Apocalipse. Os trabalhos começaram em 1946 e
terminaram possivelmente em 1941, um ano cabalístico no mundo das bizarrices em
geral. Ninguém sabe exatamente o que Parsons e Hubbard pretendiam. Parece que
queriam produzir uma “criança mágica”, o messias que reinaria no Aeon de Horus profetizado
por Crowley no livro Liber AI. Para
isso, era preciso abrir um portal dimensional e fazer com que a deusa Babalon
entrasse na nossa realidade para copular com Parsons. Embora tudo isso pareça
roteiro de filme trash, Aleister Crowley ficou assustadissimo quando soube da
história e desautorizou a realização do ritual. Mas Parsom e Hubbard, muito
teimosos, desobedeceram a Besta.
Em suas memórias, Parsons
afirma que Babalon - a Mãe das Abominações, também conhecida como Ishtar, Lilith
e Kali Yuga - encarnou em Marjorie Cameron, com quem ele havia se casado em
outubro de 1946. Alguns conspirólogos, no entanto, suspeitam que a operação não
tenha terminado tão bem assim. Para eles, Parsons e Hubbard abriram o tal
portal, mas não conseguiram (ou não quiseram) fechá-lo. Como as aparições de
discos voadores são contemporâneas da Operação Babalon, chegou-se à brilhante
conclusão de que os alienígenas GREYS entraram no nosso mundo pela tal fenda
dimensional. Também é possível que os alienígenas mantivessem agentes na Terra
para influenciar secretamente Crowley e Parsons a criarem o portal.
Outra corrente de conspirólogos
acredita que Parsons tenha iniciado, propositalmente ou não, o Apocalipse.
Segundo Aleister Crowley, o Aeon de Horus, também conhecido como Nova Era ou
NOVA ORDEM MUNDIAL, encerraria o reinado dos deuses escravos (Osíris, Maomé, Jesus)
para começar uma época de força e prazer. É por isso que o novo messias
previsto por ele também é conhecido como Anticristo.
OPERAÇÃO PRATO
Nome dado à operação que
investigou o fenômeno CHUPA-CHUPA no interior do Pará em 1977-78, promovida
pela FAB (Força Aérea Brasileira) com apoio do extinto SNI (Serviço Nacional de
Informações). O nome “operação
prato” deriva da expressão “prato voador”,
usada em Portugal. Prato voador e disco voador são a mesma coisa e
ninguém sabe porque a FAB imprimiu um caráter lusitano à investigação. Deve ser
uma questão de inteligência militar. Ufólogos brasileiros sustentam que a
Operação Prato comprovou que as luzes avistadas na Amazônia na época eram mesmo
de origem extraterrestre e que os OVNI’s estavam ali para coletar material genético
da população. Naturalmente, essas informações são mantidas em segredo pelo
governo brasileiro.
Agora você sabe a verdade.
P. C. FARIAS
Na madrugada de 23 de junho de
1996, o empresário Paulo César
Farias, eminência mais ou menos parda no breve e tumultuado governo Fernando
Collor de MeIlo (1990-1992), foi encontrado morto na sua casa em Maceió. ao
lado da namorada, Suzana Marcolino.
A tese da queima de arquivos surgiu no mesmo dia. As suspeitas eram legitimas.
Escândalos de corrupção foram a tônica da administração Collor. P.C. Farias era
o homem que intermediava as negociatas e desviava o dinheiro para o exterior. A
polícia civil de Alagoas afirmava, no entanto, que a morte de P.C. tinha sido
apenas um crime passional. O empresário queria abandonar a namorada Suzana.
Ela, furiosa, assassinara o amante e depois se suicidara.
Ninguém acreditou, é claro.
Então entrou em cena o legista
Fortunato BADAN PALHARES, chefe do Departamento de Medicina Legal da UNICAMP e
famoso por ter identificado os restos mortais do carrasco nazista Joseph Mengele.
Badan estudou a cena do crime, fez a autópsia dos corpos e chegou à mesma
conclusão da polícia: Suzana assassinara o amante e depois se suicidara.
Ninguém acreditou, é claro.
Quatro anos depois, a CPl
(Comissão Parlamentar de Inquérito) do Narcotráfico reabriu o caso e sustentou
a tese de que a morte de P.C. tinha sido mesmo uma queima de arquivo. A CPl não
deu nome aos bois, mas sugeriu uma estreita ligação entre a corrupção colorida
e o tráfico internacional de drogas.
Todo mundo acreditou, é claro.
Mas, no mesmo ano, três médicos
legistas americanos analisaram o caso e chegaram à conclusão de que Badan
estava certo e a CPI, errada. A história continua sem solução, o dinheiro desviado
por P.C. nunca foi recuperado e Fernando Collor de Mello já pode votar e ser
votado, já que readquiriu seus direitos políticos em 2002.
PATRULHAS IDEOLÓGICAS
Em agosto de 1978, o filme
Chuvas de Verão, do cineasta Cacá Diegues, foi recebido com frieza siberiana
pela crítica (que já tinha apedrejado o trabalho anterior do diretor, Xica da
Silva). Louco de raiva, o cineasta deu uma longa entrevista ao jornal O Estado
de S. Paulo e fez uma denúncia das “Patrulhas Ideológicas”. As patrulhas seriam
compostas por jornalistas de esquerda, a maioria ligada ao então clandestino
Partido Comunista, e teriam a missão de descer o cacete em qualquer produto
cultural que não falasse exclusivamente das mazelas da classe trabalhadora. A
discussão que se seguiu mobilizou cantores, escritores, dramaturgos e
humoristas. A encrenca rendeu até o livro Patrulhas Ideológicas, de Carlos Alberto M. Pereira e Heloísa
Buarque de Hollanda (Brasiliense, 1980). No livro, Cacá deu nova entrevista e
definiu melhor o modus operandi da conspiração silenciosa da qual se julgava
vítima: “O que existe é um sistema de pressão, abstrato, um sistema de
cobrança. É uma tentativa de codificar toda manifestação cultural brasileira.
Tudo o que escapa a esta codificação será necessariamente patrulhado”.
As patrulhas ideológicas
denunciadas por Cacá nunca foram extintas, mas pioraram muito com o tempo. As
patrulhas daquela época eram bitoladas, mas tinham, no geral formação cultural
sólida. As de hoje acham que formação cultural sólida é coisa de burguês
neoliberal decadente. Esta é, enfim, a conspiração mais inútil e sem propósito
do livro. Passe para o verbete seguinte.
PAUL McCARTNEY MORREU EM 1966
É a maior conspiração do mundo
pop. Pior do que a invenção do Menudo. Mais horrível do que explorar
comercialmente o Jordy. Paul McCartney morreu num acidente de carro em novembro
de 1966 e foi substituído por um sósia. Na época, os Beatles eram o principal
item de exportação na balança comercial britânica. A perda de Paul destruiria a
banda e, por isso, a gravadora resolveu armar uma estratégia para salvar os
Beatles. Um sósia de talento duvidoso chamado Billy Shears (segundo algumas
fontes) ou William Campbell (segundo outras) assumiu o lugar do beatle esmagado
no desastre. Depois de alguma relutância, John, George e Ringo concordaram com
a conspiração, mas esconderam cuidadosamente pistas sutis nos discos do grupo
que revelam a trama macabra. A maioria dessas evidências estão nas capas de Sgt Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967)
e Abbey Rood (1969).
As
Pistas de Sgt Pepper’s:
1. No lançamento do disco, os
Beatles anunciaram que nunca mais fariam shows ao vivo. Certamente para que
Billy Shears ou William Campbell não fosse desmascarado.
2. No centro da fotomontagem da
capa, um arranjo de jacintos amarelos forma uma guitarra de canhoto com três
cordas. A guitarra simboliza Paul, que era canhoto, e as três cordas mostram
que só três beatles estão vivos. Além disso, a ilustração é claramente um
funeral.
3. Outro arranjo de flores
forma a palavra "Beatles". É a primeira vez que a banda assina um
disco como "Beatles” e não "The Beatles”. Faz sentido. Se Paul está
morto, "The Beatles” não existe mais, mas apenas os três
"beatles" remanescentes.
4. Na capa também aparece uma
estátua de Kali, a deusa hindu da morte e do renascimento. Claro. Paul partiu
desta para uma melhor, mas ressuscitou em outro corpo.
5. No centro da fotomontagem
tem uma bateria desenhada por um certo Joe Ephgrave. O nome Ephgrave é considerado
um amálgama de "Epitaph" (epitáfio) e "grave" (túmulo).
Dizem que se você colocar um espelho horizontalmente no meio de "Lonely
Hearts', você lê a seguinte mensagem: “I ONE IX HE <> DIE”. A interpretação
é a seguinte: "I ONE" significa 11 e, portanto, a mensagem é "em
11 de setembro ele morre: O símbolo <> aponta diretamente para Paul
McCartney. O acidente teria ocorrido em 11 de setembro - uma data de múltiplos
significados cabalísticos, como se vê.
As Pistas de Abbey Road:
1. A capa mostra os quatro
Beatles cruzando uma rua, simbolizando um funeral. John está de branco (cor do
luto para algumas religiões orientais). Ringo está de preto (luto no Ocidente).
2. Paul anda com o passo
trocado e está descalço (algumas religiões enterram seus mortos sem sapatos).
3. No lado esquerdo da rua tem
um fusca (que em inglês é conhecido como beetle) com a placa "28 if”. Ou
seja, Paul faria 28 anos, se (if) não tivesse morrido aos 27. Também tem um
carro funerário estacionado do lado direito da rua.
Existe uma infinidade de outras
pistas disponíveis na Internet para pesquisadores interessados. No entanto,
apesar das evidências abundantes, a conspiração é apenas uma practical joke extremamente
elaborada, com acréscimos de vários autores diferentes. A história parece ter
começado com um acidente de moto que Paul realmente sofreu em novembro de 1966.
Os fãs ficaram preocupados, mas Paul só quebrou um dente.
A trama conspiratória foi
relatada pela primeira vez em 1969, no jornal universitário Times-Delphic, da Drake University,
em lowa, Estados Unidos. Inspirado pelo acidente, o autor, Tim Harper, apontava
as supostas evidências da morte na capa de Abbey Road. O radialista Russell Gibb, da WKNB-FM, de Detroit,
gostou da piada e a reproduziu no ar, acrescentando colaborações pessoais à
lenda (as pistas na capa de Sgt
Pepper’s são possivelmente invenção dele). A partir daí, a teoria
conspiratória se propagou por fanzines e jornais alternativos. Faz sentido. Na época, o grande heróI da imprensa
underground era Hunther S. Thompson, o célebre inventor do gonzo journalism, que misturava
reportagens investigativas a um humor absurdamente escrachado. Thompson
inventava descaradamente. Seus imitadores, mais ainda.
A criação do sósia William
Campbell é atribuída a um certo
Fred LaBour no artigo "McCartney Dead: New Evidence Brought to Light"
da Big Fat Magazine. O outro
suposto sósia, Billy Shears, é um personagem misterioso citado no álbum Sgt. Pepper's: "So let me introduce to you the one and
only Billy Shears", diz a letra da primeira canção. A citação
a Billy Shears não faz muito
sentido no disco mas, pensando bem, nada faz sentido em Sgt Pepper's.
O fato é que o boato da morte
de Paul tomou tamanha proporção que, em 1969, ele teve de convocar uma coletiva
de imprensa para provar que estava vivo. Alguns beatle-maníacos atribuem a
suposta conspiração à própria banda. Tudo não passava de um projeto de arte
conceitual idealizado por John Lennon, afirmam os fãs. Lennon sempre negou
isso, assim como George e Ringo. Paul McCartney, por sua vez, sempre encarou o
boato com extremo bom humor. O que prova que ele é muito espirituoso, mesmo no
além-túmulo.
PAULO COELHO
Discípulo do satanista ALElSTER
CROWLEY nos anos 1970, o brasileiro
Paulo Coelho ressurgiu nos anos 1990 como um mago supostamente do bem. Os nove
livros de auto-ajuda esotérica escritos por ele já venderam, juntos, mais de 20
milhões de cópias em todo o mundo. Seu maior sucesso, O Alquimista, foi
traduzido para 38 idiomas. A fama fez com que o mago tivesse acesso a vários
Iíderes mundiais, como os então presidente BilI Clinton, dos Estados Unidos, e
Jacques Chirac, da França, além do papa João Paulo lI. Não se sabe o que ele e
esses homens poderosos conversaram. Aleister Crowley, antigo mestre do
escritor, era chamado de a Besta do Apocalipse e afirmava ser capaz de invocar
todos os demônios do inferno. Paulo Coelho, que se tornou Imortal em 2002,
jura que renegou Crowley e a prática da magia negra. Ele também diz que faz chover e ventar.
PAULO DE TARSO
Os autores do livro Rex Deus (Imago, 2002) afirmam que Paulo
de Tarso, ou São Paulo, é o conspirador mais bem sucedido da História. Paulo
teria adulterado as palavras de Jesus, acrescentado temas pagãos à vida do
messias e criado uma religião que muito pouco tem a ver com a pregação original
do Cristo.
As distorções feitas por Paulo
seriam as seguintes:
1. Jesus, sua família e
seus discípulos, eram pobres. Os autores de Rex Deus
afirmam que isso é falso. Maria teria sido educada na Escola do Templo,
reservada apenas à elite judaica. Jesus, sendo descendente da Casa Real de
Davi, fazia parte da nobreza. Os apóstolos também eram de famílias abastadas.
Tiago, o Justo, irmão de Jesus, foi Sumo Sacerdote do Templo em Jerusalém,
posição de extrema importância dentro do judaísmo.
2. Jesus pregava para toda a humanidade. Outra suposta falsidade.
Jesus era um reformista religioso, mas suas pregações diziam respeito apenas
aos judeus. Ele nunca teria dito “Ide, pois e fazei discípulos em todas as
Nações, batizando-os em nome do Pai, do filho e do Espírito Santo” (Mateus, 28;19).
Jesus não dava a mínima para os gentios.
3. Jesus é o filho de Deus. Esta teria sido uma
importante contribuição de Paulo para dar certo colorido à história. A idéia do
deus transformado em carne teria origem no zoroastrismo persa. Tal conceito
seria considerado blasfemo na fé judaica. A divina concepção e o nascimento de
uma virgem também são supostamente acréscimos paulinos.
4.
Jesus nasceu numa gruta. Outro detalhe incorporado por Paulo para aproximar
a nova religião das massas. A história do nascimento do Cristo teria sido
inspirada no culto ao deus persa Mitra, muito popular entre os soldados
romanos. Mitra ou Sol lnvictus nasce numa caverna no dia 25 de dezembro, quando
o astro começa sua carreira ascendente. Alguns pastores assistem ao evento e
são os primeiros a adorá-lo. Depois de se vestir, a criança mata o touro
divino. Do sangue do animal nascem as plantas que alimentarão os mortais. E
Mitra diz: "Aquele que não comer do meu corpo e não beber do meu sangue
para tornar-se um só comigo não será salvo”. A liturgia do sangue e do vinho é,
portanto, um acréscimo mitraico.
5.
Jesus era celibatário. E aqui começa a confusão. Jesus, de fato, nunca
pregou o celibato. Todos os discípulos eram casados. O próprio Cristo, juram os
escritores de Rex Deus, teria
se casado com MARIA MADALENA e tido pelo menos dois filhos, Tiago e Sara. Os
descendentes de Jesus seriam o verdadeiro SANTO GRAAL - o “cálice" que
contém o sangue do Cristo.
Os autores do livro apresentam
toneladas de documentos para provar sua tese. Se estiverem certos, Paulo de
Tarso moldou sozinho a história do Ocidente. Ele também pode ser considerado o
patrono dos marqueteiros, já que foi o primeiro a maquiar um produto para
torná-lo mais atraente.
PENTÁGONO: 11 DE SETEMBRO
Uma das várias teorias
conspiratórias sobre o 11 DE SETEMBRO DE 2001 é que o Pentágono,
quartel-general das Forças Armadas americanas, não foi atingido por um Boeing
757, como divulgado, mas sim por um carro-bomba. A principal evidência apontada
pelos conspirólogos é que: um avião de 100 toneladas, voando a 400 quilômetros
por hora, teria feito muito mais estrago no edifício - que teve apenas um dos
cinco lados danificado. Além disso, onde estariam os pedaços da fuselagem do
Boeing, nunca mostrados na televisão ou nos jornais?
De fato, naquela manhã
tumultuada, a agência de notícias Associated Press chegou a informar que o
prédio havia sido atingido por um caminhão cheio de explosivos. Logo depois a
AP corrigiu a informação e divulgou a versão oficial do governo. Ser atingido
por um avião ou um caminhão cheio de bombas talvez não faça muita diferença se
você é a vitima, mas faz bastante se você é o governo. A "hipótese
carro-bomba" demonstraria que os ESTADOS UNIDOS são muito mais vulneráveis
do que a Casa Branca ousaria admitir.
A administração Bush desmente a
teoria do carro-bomba e afirma que o Pentágono foi atingido por um avião.
Lembre-se: eles não disseram a verdade sobre a falência da Enron. Nem sobre o
arsenal químico de Saddam Hussein.
PRIORATO DE SIÃO
Organização secreta supostamente
fundada em 1090 por Godofredo de Bouillon. o futuro rei cristão de Jerusalém. O
objetivo da ordem era a restauração da DINASTIA MEROVÍNGIA no trono da França.
Outras fontes afirmam que o priorato teria sido criado 90 anos mais tarde, em
1099, quando Jerusalém foi conquistada pelos cruzados e Godofredo assumiu o
título de Defensor do Santo Sepulcro.
O Priorato de Sião seria o
círculo interno e secreto da Ordem dos Cavaleiros TEMPLÁRIOS, fundada
oficialmente em 1118. As duas organizações supostamente tiveram os mesmos
grãos-mestre até 1188, quando se separaram. Nesta mesma época, o Priorato
adotou o nome de Ordem da Verdadeira Cruz Vermelha ou Rosa Cruz - que, no
entanto, não deve ser confundida com a popular organização gnóstica de mesmo
nome.
O Priorato de Sião sobreviveu
ao extermínio dos Templários na sexta-feira 13 de 1307 e participa ativamente
de várias conspirações até os dias atuais. Os grãos-mestre da ordem ao longo da
história incluiriam Botticelli (1483-1510). Leonardo Da Vinci (1510-19), lsaac
Newton (1691- 1727), Claude Debussy (1885-1919) e Jean Cocteau (1918-?).
O PROCESSO
Culto apocalíptico psicodéIico
(psico-apocalíptico?) que floresceu na Califórnia na metade dos anos 60. O
Processo foi fundado pelo casal Robert DeGrimston (o Professor) e Mary Anne
Maclean (o Oráculo), ambos ingleses.
DeGrimston na verdade nasceu em Xangai, mas foi para Inglaterra com
apenas 1 ano. Também conhecida como Igreja do Julgamento Final, a seita pregava
que Jeová, Cristo, Satã e Lúcifer não eram inimigos, mas aspectos da mesma
divindade. Ou, nas palavras de DeGrimston: “Cristo disse 'ama teu inimigo'. O inimigo
de Cristo era Satã e o inimigo de Satã era Cristo. Pelo amor, a inimizade foi
destruída. Pelo amor, Cristo e Satã destruíram a inimizade e estão juntos no Fim. Cristo para julgar. Satã para
executar”.
Os adeptos se vestiam de preto,
adotavam “patentes” inspiradas na hierarquia militar e usavam um símbolo
formado por quatro “Ps” em circulo que lembrava uma suástica nazi. Autores americanos
como Ed Sanders (The Family: The Story
of Charles Manson's Dune Buggy Attack
Battalion, E. P. Dutton, 1971) e Maury Terry (The Ultimate Evil: an lnvetigation
of America's Most Dangeraus
Satanie Cults, Barnes & Noble, 1999) especulam que o Processo está
por trás de várias atividades criminosas como tráfico de drogas, pornografia
infantil e assassinatos em série - tudo feito em nome de Satã. Psicopatas como
Charles Manson e o Filho de Sam teriam sido inspirados ou manipulados pela
seita.
Naturalmente, nenhum dos dois
autores apresenta provas ou evidências conclusivas dessa conspiração diabólica.
O único fato concreto é que os textos de DeGrimston ficaram cada vez mais
confusos a partir de 1970. Satã acabou tomando conta do panteão e Jeová e
Cristo foram reduzidos a coadjuvantes. Em 1974, o Conselho de Mestres, espécie
de diretoria do culto, preocupado com as tendências satanistas de DeGrimston,
resolveu expulsá-lo do grupo. Mary Ann Maclean assumiu o controle da religião,
que mudou de nome para Fundação Fé do Novo Milênio e, mais tarde, Fundação Fé
de Deus. O panteão também foi reformulado. Satã e Lúcifer caíram fora, Jeová e
Cristo tomaram conta.
Robert DeGrimston deixou os
Estados Unidos naquela época e, até onde se sabe, mantém-se afastado das práticas
religiosas, satânicas ou não. Mas e claro que é possível – embora não provável
- que ele secretamente lidere o tal underground satânico de que falam Terry e
Sanders.
PROJETO JARI
O bilionário americano Daniel
Keith Ludwig [1897-1992) poderia ser personagem de uma ficção de Joseph Conrad ambientada
nos tristes trópicos. Megalomaníaco, ele comprou, em 1967, uma fazenda de
16.000 Km2 em Monte Dourado, divisa do Pará com o Amapá, e a batizou de Jari Florestal
e Agropecuária Ltda. O empreendimento, entretanto, ficou mais conhecido como
Projeto Jari.
O objetivo de Ludwig era vender
celulose para o mundo inteiro e produzir quantidades exponenciais de carne e
arroz. Não deu certo. Apesar de investir 1,3 bilhão de dólares na fazenda,
Ludwig viu seu sonho ser engolido pela selva. Não foi só. Ele também acabou
transformado num capeta capitalista em forma de gente. Durante os anos 70,
nacionalistas de esquerda e de direita trombetearam a teoria conspiratória de
que o verdadeiro objetivo do Jari era criar uma AMAZÔNIA INTERNACIONALIZADA sob
a orientação dos ESTADOS UNIDOS.
Em 1982, o governo brasileiro
resolveu intervir e intermediar a venda do Jari para um grupo de empresários
brasileiros. A esquerda adorou,
a direita aplaudiu e - surpresa! - Ludwig também gostou. Ele estava doido pra
se livrar do abacaxi, afundado numa dívida de 450 milhões de dólares. Os
compradores assumiram o prejuízo que foi, em parte, subvencionado com recursos
públicos, via Banco do Brasil e BNDES. O Jari deixou de ser uma ameaça à nossa
soberania e virou uma ameaça ao nosso bolso.
PROJETO LUTHER BLlSSETT
Coletivo de artistas
anarquistas fundado em Bolonha, Itália, em 1994, o Projeto Luther Blissett se
define como uma "empresa política autônoma dedicada à narrativa”. O nome
"Luther Blissett" pode ser usado por qualquer um. Até por você. Todos
podem ser Luther Blissett. O problema é que Luther Blissett existe. É um
jogador jamaicano de futebol, ex-atacante
no Milan e, atualmente, auxiliar técnico do time inglês Watford. O Blissett
real jura que não tem nada a ver com o Blissett ficcional e se recusa a dar
entrevista sobre o assunto.
A ideologia do Projeto Luther
Blissett é uma mistura de anarquismo clássico, budismo tibetano, teorias
dadaístas e conceitos junguianos. Seu objetivo e a subversão pelo caos e seus
métodos lembram bastante a Operação Mindfuck (veja OM), à qual talvez esteja - ou não relacionado.
O PLB esteve por trás de
algumas operações bizarras e subversivamente hilariantes realizadas na Itália.
Em 1994, os jornais de Bolonha receberam dezenas de cartas de Ieitores
protestando contra uma onda de
ataques aparentemente sem sentido. Alguém ou algum grupo estava espalhando entranhas
de animais por lugares públicos. A imprensa fez longas reportagens sobre o
tema. Mas tudo era falso. Até mesmo as cartas dos leitores. Era uma lenda
urbana fabricada pelo PLB.
Em 1996, a cidade italiana de
Viterbo foi tomada por um onda de boatos de que a região estava infestada de
satanistas. Um certo Comitê para Salvaguarda Moral foi criado para combater os
adoradores de Satã, enquanto pichações misteriosas apareceram nos muros da
cidade. Uma TV local recebeu
uma fita de vídeo que mostrava a realização de uma missa negra. O pânico se
alastrou e a polícia ficou completamente desnorteada. Mas tudo era falso. O
vídeo, as pichações, os boatos e até o Comitê para Salvaguarda Moral. Era mais
uma Operação do PLB.
Recentemente, Luther Blissett
escreveu o romance Q - O Caçador de
Hereges (Conrad, 2002) sobre um
militante anabatista que combate a Igreja Católica. O livro virou um best-seller
na Itália e chegou-se a suspeitar que Luther Blissett é, na verdade, o
romancista e semiólogo UMBERTO ECO. O coletivo nega. Eco também.
Os inimigos do grupo também
afirmam que O Projeto Luther Blissett é,
na realidade, “uma conspiração judaico-maçônica que trabalha pelo
Anticristo”. Mas pode ser que as acusações também tenham sido forjadas pelo
próprio grupo.
Em 2002, pouco depois do lançamento de Q, o PLB mudou de nome. O
núcleo Luther Blissett agora se chama Wu-Wing ("Sem Nome”, em chinês).
PROJETO MONTAUK
Esta é uma espécie de TCU (Teoria Conspiratória Unificada)
capaz de explicar todos os mistérios e paradoxos do mundo em que vivemos.
Segundo a lenda, o Projeto Montauk começou em 1971 numa base da Força Aérea norte-americana
localizada no pico Montauk, em Long Island,
Estado de Nova York. A estação militar
estava ali desde os anos
1950, mas ganhou vários níveis subterrâneos (claro...) para abrigar o projeto. Conspirólogos sustentam que, apesar de
funcionar numa área federal, o Montauk era financiado por um governo oculto - talvez
o misterioso MAJESTIC 12.
O Projeto Montauk aprofundou e
ampliou as investigações do Projeto Fênix, criado nos anos 1940 para analisar
os bizarros efeitos colaterais do EXPERIMENTO FILADÉLFIA (suposta viagem no
tempo realizada pela marinha americana em 1943). O Montauk, entretanto, foi
bem além do objetivo inicial, desenvolvendo pesquisas nas áreas de CONTROLE
MENTAL, psicotrônica (fusão entre computador e mente humana), pulsos
magnéticos, mecânica quântica e universos paralelos.
Tudo começou com os pulsos
magnéticos.
A tese defendida pelos
cientistas do projeto era que a mente humana emitia ondas magnéticas que eram
decodificadas com maior facilidade pelos chamados sensitivos. A transmissão de
ondas artificiais na mesma freqüência das “naturais” possibilitaria, em tese,
que os receptores vissem e pensassem o que o emissor quisesse. O Montauk, em
síntese, queria manipular idéias à distância. Dizem que conseguiu.
Em 1973, a pesquisa entrou numa
nova fase com a criação da Cadeira Montauk, que unia o cérebro humano a um
computador. Sensitivos foram conectados ao aparelho e incentivados a projetar
pensamentos. O que aconteceu foi surpreendente. Eles supostamente conseguiram
materializar objetos sólidos a partir do nada. Ou quase isso. Os objetos
pensados seriam feitos de orgone - a bioenergia que, segundo o neuropsiquiatra
Wilhelm Reich, é emitida por todas as formas de vida (veja WILHElM REICH E OS DISCOS VOADORES).

Aparentemente, o único limite
para o poder da Cadeira Montauk era a imaginação do usuário. Relatos disponíveis
na Internet afirmam que prédios inteiros surgiram do nada quando imaginados
pelo "pensador”. Assim, uma pesquisa que pretendia alterar a percepção da
realidade acabou alterando a própria realidade (se é que existe alguma
diferença entre as duas coisas.)
Depois de produzir matéria do
nada, os cientistas resolveram mexer com o tempo. Usando a Cadeira Montauk e
outras invenções esquisitas (como uma antena chamada Orion Delta T), eles teriam
conseguido, em 1981 abrir fendas no espaço-tempo. A partir daí, o Projeto
Montauk se dedicou quase que exclusivamente à exploração do passado e do
futuro.
Se o mundo parece confuso, a
culpa é do Projeto Montauk. Não podemos nem precisar onde termina a realidade e
começa a insanidade, pois a nossa própria percepção do passado e do presente
não é mais confiável. Tudo o que algum pensou na Cadeira Montauk (por exemplo:
alienígenas GREYS controlam secretamente o planeta com a ajuda da ILLUMINATI)
tornou-se real.
Foi uma dessas experiências
desastradas, aliás, que colocou fim ao Projeto. Em 1983, diz a lenda, um pesquisador
chamado Duncan Cameron Jr. Libertou, sem querer, um monstro que habitava o seu
inconsciente. A criatura destruiu completamente as instalações do Montauk.
PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE SIÃO
Documento falso fabricado por
Sergei Nilus, esotérico da corte russa, e apresentado ao Czar Nicolau em 1903,
os "protocolos” são um plano de ação para a dominação mundial. Os tais
sábios manipulariam secretamente governos, países e organizações esotéricas com
o objetivo de criar um governo teocrático internacional liderado pelo “Rei dos
Judeus”. O Czar Nicolau sabiamente ignorou o documento. Mas depois da revolução
comunista de 1917 os protocolos reapareceram e acabaram provocando o
assassinato de 60 mil judeus pelo Exército Branco Russo, que via o marxismo-leninismo
como uma trama sionista. Alfred Rosemberg, teórico racial da Alemanha Nazista,
também se encarregou de divulgar o documento no seu país como uma prova da
“conspiração judia internacional".
Há quem acredite, porém, que os
falsos protocolos sejam a versão adulterada de um documento verdadeiro produzido
pelo misterioso PRIORATO DE SIÃO. Os protocolos, nesse caso, não revelariam uma
conspiração judia, mas sim uma conspiração monarquista para restaurar a DINASTIA
MEROVÍNGIA e levar os descendentes de Jesus Cristo e MARIA MADALENA ao poder
mundial.
SICODELIA
Em 1953, a CIA desenvolveu um
programa de CONTROLE MENTAL chamado MK ULTRA. Usaram tudo o que tinham direito:
hipnose, eletro-choque, lobotomia e drogas. As drogas foram, de longe, as mais
eficientes. Por isso, a pedido da Companhia, o laboratório Sandoz Pharmaceutic
acabou sintetizando o Lysergic Acid Dicthylamide - LSD, para os íntimos. Muito
doidona, a CIA distribuiu a droga dentro e fora dos Estados Unidos, além de
encorajar e financiar a construção de laboratórios caseiros de LSD nos anos
1960. Mas isso não faz sentido, bicho! A direita careta financiando a viagem da
moçada? Faz sim. O objetivo era, supostamente, produzir uma juventude alienada
e apática, sem filiações políticas e, principalmente, que não apoiasse ações
pró-soviéticas durante a Guerra Fria. Todo mundo ficaria falando em paz e amor
e não apareceria na reunião do DCE.
Há quem afirme que a CIA testou
secretamente o LSD em tropas americanas. Um desses testes teria sido realizado
na base naval japonesa de Atsugi em 1957. Quem servia lá nesta época era um
fuzileiro chamado LEE HARVEY OSWALD que, seis anos mais tarde, seria acusado de
explodir a cabeça do presidente John Kennedy.
R.A.W.
Robert Anton Wilson - ou R.A.W.
como preferem seus admiradores - às vezes se define como um “filósofo e
comediante”. Outras vezes, como um “ateísta transcendental anarco-tecnocrata",
seja lá o que isso for. R.A.W. é assim mesmo: ele veio pra confundir e não pra explicar.
No seu site oficial (www.rawilson.com) há uma página chamada
“Who is Robert Anton Wilson”? que muda totalmente cada vez que é recarregada.
Sabe-se, porém, que R.A.W.
nasceu no Brooklyn, em Nova York, em 1932. Entre 1966 e 1971, foi editor da
revista Playboy. Logo depois
trocou o jornalismo pela literatura de ficção científica e escreveu The Illuminatus! Trilogy (Dell
Publishing, 1975) em parceria com Robert Shea. Descrito como um "conto de
fadas para paranóicos", o cultuado romance descreve a guerra secreta entre
os adeptos do Caos e da Ordem, da ATLÂNTIDA até o século 20. Os seguidores do
Ordem são chamados de ILUMINATI, enquanto a turma do Caos é conhecida como
SOCIEDADE DlSCORDlALISTA.
The
lIIuminatus! Trilogy termina com um longo apêndice explicativo que conta
a origem histórica dos Iluminados da Bavária e do Discordialismo. O problema é que, embora a lIIuminati tenha
existência histórica comprovada, os discordialistas parecem obra de ficção. Em
tese, a Sociedade Discordialista surgiu em 1958 com a publicação do Princípio
Discórdia em São Francisco, Califórnia, por Malaclypse, o Jovem (pseudônimo de
Greg HiII) e Omar Khayyam Ravenhurst (Kerry Thorniey). Mas Greg Hill e Kerry
Thornley também parecem personagens de ficção. Nada se sabe sobre HiII, e o que
se sabe sobre Thornley só complica a coisa. A biografia disponível na Internet
diz que ele era amigo de LEE HARVEY OSWALD e que ambos foram vítimas de um
experimento de CONTROLE MENTAL da CIA. Thornley também afirmava ter sido contatado
por um escritor misterioso que queria sua ajuda num livro chamado Hitler era um cara Iegal.
Alguns acham que Thornley era
só um sarrista com senso de humor doentio. Outros pensam que ele adquiriu o
senso de humor doentio depois de ter os neurônios fritados pelo MK ULTRA. E há
também quem afirme que Thornley é um pseudônimo de Robert Anton Wilson. Talvez
seja. Mas existiu um certo Kerry Thornley que morreu em novembro de 1998, em Londres.
Era tão real que o promotor Jim Garrison chegou a suspeitar que ele fazia parte
da mega-conspiração que assassinou o presidente Kennedy.
Robert Anton Wilson, por sua
vez, está vivo e continua obcecado por teorias conspiratórias e cultos
religiosos alternativos. Ele afirma que foi ordenado Papa do Discordialismo
pelo próprio Thornley.
RAY PALMER - INVENTOR DOS DISCOS VOADORES
A assinatura do escritor
americano Ray Palmer (1910-1977) aparece em apenas algumas novelas baratas e
desconhecidas de ficção científica, embora ele seja um dos autores mais influentes
da segunda metade do século 20. Confuso? É simples.
Em 1938, Palmer assumiu o cargo
de editor da revista pulp Amazing
Stories. A revista tinha sido fundada em 1926 por Hugo Gernsback e,
apesar de ter publicado clássicos de Julio Verne, H.G. Wells e Edgar Rice
Burroughs, não ia bem das pernas na virada dos anos 1930 pros 40. O novo editor
teve, então, uma idéia salvadora: além dos contos de ficção científica, começou
a publicar reportagens insólitas. A primeira dessas matérias sensacionalistas
foi escrita por um certo Richard Shaver e contava a história da maléfica raça
dos Deros que vive no centro da Terra. A história foi um sucesso e milhares de
pessoas ainda acreditam na narrativa de Shaver. Veja TERRA OCA e comprove.
Ray Palmer continuou a publicar
reportagens desse gênero até que, em 1947, o piloto Kenneth Arnold apareceu na
imprensa afirmando ter avistado vários objetos que deslizavam no céu como
"discos voadores". Ray Palmer percebeu a oportunidade e, a partir daí,
Amazing Stories passou a
dedicar várias páginas aos tais discos. Palmer foi o primeiro a falar em
ABDUÇÃO ALIENÍGENA e a denunciar a presença amedrontadora dos HOMENS DE PRETO.
Além disso, deu grande destaque à famosa queda de um OVNI em Roswell em 1947.
A idéia de que uma conspiração
governamental encobre a presença alienígena entre nós foi praticamente
inventada ou revelada (você escolhe) por ele. A estratégia editorial de Palmer
deu tão certo que, em 1948, ele lançou uma nova revista, Fate, totalmente dedicada à
investigação de fenômenos estranhos (o monstro de Loch Ness, o abominável homem
das neves, etc.).
Ray Palmer morreu em 1977. Não
viveu o suficiente para ver o sucesso da série ARQUIVO X e o advento da
"paranóia chic" na Internet. Mas realizou o sonho de todo escritor de
ficção cientifica: criou um mundo bizarro que, de uma maneira estranha, parece
incrivelmente real. Ou como notou o escritor Robert Anton Wilson (veja R.A.W.)
no livro Everything is Under Control (Harper Perennial,
1998), "Milhões de pessoas estão vivendo num mundo criado por Ray Palmer,
embora a maioria nunca tenha ouvido falar dele".
RENNES-LE-CHÂTEAU
Pequena cidade do sul da
França, localizada ao leste dos Pirineus e a 40 quilômetros de Carcassonne.
Nada muito especial para turistas apressados. Mas as aparências enganam.
Rennes-Le-Château tem papel importante numa das mais intricadas conspirações relatadas
neste livro. Tudo começou em 1891, quando o padre da cidade, Berenger Saunière,
resolveu reformar a velha igreja consagrada a MARIA MADALENA e construída em
1059. Saunière fez uma campanha junto aos fiéis, arrecadou algum dinheiro e
começou a tocar a obra. Quando retirou a pedra do altar principal, percebeu que
as duas colunas que o sustentavam eram ocas. Dentro de uma delas havia quatro
pergaminhos escritos em latim. Dois deles continham genealogias e,
aparentemente, datavam de 1244 e 1644. Os outros dois eram transcrições recentes
(1780, possivelmente) do Novo Testamento. Os pergaminhos com trechos da Bíblia
traziam duas mensagens secretas. Ou mais ou menos secretas, pois algumas letras
estavam propositalmente
elevadas em relação às outras para formar frases facilmente detectáveis. A
primeira mensagem era simples:
"A Dagoberto II, Rei, e a Sião
pertence este tesouro e ele está
aqui morto”.
Dagoberto II foi o último rei
da DINASTIA MEROVÍNGIA, que era supostamente descendente de israelitas que emigraram
para a França. A segunda mensagem era mais complicada e seu significado
permanece indecifrável:
"Pastor, nenhuma tentação.
Que Poussin, Teniers possuem a chave. Paz 681. Pela cruz e seu cavalo de Deus,
eu completo (ou destruo) esse demônio do guardião ao meio-dia. Maçãs azuis”.
O padre Saunière colocou os
pergaminhos debaixo do b raço e foi a Paris conversar com autoridades
eclesiásticas. Não se sabe o que aconteceu na capital francesa, mas Saunière
voltou para Rennes-le-Châteaux com a carteira recheada. Ampliou a estrada que
levava á cidade, construiu uma casa chamada Torre Magdala e uma casa de campo,
Villa Bethania, que não chegou a ocupar. Além disso, o padre terminou a reforma
da igreja e acrescentou detalhes bizarros à construção. A pia de água benta é
sustentada por uma estátua do demônio ASMODEUS. Nos vitrais da igreja, que
mostram a Via Sacra, há uma criança de kilt escocês observando a crucificação.
Outra cena sugere que o corpo de Jesus está sendo retirado secretamente da
tumba durante a noite. Para completar o mistério, o padre Saunière mandou
gravar em latim no pórtico da igreja: Terribilis est Iocus est”. Traduzindo:
"Este local é terrível”. As imagens da igreja podem ser vistas no site www.rennes-le-chateau.com
Alguns conspirólogos suspeitam
que Saunière encontrou, além dos documentos, o tesouro secreto dos TEMPLÁRIOS.
Outros afirmam que os pergaminhos, principalmente as genealogias, eram o
próprio tesouro - e que o padre teria usado os documentos para chantagear o
VATICANO. Que genealogia seria tão perigosa a ponto de ameaçar a Igreja?
REPTlLlANOS
Os reptilianos são, dependendo
de onde se pesquisa, nativos da quarta dimensão ou da constelação do Dragão. O
escritor inglês David Icke, mezzo conspirólogo, mezzo filósofo new age, é o
inimigo mais famoso desses répteis espaciais. Ele afirma em meia dúzia de
best-sellers que todos os problemas do mundo (guerra, fome, peste e morte) derivam
dos alienígenas. Eles estão por trás de tudo; governos, bancos, indústrias,
mídia e sociedades secretas (especificamente, a MAÇONARIA e a ILLUMINATI).
Segundo lcke, os reptilianos
entraram em contato com a humanidade há aproximadamente 10 mil anos. Além de ensinar
técnicas científicas rudimentares aos terráqueos, os safados transaram com as
fêmeas humanas, gerando uma raça híbrida que até hoje controla o destino do
planeta. A rainha Elizabeth II, da Inglaterra, e o presidente americano George
W. Bush são, diz ele, reptilianos com capacidade de mudar de
forma. Na sua aparência
original, os desagradáveis extraterrestres são répteis bípedes, com asas nas costas
e rabos de lagarto, lembrando a clássica representação do demônio cristão. Isso
não incomoda os adeptos da doutrina de Icke. Segundo eles, o diabo foi criado à
imagem e semelhança dos lagartos espaciais que, aliás, são igualmente
infernais. Eles bebem sangue humano e comem criancinhas. Icke sustenta,
inclusive, que a morte de DIANA SPENCER foi, na realidade, um sacrifício ritual
para as iguanas cósmicas. Embora a maioria dos ufólogos tenha feito uma opção
preferencial pelos GREYS nas suas teorias conspiratórías, os seguidores de
David Icke não dão importância aos baixinhos cinzentos, que seriam apenas uma
raça proletária criada pelos lagartos.
Os reptilianos transmorfos são
ainda associados à DINASTIA MEROVÍNGIA (que seria descendente desses aliens, segundo
Icke) e ao PROJETO MONTAUK (que teria sido supervisionado por eles).
REPÚBLICA SOCIALISTA IANOMÂMI
Existe uma República Socialista
lanomâmi no exílio. O presidente chama-se Charles Dunbar e é um americano de
Connecticut "naturalizado" ianomâmi. O vice-presidente é alemão e o único
índio do governo exilado é um certo Akatoa, que se diz ianomâmi legítimo. A
República Socialista ianomâmi, embora não seja reconhecida pelo Brasil, emite
até documentos próprios. Em 1996, durante o III Encontro Nacional de Estudos
Estratégicos no Rio de Janeiro, o então governador de Roraima, Neudo Ribeiro
Campos, teria apresentando um passaporte expedido pela tal Nação ianomâmi.
Este governo indígeno-socialista
seria parte de uma conspiração liderada pelos ESTADOS UNIDOS para criar uma
AMAZÔNIA INTERNACIONAlIZADA. A primeira etapa do plano foi a criação do governo
exilado. Num segundo momento, a República ianomâmi começaria uma campanha pela
independência, com apoio de entidades ambientalistas internacionais (muitas das
quais são apenas fachada para grupos econômicos poderosos). A última fase
acontecerá quando os ianomâmis pedirem a intervenção da ONU no conflito,
abrindo caminho para a ocupação estrangeira.
O Plano Colômbia foi criado
apenas para que militares americanos possam estudar a região e invadida no
futuro. O território reivindicado pela futura nação englobaria 94 mil
quilômetros quadrados do território brasileiro (a reserva ianomâmi oficial)
mais 83 mil quilômetros quadrados da Venezuela, totalizando 177 mil quilômetros
quadrados.
Esta bem orquestrada
conspiração foi revelada na revista A
Defesa Nacional e comentada no site www.brasil.iwarp.com
mantido por militares brasileiros da reserva. Segundo o site, até a chamada "tribo
ianomâmi" é uma farsa. O falecido coronel Carlos Alberto Menna Barreto,
que estudou o assunto durante dez anos, dizia que vários grupos indígenas de
língua e costumes diversos vivem naquele território.
A denominação
"ianomâmi" seria falsa, pois este não é o grupo cultural hegemônico
da região.
REX DEUS
Segundo os autores do livro Rex Deus (Imago, 2002), os supostos
descendentes de Jesus e MARIA MADALENA, que se refugiaram na Europa depois da
crucificação do Messias, são conhecidos como famílias Rex Deus. Durante toda a
Idade Média, a linhagem teria travado uma luta subterrânea contra a Igreja Católica,
propagando conhecimentos esotéricos cifrados (as sagas do SANTO GRAAL e o Tarô)
e apoiando ordens e seitas heréticas (os TEMPLÁRIOS e os CÁTAROS). O Rex Deus
também teria promovido casamentos entre os membros e as principais casas
dinásticas da Europa. O objetivo era obter o poder terreno para divulgar o
verdadeiro ensinamento de Cristo. E aí começa o samba do crioulo esotérico
doido.
Na primeira parte do livro, os
autores insistem que Jesus era um rabino essênio engajado apenas na
transformação da fé do seu povo e nem um pouco preocupado com os gentios. O
deus-que-se-faz-carne e o próprio cristianismo seriam invencionices de PAULO DE
TARSO. Mas então surge a pergunta inevitável: por que os descendentes desse
mestre essênio, cuja linhagem podia ser traçada até o rei Davi, propagariam
crenças esotéricas que nada tinham a ver com os ensinamentos do Deus dos seus
ancestrais? Os autores driblam a coerência e afirmam, lá pelas tantas, que
Jesus era um sacerdote gnóstico do deus egípcio Osíris, e não de Jeová. Aí fica
difícil.
ROBERTO MARINHO MORREU EM OUTUBRO DE 2001
Um curioso e-mail circulou em
forma de spam em maio de 2002. Verdade ou mentira? Você decide. O texto, resumido,
é o seguinte:
Um alto diretor executivo da
Rede Globo, recentemente afastado, revelou um fato surpreendente que implica em
mudanças radicais nos meios de comunicação de massa do país e, por extensão, em
toda a sociedade: Roberto Marinho está morto desde outubro do ano passado (2001). (..) A cerimônia do enterro
se deu de forma quase secreta no cemitério São João Batista, em Botafogo,
estando presentes apenas a mulher, Dona Lili Marinho, e os filhos. Consta que
Roberto Marinho, 94 anos, foi sepultado no mausoléu dos imortais como Ricardo
de Oliveira Malta, nome que, de fato, nunca passou pela ABL (...) No Jornal
Nacional, na edição de 17 de março deste ano (2002), foi divulgado que o
jornalista esteve presente no jantar inaugural de um hospital patrocinado pela
Fundação Roberto Marinho. A gravação, de poucos segundos, e de 1998, e com uma
observação mais apurada é possível notar que se passa no Real Gabinete Português
de Leitura, localizado no centro do Rio de Janeiro. O motivo pelo qual o
falecimento de Roberto Marinho foi ocultado tem a ver com o momento delicado em
que (sic) o Grupo Globo se
encontra. A idéia da família e que, mantendo ativa a figura do patriarca, a
autonomia do conglomerado não sofreria
(sic) abalos no meio financeiro. Contudo, a ausência do principal nome
da imprensa brasileira tem causado grandes desentendimentos administrativos (um
dos quais acarretou a saída deste diretor), comprovados pela queda abrupta do
índice de audiência da programação global observada no último ano, bem como
vultosos prejuízos em outras empresas da holding. (...) O falecimento de
Roberto Marinho não foi nem será veiculado por nenhum meio de comunicação
controlado pelo grupo. Repasse este e-mail para quantos você achar que devem
tomar conhecimento deste fato que, sem dúvida, é importantíssimo para toda a sociedade,
não necessariamente pelo falecimento de um indivíduo, mas pelos desdobramentos
da omissão e manipulação de fatos a que somos expostos todos os dias.
RONALDINHO E A NIKE
Na final da Copa de 1998, a
França enfiou 3 a 0 no Brasil e levou o título. Cinco horas antes de entrar em
campo, o atacante Ronaldinho tinha sofrido violentas convulsões. Mesmo assim, o
jogador foi escalado e teve uma performance péssima. Como ele carregava o time
nas costas, a equipe desmoronou.
Na época, surgiu todo tipo de
teoria conspiratória. A maioria envolvia a Nike, patrocinadora da Seleção.
Segundo os boatos, o contrato com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol)
estipulava que Ronaldinho tinha de estar em todos os jogos, com ou sem
convulsão. A Nike teria, portanto, forçado a escalação e, por tabela, causado a
derrota. Outra teoria conspiratória popular na época é que o Brasil teria
entregado o título para, em troca, sediar a copa de 2002. Outra, mais sacana,
dizia que Suzana Werner, namorada de Ronaldinho em 1998, teria pulado a cerca e
deixado o craque deprimido. Daí, a convulsão.
A mais divertida era que o
jogador havia sido envenenado pelo cozinheiro francês da concentração.
Quase quatro anos depois,
constatou-se que a convulsão tinha sido provocada por uma injeção do analgésico
xilocaína no joelho combalido do craque e que a decisão de escalá-lo foi de
Zagallo e de mais ninguém. Ronaldinho deu a volta por cima, teve uma
performance fenomenal na Copa de 2002 e trouxe o pentacampeonato para o Brasil.
ROSWELL
Todas as teorias conspiratórias
que envolvem alienígenas nasceram aqui. Além de ser a terra natal de Demi
Moore, a cidadezinha de Roswell, no Novo México, foi o cenário da queda de um
objeto voador não identificado em 2 de julho de 1947. Isso é fato. O major da
Força Aérea Jesse Marcel foi enviado ao local e chegou a afirmar que o objeto
era de origem extraterrestre. Mas foi desmentido no dia seguinte por um comunicado
oficial do governo americano. Segundo as autoridades, o OVNI era apenas um
balão meteorológico. Os ufólogos não acreditaram. Eles afirmam que o troço era
um disco voador mesmo. Vários alienígenas GREYS teriam sido encontrados nos destroços.
Alguns ainda com vida. Esse primeiro contato teria possibilitado a formalização
de um pacto secreto entre humanos e extraterrestres nos anos 50. Em troca de
tecnologia, os americanos permitiriam que os ET’s abduzissem seres humanos para
estudos biológicos.

Em 1997, 50 anos depois da
queda, a Casa Branca veio com nova explicação: o que realmente caiu em Roswell foi um balão espião usado para detectar
armas nucleares na ex-União Soviética. A Guerra Fria justificaria o sigilo em
torno do caso em 47. Ninguém acreditou.
SANTO
GRAAL
O Graal tem várias formas.
Geralmente é descrito como um cálice, já que "graal” parece derivar de
“greal”, antiga palavra francesa para "tigela" (a mudança teria
razões estéticas: uma tigela sagrada não dá a mínima credibilidade). Mas no
romance Perzeval, de Wolfran Von
Eschenbach, escrito no final do século 12, o Graal é uma pedra, o que demonstra
a mutabilidade do objeto.
Em A Morte de Artur, de Sir Thomas Malory, escrito em 1485, o Graal é
a única coisa capaz de salvar o rei moribundo e seu reino, que agoniza junto
com ele. A associação do Glaal com a fertilidade da terra parece indicar que o
mito tem origem celta, como quase tudo que se relaciona rei Arthur.
Nas lendas cristãs, o Graal
aparece em dois momentos cruciais da história de Jesus Cristo: é usado na celebração
da santa ceia e para recolher o sangue do Messias na crucificação. José de
Arimatéia teria ficado com o cálice e o escondido em Glastonbury, na
Inglaterra. Outra versão diz que
quem ficou com o Graal foi MARIA MADALENA, que o levou para Marselha. na França.
Os autores de O Santo Graal e a Linhagem Sagrada (Nova Fronteira, 1993) argumentam que o Graal
não é um objeto, mas sim uma linhagem: a descendência de Jesus Cristo e Maria
Madalena. Em muitos manuscritos antigos (e mesmo na versão relativamente atual
de Malory), o cálice é chamado de sangraal
ou sangreal, que significaria,
claro, "sangue real”. Esses descendentes teriam se misturado à linhagem
real dos francos dando origem à DINASTIA MEROVÍNGIA.
Os autores de Rex Deus (Imago, 2002), que discute o
mesmo tema, afirmam que Cristo e Madalena tiveram pelo menos dois filhos: Tiago
(levado à Inglaterra por José de Arimatéia) e Sara (levada à França por Maria
Madalena). Esta linhagem sagrada travaria uma guerra secreta e sem tréguas
contra o VATICANO. Até hoje.
SATÃ PILOTA OS DISCOS VOADORES
Sabe-se pouca coisa sobre
William D. Brehm. A primeira é que ele tem obsessão por discos voadores. A
segunda é que ele é filho de um pastor batista. A terceira é que ele leu as
teorias conspiratórias de JACQUES VALLEE e, inspirado pelo pesquisador
franco-americano, inventou sua própria tese sobre os UFO’s. A quarta é que ele
mantém um site na Internet onde expõe minuciosamente suas maionese-trips www.users.ren.com/comingsoon/occult.html
Assim como Vallee, Brehm não
acredita em alienígenas e afirma que Satã é quem dirige os malditos discos
voadores. Ou criaturas diabólicas, o que dá na mesma. Para Brehm, a Nova Era,
alienígenas e deuses astronautas é tudo coisa do demo. E ele até ensina uma
fórmula para você se livrar de uma ABDUÇÀO ALIENÍGENA. Quando um disco voador
se aproximar é só dizer: "Vade retro, Satanás, eu te renego e te
esconjuro!"
SIRHAN SlRHAN
Los Angeles, 5 de julho de 1968. O senador Robert Kennedy tinha
vencido as primárias da Califórnia e estava prestes a se tornar o segundo
Kennedy a ocupar a Casa Branca. Uma das suas promessas da campanha era reabrir
as investigações sobre o assassinato do seu irmão, John Kennedy, que ele
acreditava ter sido vítima de uma conspiração.
Robert Kennedy estava hospedado
no hotel Ambassador. Ao se dirigir para o salão de conferências, onde falaria
com a imprensa, um imigrante palestino chamado Sirhan Bishara Sirhan parou na
frente dele, apontou um revólver e atirou três vezes. Os seguranças imobilizaram
rapidamente o rapaz, mas ficaram intrigados com a agressividade e a força
física dele, que era magro e baixinho. Robert Kennedy não sobreviveu.
Na autópsia, diz a lenda,
descobriram que ele tinha uma estranha perfuração na nuca, como se tivesse sido
baleado por trás e de perto. Surgiu a teoria, nunca comprovada, de que a missão
do jovem palestino era apenas desviar a atenção do verdadeiro assassino - que
continua impune. Muitos conspirólogos acreditam que Sirhan Sirhan tenha sido
vítima de um experimento de CONTROLE MENTAL. Segundo testemunhas, ele parecia
bastante calmo antes do crime. Até que uma misteriosa garota de vestido de
bolinhas se aproximou e sussurou algo no ouvido dele Sirhan Sirhan ficou agitado
e, alguns minutos depois, atirou no senador.
Na prisão, o psiquiatra Seymour
Pollak hipnotizou o rapaz para que ele recordasse o momento do crime. Mas tudo
o que ele disse foi: “a garota... a garota...”
Na casa de Sirhan Sirhan, a
polícia encontrou anotações desconexas com o símbolo da ROSA CRUZ e referências
à IllUMINATI, ao lado das frases "mind control" e "R.F.K. must
be assassinated” escritas várias vezes. Talvez fosse uma pista falsa. Talvez
não.
Um outro hipnotizador chamado
Joseph Bryan Jr. chegou a afirmar na época que Sirhan Sirhan havia sido
“programado” por ele, a pedido da CIA, para ser um assassino remotamente
controlado. A agência desmentiu tudo. Nem precisava. Bryan Jr. era um notório
picareta e ninguém o levou à sério. Mas talvez estivesse falando a verdade. Quem sabe?
Com o assassinato de Robert
Kennedy, o candidato republicano Richard Nixon, que tinha sido derrotado por
John Kennedy em 1963, foi eleito presidente americano. Sirhan Sirhan está vivo
e cumpre pena de prisão perpétua na Califórnia. Ele diz que não se lembra de
ter matado o senador.
SÍRlUS
No noroeste do continente
africano, em Mali, vive a tribo dos dogons. São 300 mil pessoas espalhadas por
700 aldeias construídas nas encostas da montanha Bandiagara. A origem desse
povo é incerta. Eles provavelmente migraram da Líbia para Mali há milhares de
anos, embora alguns estudiosos sustentem que eles sejam descendentes dos
egípcios.
Na década de 1930, dois
antropólogos franceses, Marcel Griaule e Germain Dieterlen, resolveram
pesquisar a cultura dogon e ficaram muito intrigados. A mitologia da tribo, que
remontava a 3.200 a.C. afirmava que a Terra girava em torno do Sol, que Júpiter
tinha quatro luas e que Saturno era cercado por anéis.
Mas os dogons eram mesmo
obcecados pela estrela Sírius, que fica há 8,6 anos-Iuz da Terra. O calendário
dogon baseia-se num longo ciclo de 50 anos, e a explicação, segundo os sacerdotes
da tribo, é simples. Sírius é orbitada por uma anã branca, Sírius B, cujo movimento
de translação dura 50 anos.

O curioso é que, embora os
astrônomos europeus suspeitassem da existência de Sírius B desde o século 19,
eles só concluíram que ela era uma estrela anã, extremamente densa e compacta,
na segunda década do século 20. As lendas dogon, no entanto, contavam que Sírius
B era tão pequena e tão pesada que todos os seres humanos juntos não
conseguiriam carregá-Ia.
Os dogons atribuíam seus
avançados conhecimentos aos deuses nommo, extraterrestres de Sírius que teriam
visitado a Terra 5 mil anos atrás e ensinado os homens a viver em sociedade. Os
nommo eram seres metade homens, metade peixes, que respiravam tanto na água
quanto na terra firme.
Empolgado pela pesquisa dos
franceses, o antropólogo inglês Robert K. G. Temple debruçou-se sobre o assunto
e escreveu, em 1977, o livro The
Sirius Mistery (Destiny Books). Temple encontrou referências aos
homens-peixe espaciais na mitologia dos babilônicos (que os chamavam de
oannes), acádios (que os chamavam de ea) e sumérios (enki). A conclusão do
pesquisador foi que os dogons e outros povos do Oriente Médio realmente
mantiveram contato com criaturas
extraterrestres há 5 mil anos, quando as primeiras civilizações humanas começavam
a surgir.
Embora Temple seja um pouco
mais respeitado do que outros teóricos do astronauta ancestral ele não escapou
de ser ridicularizado pelo astrônomo Carl Sagan, que atribuiu o conhecimento
cosmológico dos dogons a uma simples catequese cultural. Segundo Sagan, os
dogons possivelmente tiveram contato com europeus que, percebendo a atração dos
nativos por Sírius, resolveram incrementar as lendas locais com novíssimas
informações astronômicas. Carl Sagan, só não conseguiu explicar a origem dos
tabletes de argila dogons, alguns com mais de 400 anos, que retratariam Sírius
B girando de forma elíptica em torno de Sírius.
Robert Temple não foi, entretanto, o único a se envolver com Sírius. O conspirólogo Gérard De Sède chegou a afirmar em La Race Fabuleuse (Editions J'ai Lu,