WICCA
A bruxaria wicca (pronuncia-se |u-î-ka|) segundo seus livros e manuais ela surgiu durante os primórdios da humanidade quando os seres humanos começaram a despertar sua percepção para os mistérios da natureza. Segundo os pesquisadores da Pré-história a primeira manifestação foi durante o período Neolítico com as chamadas “Madonas Negras”. Portanto foram com as deusas da fertilidade os primeiros objetos de adoração dos povos primitivos em varias partes da Europa. De acordo com esses povos assim como uma mulher dava a luz a uma criança assim também toda a natureza e universo deveria ser. Daí nasce a idéia da Grande Mãe. Porém para haver fertilidade precisava-se do principio masculino que estes povos dependentes da caça foram buscar no seu deus dos animais e da fertilidade que era chamado de deus de chifres ou Cornífero.
Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias crenças, que, ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu nascimento à Wicca. Com a rápida expansão desse povo, ela foi levada para regiões onde se encontram Portugal, Espanha e Turquia. O povo Celta foi o mantenedor da tradição, é importante que conheçamos, pelo menos, o rudimento de seu pensamento e cultura. O Panteão Celta, ou seja, o conjunto de Deuses e Deusas dessa cultura é hoje o mais utilizado nos rituais da Wicca, embora possam trabalhar com qualquer Panteão, desde que conheçam o simbolismo correto, e não misturem os Panteões num mesmo ritual.
A sociedade Celta era matrifocal, isto é, o nome e os bens da família eram passados de mãe para filha. Homens e mulheres tinham os mesmo direitos, sendo a mulher respeitada como Sacerdotisa, mãe, esposa e guerreira, participando das lutas ao lado dos homens. O culto da Grande Mãe e do Deus Cornífero predominaram nas regiões da Europa dominadas pelos Celtas, até a chegada dos romanos, que praticamente dizimaram as tribos Celtas, que nessa época já estavam sendo dominadas pelos Druidas, que representavam uma introdução ao patriarcalismo.
Porém, em muitos lugares, a religião wicca continuou a ser praticada, pois havia certa tolerância por parte dos romanos, chegando certos ramos da Wicca a incorporar elementos do Panteão Greco-Romano, especialmente na Bruxaria Italiana.
Sendo assim a religião wicca monta suas bases sobre um período muito distante da nossa história e requer para si o título de religião mais antiga do mundo. Vindo antes do Cristianismo os praticantes dizem que nada tem haver com “Satanismo” pois este é um culto a satanás uma figura anti-cristã e a religião já existia muito tempo antes disso.
É necessário entender a mente do wiccano que já está mergulhado neste mundo de fábulas. O praticante da wicca não tem a idéia formada de mal e bem. Tudo é relativo de acordo com a ótica do próprio bruxo uma vez que não existe uma figura representativa do mal e bem. Seus deuses estão difusos no “TODO” e não há um Deus Pai pessoal de acordo com o Cristianismo.
O wiccano desconsidera todos os valores cristãos tal como Cristo, Deus Pai, Espírito Santo e o diabo e seus demônios não têm sequer qualquer valor na wicca chegando a ser motivo de escárnio tal crença. Na mente do wiccano existe uma mágoa e um sentimento de revanchismo contra a Igreja (Católica) por causa da inquisição que segundo eles mataram muitos bruxos e bruxas durante a Idade Média. Este sentimento atualmente é estendido a todo o Cristianismo.
Para a Wicca, existe um Princípio Criador, que não tem nome e está além de todas as definições. Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida.
Princípio Feminino ou Grande Mãe
A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade. É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado. A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna. Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à Bruxa na Imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte Feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal.
Princípio Masculino ou Deus Cornífero
Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe, todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios de Morte e do Renascimento. Na Wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, eles fazem amor, a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da Natureza, e mostra os ciclos da nossa própria vida. Para alguns, pode parecer meio incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas é preciso perceber o verdadeiro simbolismo do mito, pois do útero da Deusa todas as coisas vieram, e, para ele, tudo retornará. As mulheres sempre foram mães de todos os homens pelo seu poder de promover o renascimento espiritual do ser amado e de toda a Humanidade. Mas o sentido profundo do simbolismo na Bruxaria só pode ser verdadeiramente entendido através da meditação e do contato intuitivo com a energia dos Deuses.
O mito da Wicca reflete o comportamento social do povo que deu origem esta religião. Nesta cultura matriarcal existia um alto valor à mulher, portanto nada mais natural que seu mito refletisse este comportamento. Portanto para nós atualmente é importante ver como este mito se reflete sobre os wiccanos.
A adesão à religião wicca é feita em sua maioria por jovens que viveram em uma família cuja figura paterna ou era ausente ou distorcida e um apego maior a mãe. Portanto o jovem wiccano que sofreu este abandono paterno entra para a wicca, pois ele se identifica com este padrão matrifocal e deuses impessoais.
A libertação sexual também é uma motivação muito importante na “conversão” wicca. O sexo fora do casamento (fornicação) e o homossexualismo não é condenado, antes incentivado, pois o sexo é visto como parte da natureza e carregado de Energia (Magia). Então notamos porque muitos jovens que sofreram abusos sexuais na infância se aderem facilmente a wicca para enfim libertar sua homossexualidade. O uso de drogas e a prática da orgia não é bem vista por alguns praticantes, porém esta atitude e perversão sexual também não são condenadas. Enfim como foi dito antes a consciência de Bem e Mal é muito relativa e eles são guiados por apenas uma Lei que é: “Faça o que tu queres, desde que não faça mal ao próximo nem a si mesmo”, portanto praticamente nada se torna condenável e repudiado na wicca. Todo este Mito da Wicca serve para atrair muitos dos jovens sofridos e solitários que precisam apenas de um “aval” para libertar sua natureza quer homossexual ou fornicária. Não existe nenhuma base arqueológica para afirmarem a existência deste mito exceto por algumas pequenas estatuas achadas que dizem ser os objetos de adoração de seus antepassados.
A prática wicca é feita preferencialmente em meio à natureza, porém também pode ser praticada em casa ou apartamento. Normalmente é feita em grupo chamado de “coven” (pronuncia-se |Côven| ou |Côvén|) que significa irmandade, mas muitos têm optado em seguir a Wicca solitariamente (chamado bruxo (a) solitário).
O primeiro passo do neófito é estudar a religião durante 1(um) ano e 1(um) dia. Neste período ele busca adquirir e ler muitos livros, montar sua estrutura instrumental e herbaria. Os instrumentos para o praticante são apenas como uma extensão do corpo e ferramentas para alterar a consciência, apesar de alguns desses instrumentos conterem neles mesmo a natureza mágica.
Os Intrumentos
O Caldeirão - Embora algumas tradições discordem, o Caldeirão é o instrumento mais importante e significativo para as Bruxas. Ele representa o Útero da Grande Mãe, ou seja, a origem do Universo e de toda a Vida. Dele viemos e para ele retornaremos eternamente. É no Caldeirão que as Bruxas preparam os feitiços, a poção e acendem o fogo para os rituais, quando não é possível acender uma fogueira ao ar livre. Nele se realiza a Grande Alquimia Universal. Em muitos feitiços ele pode conter água ou vinho energizado pela Luz da Lua. De preferência, ele deve ser de ferro, com três pés, representando os três aspectos da Deusa. Na falta de um caldeirão, uma panela ou tigela pode substituir, desde que não seja de material sintético, como teflon, plástico ou alumínio. Está ligado ao elemento Água.
O Cálice - Associado ao mito do Santo Graal, o Cálice é usado para consagrar e beber o vinho dos rituais, tendo o mesmo simbolismo do caldeirão. Ele foi introduzido na Wicca em época mais recente. Em algumas tradições mais puristas é substituído por uma concha ou um chifre, onde se toma o vinho. Ele também pode ser substituído por uma taça, ou mesmo um copo, desde que não seja de material sintético. Da mesma forma que o Caldeirão, liga-se à Água.

O Punhal - Tradicionalmente, o punhal da Wicca é de Lâmina dupla com cabo preto, sendo chamado ATHAME (pronuncia-se átame), uma palavra de origem incerta que significa "O que não morre". Ele representa a energia masculina, sendo um símbolo fálico dentro do ritual. Ele é traçado para abrir círculos, e, durante a Consagração, é introduzido no Cálice para simbolizar a União do Deus e da Deusa. Os ramos mais tradicionalistas substituem o Punhal pela Varinha Mágica, alegando que ele foi introduzido recentemente na Wicca, não fazendo parte dos instrumentos tradicionais. O mesmo se diz da Espada, pois ele é um instrumento de Magia Cerimonial, que nada tem a ver com a Bruxaria. Na falta de um Athame clássico, qualquer faca serve para o mesmo fim, desde que não tenha sido usada para tirar qualquer tipo de vida ou derramar sangue. Caso não queira usar o Punhal, abra o círculo com a Varinha, um Cristal, ou mesmo com o dedo, como se faz na Wicca Irlandesa, conhecida como WITTA.
A Vassoura - Esta é uma velha conhecida e amiga das Bruxas! Toda Bruxa que se preza tem uma Vassoura! Ela representa a União das Energias Universais. Os pelos e o cabo representam, respectivamente, os órgãos sexuais feminino e masculino. Havia um ritual muito antigo em que as Bruxas saíam "cavalgando" as vassouras pelos campos e dando grandes pulos, para que as plantas crescessem da altura de seus saltos. Talvez daí tenha vindo a crença de que podiam voar. também havia certos ungüentos e plantas alucinógenas que provocavam a Viagem Astral, o que poderia dar a impressão de estar voando pelo Ar. A Vassoura pode ser decorada com Símbolos Sagrados e ter uma Assinatura Mágica. Antes do ritual, ela é usada para varrer o local onde ele será realizado, representando a limpeza espiritual de toda Energia Negativa. Ela também serve de ponte entre o espaço do círculo e o mundo exterior, isto é, ela pode ser colocada deitada num ponto, e, se alguém precisar sair, pode fazê-lo pulando a Vassoura sem quebrar o círculo, e procedendo da mesma forma ao voltar. Em algumas cerimônias de Casamento, os noivos pulam a vassoura como símbolo de sorte e felicidade.
O Bastão ou a Varinha Mágica - A Varinha Mágica tem o mesmo simbolismo do Athame, embora segundo algumas tradições esteja mais ligada ao elemento Fogo. Tradicionalmente, ela deve ser feita de uma árvore sagrada como a Aveleira, o Carvalho ou a Macieira, embora se acredite que qualquer árvore deve servir, desde que tenha por ela alguma predileção ou ligação emocional. O galho da árvore deve ser cortado na Lua Crescente, e antes sempre se deve pedir a autorização da árvore. Depois de cortado o galho, deve-se deixar alguma oferenda em agradecimento. Ainda hoje, as Bruxas seguem esse procedimento, deixando mel e leite para as Fadas e Elementais, e um pouco de comida para os pássaros.
A Varinha pode ser enfeitada com símbolos, fitas, cristais ou algum objeto pessoal.

A Túnica - Embora muitos "Covens" prefiram trabalhar "vestidos de céu", ou seja, completamente nus, existe a opção de se usar a Túnica, tradicionalmente negra. A cor negra isola as energias negativas, sendo ótima para ser usada quando se tem contato com grandes multidões ou pessoas negativas, pois impede que a energia seja "vampirizada". Para o Wiccano a cor negra não tem nenhuma ligação com o Mal, como se costuma pensar erroneamente. Ela representa o Útero Universal, do qual nasceu toda a Luz, a escuridão da Terra onde germinam as sementes. A nudez deve ser um sinal de pureza, de libertação de nossos medos e tabus. Para tanto, é preciso ter um coração puro diante dos Deuses e dos nossos semelhantes, trabalhando muito bem com nossos corpos. Segundo os praticantes da wicca é impossível se trabalhar inibido pela nudez, o que tornará o ritual totalmente improdutivo. Se esta for a situação, é melhor usar uma Túnica, mas, com o tempo, é preciso superar esses bloqueios, pois eles são frutos de uma moral Judaico-Cristã repressiva, sendo que a nudez deve ser encarada como algo natural.
O Pentagrama - Embora muitos achem que o Pentagrama não pertença Originalmente à Bruxaria, ele se tornou um de seus maiores símbolos. A Estrela de Cinco Pontas representa as quatro Energias Formadoras do nosso Planeta, isto é, Água, Fogo, Terra e Ar, mais o quinto Elemento, que é o Espírito. Usado com uma ponta para cima, ele é o símbolo da magia Benéfica, onde a Energia do Espírito controla as quatro Energias Formadoras da Matéria. Os wiccanos dizem que os Satanistas usam o Pentagrama com duas pontas para cima, significando o triunfo da Matéria sobre o Espírito, ou a vitória do Mal sobre o Bem. Deve-se lembrar que, originalmente, o Pentagrama com duas pontas para cima representava o Deus Cornífero, e o Útero da Grande Mãe por sua semelhança com um útero e duas trompas. Só depois do advento do Cristianismo ele foi desvirtuado como símbolo do Mal.
Quase todos os Wiccanos usam um Pentagrama no pescoço, como símbolo de sua religião.
Outros Instrumentos - Também fazem parte da Wicca outros instrumentos como o Sino para abrir e fechar rituais, Incensórios, Castiçais e outros objetos opcionais. Muitos Covens tocam instrumentos musicais.

O Altar - Sempre que possível, um wiccan deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou luxuoso. Tradicionalmente, ele fica virado para o Norte. Uma vela preta é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma vela branca a Leste para o Deus. No Altar devem estar o Cálice e o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais. Também é comum se colocarem símbolos para os Quatro Elementos, como uma pena para o Ar, uma planta para a Terra, uma vela vermelha ou enxofre para o Fogo e Água para esse mesmo Elemento. Muitas pessoas colocam um símbolo para a Deusa e o Deus, como uma concha e um chifre, ou mesmo estátuas e gravuras dos Deuses. Se, por algum motivo, o wiccan não puder montar um Altar onde mora, ele pode criar um espaço na sua imaginação, pois segundo a wicca o verdadeiro Templo está dentro deles, ou poderá ir para a Natureza e fazer dela o mais “lindo” de todos os “santuários”.
OS RITUAIS
Os rituais da wicca seguem as estações da natureza e as fases da lua. Não cabe aqui entrarmos em detalhes ritualísticos, mas de uma forma geral expor como são os rituais da wicca.
A cada chegada de estação há como se fosse uma celebração. Então para cada nova estação um ritual específico com os elementos que a estação traz. A outra forma de ritual é durante as fases da lua. Os rituais são chamados de Sabbath(Sabá) e Esbbath(Esbá). Existem também outros rituais característicos como casamentos e aniversários.
A wicca é muito flexível em seus rituais. Geralmente esses ritos são feitos a noite no meio da natureza, porém a wicca moderna devido a esta flexibilidade os wiccanos podem praticar os rituais dentro de casa ou até mesmo dentro de um quarto de apartamento no meio urbano sem maiores problemas. Esta flexibilidade da wicca é que proporcionou o seu crescimento nestas ultimas décadas em todo o mundo.
Em grande parte essas festas rituais são feitas com o coven, porém nada proíbe que sejam feitas também pelos “bruxos(as) solitários(as)”.
Nos rituais com o coven cada um assume uma posição seguindo os pontos cardeais. Um membro assume a posição Norte e este fica ligado e responsável pelo elemento “Terra”, outro assume a posição Sul e fica responsável pelo elemento “Fogo”, o mesmo ocorre com o quadrante do Leste e o elemento “Água” e também com o Oeste e seu elemento Ar.
Para cada elemento existe um “Elemental” que é uma força ou também compreendido como um “espírito” da Natureza. Para os wiccanos ele não é bom nem mal, pois em suas compreensões são seres imperfeitos que não tem consciência de bondade ou maldade. Os famosos “Gnomos” são ligados ao elemento terra, as “Salamandras” são seres ligados ao fogo, as “Ondinas” são também chamadas de “Sereias” são ligadas ao elemento água e os “Silfos” são os seres do ar.
Além dos 4 membros ligados aos quadrantes existem dois que assumem uma posição chave dentro do ritual que é o Sacerdote e a Sacerdotisa. Estes conduzem todo o ritual e vigiam para que nada saia errado. São eles os responsáveis pela fabricação das poções, entoação de mantras e palavras mágicas. Geralmente são estes também os responsáveis pela abertura do circulo de proteção.
Colocando tudo na ordem de acontecimento o ritual wicca funciona assim: Todos membros vestidos com a túnica ou nus (vestidos de céu) entram no cenário. Primeiro abre-se o circulo de proteção contra energias negativas e forças contrárias. Geralmente feito com a varinha mágica do bruxo ou com o dedo no chão ao redor de todo local que será realizado o ritual. Abre-se em sentido horário quando o propósito do ritual for “branco”, ou seja, quando for um ritual para apenas uma celebração. Já quando o propósito do trabalho for “negro” abre-se no sentido anti-horário.
Após a abertura do círculo cada membro assume sua posição e são entoadas palavras de conjuros para que o ritual seja assistido pelas forças do universo. Cada ritual trás consigo as particularidades, que não cabem aqui descreve-las. Basta dizer que o ritual de celebração é regado com vinho e poções feitas com vinho e ervas aromáticas sendo tudo preparado no caldeirão durante o ritual. As comidas também são especificas de cada ritual. No geral são bolos, pães e frutas.
Durante os rituais existem algumas práticas comuns como: risos altos, uivos, queima de pedidos no caldeirão, mantras, incensos, consagrações de objetos ou pessoas. Lamentavelmente também há a prática da orgia e consumo de drogas. Porém preciso dizer que não há sacrifícios nem de animais nem de seres humanos. A Wicca não é Satanismo mesmo apesar de toda semelhança ritualística e ser também mais um engano de satanás. Na Wicca não há nenhum incentivo para destruição da fé cristã uma vez que toda cristandade é simplesmente desprezada por eles, mesmo com toda “mágoa” que os wiccanos tem da Inquisição e da igreja Católica.
Depois de cumprido o propósito do ritual em geral é feito um círculo com todos os membros de mãos dadas para enviar de volta a “energia” para o universo. Abre-se o círculo de proteção, porém agora no sentido oposto do qual foi feito no inicio e é dado por encerrado o trabalho.
Porém isso não faz que os membros vão embora, normalmente é este o momento de compartilhar as experiências que tiveram durante do ritual e trocar conhecimentos comendo e bebendo o que foi preparado durante do ritual.
Bem, a partir deste ponto o leitor já pode imaginar o que acontece. Imagine junto comigo: Muito vinho; Some a isto jovens misturados sem nenhum padrão de moral rígido; Geralmente no meio da mata; Afastados de qualquer centro urbano; Acampados em barracas ou em propriedade rural privada. Vai então um alerta aos Pais Cristãos e não Cristãos para não permitirem que seus filhos e ou filhas participem dessas “festas”.
A forma de atuação da wicca na sociedade é sutil. Engana-se quem pensa que a wicca é proselitista. Ela não corre atrás de adeptos. Porém tem sido assustador o crescimento desta “religião” nas ultimas décadas. Como explicar este fenômeno?
A Wicca apesar de não correr atrás de seguidores ela é muito maleável e de fácil adaptação. Ela consegue facilmente “falar a mesma língua” e se adaptar ao meio que está inserida.
Se ela está em um ambiente acadêmico ela facilmente adquire uma rolpagem cientifica, onde facilmente será aceita; Se em meio a jovens a wicca facilmente muda sua linguagem a fim de se identificar com aquele que ouve sua mensagem.
Sua principal mensagem é liberdade.
Seu atrativo é o oculto e o fantástico.
Seu maior crescimento tem sido em meio aos Jovens de 16 à 25 anos. Para enterdermos o segredo do sucesso do crescimento da wicca na sociedade, basta olhar quem são estes jovens e como eles foram preparados desde a infância para a aceitação desta religião.
A grande parte destes jovens nesta faixa de etária cresceram ouvindo historias chamadas “contos de fadas”, vendo as maravilhas da Disney dentre outras coisas que impregnaram suas mentes de “fantasia e magia”. Some isso a uma família onde o pai é ausente e a mãe é a figura central do lar e você terá como resultado o perfeito receptor para a religião wicca.
O primeiro contato é geralmente através de um amigo ou amiga já praticante da religião, geralmente um outro jovem da mesma idade, porém não muito sociável. Este jovem sempre se mantem afastado de grandes grupos, carrega com ele alguns símbolos no pescoço, geralmente o pentagrama, que por sua vez chamam atenção. A pessoa geralmente intrigada pelo comportamento estranho e misterioso do praticante da wicca e seus símbolos místicos começa fazer perguntas a respeito de tudo aquilo.
A partir daí começa o aprendizado do novo adepto. É então indicado alguns livros para leitura e aprendizado, que geralmente são muito caros. Logo isso impulsiona este jovem procurar pegar emprestado com alguém que o tenha. Nasce aí o chamado “grupo de estudos da wicca” que é um grupo de pessoas sem limite estipulado que se reúnem ocasionalmente para troca de material e experiências; Provavelmente depois de algum tempo e experiência destes participantes nascerá um novo Côven.
Nas faculdades é onde se reúnem geralmente estes grupos de estudos. Onde troca-se livros e experiências pessoais com o oculto e místico. São reuniões abertas, ocasionais ao ar livre e nada impedindo a aproximação de novos curiosos e futuros adeptos da religião.
A aceitação destes jovens é muito grande, pois conforme disse antes eles já vieram preparados para identificação com este mundo de liberdade e fantasia proposto pela wicca.
Geralmente nas portas de faculdades são vendidos objetos de artesanato com cascas de àrvore, cristais, além também de incensos e outros objetos de ordem mística que contribuem para formar uma atmosfera de plena aceitação da religião wicca.
Dentro das salas de aula a contribuição para a wicca vem dos ensinos relativistas. A Wicca é permeada de relativismo e semi-ótica.
Conforme dito anteriormente. Ela só tem um mandamento chave que é “faça o que você quer, desde que não prejudique a ninguém”. Porém este prejudicar para eles é relativo. Para o Wiccano fazer mal varia de pessoa pra pessoa. O que é mal para um pode não ser para outro.
Segundo eles entendem tudo é uma questão de como se enxerga a situação. O relativismo é a maior arma usada contra a mente dos jovens no meio acadêmico. A Wicca sabe muito bem se aproveitar disso.
Talvez a igreja acordou tarde demais para isso. Se é que já está acordada.
Como fazer frente ao relativismo imposto pelo ensino acadêmico? E como expor a verdade em um meio tão hostil ao absoluto da Palavra de Deus.
Acredito que hoje colhemos os frutos de não termos dado ouvidos aos pregadores do século passado quando pregavam contra a televisão e sua programação satânica. Foram estes chamados de fanáticos, mas se tivéssemos feito frente ao avanço das fantasias mágicas, vindas por meio de desenhos animados e outras mensagens, hoje nossos jovens não estariam sendo vítima dessa religião. A Igreja foi atacada em sua própria sala de estar. Enquanto o Pai trabalhava e a mãe lutava por independência, Satanás ensinava seus filhos os caminhos da Wicca.
Mariel Marra é atualmente bacharelando em Teologia pela faculdade FATE-BH em Belo Horizonte, membro da Igreja Batista da Lagoinha, diácono e professor da Escola de Líderes e EBD. Sempre envolvido com a visão da Batalha Espiritual, Mariel Marra trabalha ativamente na Internet e outros meios de comunicação chamando a Igreja para a Unidade e equilíbrio e moderação em Cristo.